João de Arantes, o 1º Arantes, nascido no Século XV, Condestável em 1488 de D. João 2º, 13º rei de Portugal, é 13ºavô de Anibal de Almeida Fernandes.
Anibal de Almeida Fernandes, Junho, 2026
A descoberta do trabalho Nantes ou Anantes ou Danantes (que hoje he Arantes), de autoria do Padre Marcelino Pereira que viveu em Portugal no século XVIII, que identifica o primeiro Arantes no NobiliárioColeção de Memórias Genealógicas, (2º volume), manuscrito nº 876 do Arquivo Distrital de Braga cujo resumo também está registrado na pg.1.024 doLivro da FamíliaArantes de Américo Arantes Pereira, [Legis Summa, 1993] essa pesquisa (foi mandada fazer pelo engenheiro lisboeta, Eduardo de Arantes e Oliveira), serve de base para este resumo dos Arantes, que identificou o primeiro Arantes:
João de Arantes que, no século XV, era João de Nantes, cujo sobrenome ficou assim até D. João IV, o Restaurador (1604-1656), 21º Rei de Portugal. Depois o sobrenome mudou para D’Anantes. Na segunda metade do século XVII o sobrenome passa a d'Arantes, ou de Arantes, forma moderna sob a qual passará a ser escrito e o é, até hoje. O sobrenome acompanha a evolução do nome desse lugarejo do Conselho de Chaves, Vila que pertencia à Casa dos Duques de Bragança.
João de Arantes, o 1º Arantes, nasceu, cerca de 1460, sob o reinado de Afonso V, 1438-1481, 12º Rei de Portugal; e crê-se que, sua origem seja doCouto de Arantei (Arantes) do Concelho de Salvaterra do Minho do Reino da Galiza e que, talvez tenha acompanhado Pedro Alvarez de Sotomayor, Conde de Caminha, Visconde de Tuy e Senhor de Salvaterra um dos principais aliados de D. Afonso V (12º Rei de Portugal, 1438-1481) pai de D. João II.
João de Arantes, o 1º Arantes, foi o Senhor da Quinta de Romay comprada em 1495 de Pedro Nogueira, tabelião e escudeiro de João Teixeira Chanceler-Mor do Reino, após a morte d’El Rei João II, (o Padre Marcelino Pereira, séc. XVIII cita o Livro do pão que se pagava ao Cabido de Braga para provar que os Anantes/Arantes eram senhores da Quinta de Romay).
João de Arantes era ele próprio, um nobre por ser um Escudeiro Fidalgo de sangue e espada, Senhor da Quinta de Romay e Morador da Casa Real. (Felgueiras Gayo, informa que o foro de cavaleiro e escudeiro era sinal de nobreza; principalmente quando o título já era usado antes da reforma feita por D. Sebastião, em 1572, que abrandou as exigências para a concessão dos títulos).
João de Arantes, o 1º Arantes, Condestável dos Espingardeiros, Escudeiro Fidalgo de sangue e espada, Senhor da Quinta de Romay, Morador da Casa Real e sua mulher, Genebra de São Payo. João e Genebra tiveram, pelo menos, 3 filhos:
1] João, o primogênito que herdou a Quinta de Romay, c.c. Francisca Macedo, da Casa de Samaça,
2] Antonio (que recebeu Ordens Menores em 1511),
3] Diogo (de quem descendem os mais de 30.000 Arantes brasileiros).
Diogo de Arantes, 12ºavô de Anibal, Escudeiro Fidalgo do Rei e Morador da Casa Real, (estas qualificações constam da carta de nomeação como Escrivão e são sinais inequívocos de nobreza), ele foi nomeado, três vezes, Tabelião do Concelho de Entre-Homem e Cávado, a 11/3/1511 e 18/2/1516 por D. Manoel e a 9/9/1522 por D. João III; era proprietário do Ofício de Escrivão dos Órfãos de Entre-Homem e Cávado e do Couto de Rendufe. Casou-se com Maria Pires de S. Payo de Besteiros, pais de 5 filhos: 1) Gaspar (n. 1530 e f. 23/9/1615 que sucedeu ao pai como Escrivão dos Órfãos), 2) Simão, 3) Gaspar Quinteiro (Abade de Carrazedo), 4) Ana e 5) Violante de Arantes, 11ªavó de Anibal, de quem descende Domingos de Arantes:
Domingos de Arantes,bat. 30/7/1693, 6º neto de João de Arantes, é 6ºavô de Anibal de Almeida Fernandes. Casado a 6/8/1719 na freguesia do Souto, pertencente ao Concelho de Terras do Bouro, Distrito de Braga, c.c. com Josefa Marques, b. 18/3/1699, pais de 10 filhos:
(1º)Maria(1720), Helena (1722), (2º) João (1724), Domingos (1726), Domingas (1729), José (1730), Manuel (1732), Francisco (1734), (3º) Antonio (1738), Jerônimo (1741).
Esses 3 filhos, tem ligação com o Brasil: 1º Maria(1720), (apenas o seu neto João Manoel veio ao Brasil),2º João (1724), e 3º o Capitão-Mor de Aiuruoca, Antonio, 5ºavô de Anibal, (1738),são os Patriarcas dos 3 troncos dos Arantes no Brasilcom a descendênciaesclarecida até João de Arantes, o 1º Arantes, eles são os Patriarcas dos 3 Troncos dos Arantes no Brasil queconstam do Livro da FamíliaArantesde Américo Arantes Pereira, [acima citado], com ascendência até João de Arantes.
Atenção primos Arantes: em relação a todas as famílias brasileiras que eu pesquisei nos registros do Pedro Taques e do Silva Leme, que deu origem à Genealogia Paulistana do Luiz Gonzaga da Silva Leme, [1852-1919], documento básico para o conhecimento da Genealogia de São Paulo, nenhuma outra família descrita começa com um Condestável, (numa época em que ser guerreiro era a 1ª e maior credencial de um nobre), Fidalgo de sangue e espada, Senhor da Quinta de Romay, (1495), Morador da Casa Real e todas essas qualificações são sinais inequívocos de nobreza e tudo isto com significativa antiguidade já que aconteceu em pleno século XV, ou seja, antes da descoberta do Brasil.
Condestável substituiu na hierarquia militar o alferes-mor, e as suas funções aproximavam-se das que modernamente tem o chefe de estado-maior um Ministro da Guerra, e, mais ainda, das funções dos mestres-de-campo-generais dos séculos XVI e XVII (Verbo, Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, vol. IV, 1279). Os soberanos que governavam mais de um reino ou senhorio tinham, em regra, um Condestável para cada um desses estados, como acontecia em Inglaterra. Faço um enquadramento histórico comparativo para facilitar a compreensão desta minha afirmação, pois numa monarquia absoluta regida pela lei estamental (onde o Rei é dono de tudo e de todos no reino e faz o que quer quando e como quer) estas 3 qualificações sociais: Escudeiro Fidalgo de sangue e espada, Senhor da Quinta de Romay, Morador da Casa Real dão nobreza ao 1º Arantes.
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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes