Ascendência de Altino Arantes e Ana Tereza Arantes de Almeida [Alonso], filha de Aníbal de Almeida Fernandes, desde o Condestável João de Arantes, o 1º Arantes registrado na história, do Século XV (1460) até o Século XX (1977).


Aníbal de Almeida Fernandes, Abril, 2022.

14º avô [Ana Tereza] João de Arantes, n. cerca de 1460, (é o 1º Arantes e está registrado no Nobiliário “Coleção de Memórias Genealógicas”, (2º volume), manuscrito nº 876 do Arquivo Distrital de Braga, de autoria do Padre Marcelino Pereira que viveu no século XVIII). A 2/1/1488, foi nomeado Condestável* d’El Rey D. João II, (13º Rei de Portugal). Era Escudeiro Fidalgo de Sangue e Espada, Morador da Casa Real, Senhor da Quinta de Romay, c.c. Genebra de San Payo, o casal aparece oficialmente na história registrado no Arquivo Distrital de Braga, numa escritura feita a 16/2/1509 relativa ao aprazamento do casal de Remonte sito na freguesia de Arentim,



pais de:

13º avô [Ana Tereza] Diogo de Arantes, Escudeiro Fidalgo de sangue dos Reis, D. Manoel (14º Rei) e D. João III (15º Rei), Morador da Casa Real e Senhor da Quinta de Romay, c.c. Maria (Eulália) Pires de San Payo de Besteiros, pais de:


12ª avó Violante de Arantes, c.c. Simão Gonçalves, Senhor da Quinta da Espinheira, pais de:


11ª avó Margarida de Arantes, a 14/8/1585, c.c. Gaspar Rodrigues, pais de:


10ª avó Maria de Arantes, a 11/2/1624, c.c. Manoel Lopes, pais de:


 9ª avó Maria de Arantes, a 12/8/1646, c.c. Antonio Ferreira, pais de:


 8º avô Francisco de Arantes bat. a 21/8/1659, Juiz em Braga Portugal, c.c. Úrsula Fernandes, pais de:


 7º avô Domingos de Arantes n. a 30/7/1693, a 6/8/1719, c.c. Josefa Marques, Braga, Portugal, pais de:


 6º avô [Ana Tereza] Capitão-Mor Antonio de Arantes MarquesPatriarca do Tronco Arantes-Aiuruoca, MG, sec. XVIII. Fundador da fazenda Conquista (séc. XVIII), Aiuruoca, até hoje nas mãos de Arantes,



é c.c. Ana da Cunha Carvalho que é 6ª neta de Baltazar de Moraes de Antas, [13ºavô de Ana Tereza] que veio para o Brasil em 1556, Juiz em São Paulo a partir de 1579, com carta de comprovação de nobreza e pureza de sangue oficialmente reconhecida pelo Ouvidor Geral da Colônia em Salvador, Bahia, a 23/11/1580 (Sanches de Baena). e registrada na Câmara Municipal de São Paulo em 1670,




O casal Antonio e Ana teve 11 filhos legítimos entre eles, os dois filhos:


 Veríssimo (avô de Altino) e Manoel Rufino (5º avô de Ana Tereza)cujas descendências seguem abaixo:


Altino Arantes

5º avô Veríssimo de Arantes, 10º filho do Cap-Mor, é pai de:

4º avô Francisco de Arantes, 2º c.c. Maria Carolina de Oliveira, pais de;


 avô Altino Arantes, Governador de São Paulo, 1º c.c. Maria Teodora de Andrade pais de:


 Paulo Francisco c.c.Maria Paula Martins de Andrade, pais de:


 André Francisco Andrade Arantes c.c. Maria Luiza Scarano pais de:


                           Maria Luiza Arantes c.c. Luciano Ciampollini Rocco pais de: 


     José Paulo e Jean Carlo (Arantes) Ciampolini Rocco

 Ana Tereza Arantes de Almeida [Alonso]


 avô Manoel Rufino de Arantes, 6º filho do Cap-Mor, é pai de:

  avô Joaquim Carvalho de Arantes c.c. Ana Elisa, filha de João Gualberto de Carvalho, 1º Barão de Cajurú a 30/6/1860, 5º avô de Ana Tereza,



Joaquim e Ana Elisa são pais de:


 avô Ana Margarida de Arantes c.c. João Antonio de Avellar e Almeida, neto de Manoel de Avellar e Almeida, [5º avô de Ana Tereza],  fazendeiro de café em Vassouras, RJ,  




 


BRASÃO da FAMÍLIA AVELLAR e ALMEIDA


  Este Brasão foi concedido por Carta de Brasão em 1881, e está registrado no Cartório da Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil, Livro II, folhas 9/11, ao Barão de Avellar e Almeida, Decreto de 7/1/1881, cujo título está registrado no Livro X pág. 70 Seção Histórica do Arquivo Nacional. É um título concedido ad personam sul cognome, isto é, dado a uma pessoa específica e apoiado sobre o nome da família do titulado. Esta forma de título só é usada quando o Imperador deseja prestar homenagem também à família, dignificando-lhe o nome. O Brasão tem um pé de café e uma abelha como arma heráldica e pode ser usado pela Família Avellar e Almeida sem o Coronel (coroa) e a comenda, que são exclusivos do Barão e não são hereditários, conforme as leis de heráldica e do Direito Nobiliárquico: Fonte Documental: Mário de Méroe, Estudos sobre o Direito Nobiliário, Centauro Editora, São Paulo, 2000, pgs: 25/26. 


(Altino Arantes é primo-2º de  Ana Margarida, 3ª avó de Ana Tereza), 


pais de:


 2º avô Bernardina de Arantes c.c. Joaquim Rodrigues d’Almeida, em Valença, RJ.



Foto de 1900: Bernardina e Joaquim, [bisavós de Ana Tereza], casal tronco do Ramo Arantes-Araraquara, SP. Da esquerda para a direita: Bernardina (1869-1936), no colo Alzira, (1900-1984). Em pé: Mário, (1893-1958), estudou engenharia na Bélgica (1911-1914) advogado (São Francisco, 1923), Vereador e Prefeito de Araraquara [1931-1932]. Joaquim (1866-1937). Na cadeira: Maria, (1898-1969). Em pé: Luisa, (1891-1936). No fim da monarquia, a caminho de Araraquara, SP, por conta da devastadora decadência da região cafeeira fluminense, passaram pelo Rio de Janeiro (foram ao Baile da Ilha Fiscal, junto com os Barões de Muritiba, pois a Baronesa era madrinha de crisma de Bernardina, avó de Anibal, que foi com um vestido amarelo de seda de Macau e com um colar de ouro e esmeraldas, pois as senhoras deviam estar vestidas com as cores do Império). Em 1890, chegaram em Araraquara, depois compraram a fazenda Baguary (a venda do colar de esmeraldas ajudou, pois nessa época do Encilhamento provocado pelo Rui Barbosa a economia estava um caos completo e os antigos Barões na miséria) e Joaquim voltou a plantar café, que é o que ele sabia e gostava de fazer. Tiveram 12 filhos: 1891, 1893, 1898, 1900, 1902, 1905, 1906, 1907, 1910, 1911, 1912, 1914, 6 homens (alguns estudavam no Colégio São Luiz em Itu) e 6 mulheres. Os 6 filhos estudaram em Universidades: Mário, Bernardino e Orlando se formaram em advocacia no Largo São Francisco (SP) e Luiz e José se formaram em Medicina na Praia Vermelha (RJ) e Joaquim abandonou o curso de medicina e cuidou da casa comercial criada por Joaquim para ter fonte de renda alternativa. Em 1936, morrem Luisa e Bernardina e, em 1937, amargurado com esses 2 terríveis golpes e desanimado/desiludido com o café por conta da crise de 1929, Joaquim morre. Em 1938 a Baguary é vendida, (Formal de Partilha, Cartório do 2º Ofício, Araraquara, 7/8/1937)Mário, Luiz e Bernardino Arantes de Almeida são nomes de ruas em Araraquara.



 avô Anna Arantes de Almeida c.c. Anibal de Barros Fernandes, Campinas/Agudos, SP, pais de:


 Anibal de Almeida Fernandes, c.c. Maria José Giordano Del Grandefilha de José Del Grande c.c. Thereza Spina Giordano, neta por parte de pai de Seraphim Del Grande e Judite Del Carlo, todos de Lucca, Itália, neta por parte de mãe de Domingos Giordano e Carmela Spina, bisneta de Vicente Giordano e Angela Maria Falci


Conforme o Testamento do Cavagliere Francesco Antonio Barra publicado no Estadão, [3/5/1889, coletado por Claudio di Giorgio] foram contemplados no testamento o casal Angela Maria Falci e Vincenzo Giordano. [Angela Maria Falci era filha de Domenico Falci e Camila Bifano Falci. Angela era viúva quando casou com Vicenzo Giordano que, por sua vez, também era viúvo, portanto o parentesco entre Giordano e Barra deu-se pelo fato de Camila ser irmã de Emília Bifano Barra que era esposa do Cavagliere Francesco Antonio Barra, pais de Nicolino, Barão Barra, primo irmão da 2ªavó de Maria José].


pais de: 


Ana Tereza Del Grande Arantes de Almeida Fernandes a 24/8/07, c.c. Felipe Augusto Alonso, passou a assinar Ana Tereza Arantes de Almeida Alonso, 14ªneta de João de Arantes, em 517 anos de história e 16 gerações contínuas com 32,31 anos por geração. 


pais de: Enrico Arantes de Almeida Alonso, *2010.




Altino Arantes Marquesfoi o décimo presidente do Estado de São Paulo (1916 até 1920). Nasc. 29/9/1876 em Batatais, fal. 5/7/1965 em São Paulo, neto de Veríssimo Plácido, (10º filho de Antonio de Arantes Marques). Natural da cidade de Batatais, interior de São Paulo, formado em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, em 1895. Foi membro da direção do Partido Republicano Paulista (PRP) e também seu presidente. Antes de chegar à presidência do Estado de São Paulo foi deputado federal por dois mandatos: 1906/1908 e 1909/1911, tendo sido também Secretário de Estado do Interior (1911/1915). Em 1916 inicia seu mandato como Presidente do Estado. Em seu governo foi promovida a segunda valorização dos preços do café (a primeira foi em 1906, por força do Convênio de Taubaté). Com a geada de 1918 o café duplicou de preço, permitindo, a Altino Arantes, um governo cheio de realizações. Com a queda da produção foi possível colocar os excedentes no mercado internacional, permitindo ao governo, com o desafogo, retirar das mãos de um grupo norte-americano, o controle da Sorocabana. Entre 1921 e 1930 foi novamente deputado federal. Em 1946 foi deputado constituinte e, mais uma vez, deputado federal. Foi o primeiro presidente do Banco do Estado de São Paulo, tornou-se membro e presidente da Academia Paulista de Letras (ABL) e membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

 

Altino Arantes Marques foi casado 2 vezes com 4 filhos no total:

                    no 1º c.c. Maria Teodora de Andrade com 2 filhos: 


Paulo Francisco c.c. Maria Paula Martins 

Maria Stela c.c. Paulo Sebastião de Mendonça Uchoa;

                   no 2º c.c. Gabriela da Cunha Diniz Junqueira com 2 filhos: 


Maria Bernadete c.c. Roberto de Rezende Junqueira 

Joaquim fal. solteiro.

 Altino foi correligionário político de Mário Arantes de Almeida, (tio-avô de Ana Tereza), estudante de engenharia em Liège, Bélgica, (diploma 24/10/1913), e formado em advocacia pelo Largo de São Francisco (diploma 7/12/1923), foi presidente da OAB/Araraquara, foi Prefeito de Araraquara, SP, [1931-1932] e Vereador (a partir de 3/3/1936), Mário também foi correligionário político de Armando de Salles Oliveira e de Honório Monteiro. Mário é nome de rua em Araraquara, SP, onde faleceu em 1958, tendo a morte registrada na Câmara Municipal de São Paulo, pelo Requerimento de nº 486 de 20/7/1958 feito por Scalamandré Sobrinho. Faleceu sem geração.




 *Condestável substituiu na hierarquia militar o alferes-mor e as suas funções aproximavam-se das que, modernamente, tem o chefe de Estado-Maior e, mais ainda, dos mestres-de-campo-generais dos séc. XVI e XVII (Verbo, Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, vol. IV, pg. 1279).

 


 


 

 

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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes