Anibal de Almeida Fernandes (*1944)


e sua Saga Agrária : Sec. XV até Sec. XX


Portugal, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro


ANIBAL de ALMEIDA FERNANDES, Agosto, 2020.



Minha intenção é resgatar o conhecimento do papel de meus avós, em suas ligações com a posse da terra começando em Portugal, Sec. XV, e sua relevância para a construção do Brasil, nos 3 períodos da história do Brasil: colonia, império e república.


PORTUGAL


1] Portugal, com meu 13ºavô João de ArantesCondestável do Rei em 1488, (Chefe militar), que comprou uma Quinta em 1495 em Carrazedo, Portugal, Quinta de Romay, Carrazedo, Portugal, 


João de Arantes, o 1º Arantesfoi o Senhor da Quinta de Romay comprada em 1495 de Pedro Nogueira, tabelião e escudeiro de João Teixeira Chanceler-Mor do reino. (Prova documental: o Padre Marcelino Pereira, séc. XVIII cita o Livro do pão que se pagava ao Cabido de Braga para provar que os Anantes/Arantes eram senhores da Quinta de Romay).




BRASIL - COLÔNIA


2] e continua no Brasil a partir do meu 12ºavô Balthazar de Moraes de Antas, Juiz em São Paulo em 1579, dono de terras no Ipiranga cerca de 1560:


Genealogia Paulistana, de Luiz Gonzaga da Silva Leme, (*1852 - †1919)


Título Moraes: Volume VII: Pág. 03, Pg. 25 e 56


Volume VII pg 3 > Moraes: Esta família teve princípio em Balthazar de Moraes de Antas, 12º avô de Anibal, que de Portugal passou a S. Paulo onde casou com Brites Rodrigues Annes f.ª de Joanne Annes Sobrinho, que de Portugal tinha vindo a esta capitania trazendo solteiras três filhas, que todas casaram com pessoas de conhecida nobreza.


Pedro Taques, de quem copiamos esta notícia sobre os Antas Moraes e que por sua vez copiou-a do título dos Braganções na livraria de José Freire Monte Arroio Mascarenhas em 1757.



3] continuando com meu 5ºavô Antonio de Arantes Marques, Capitão-Mor de Aiuruoca em 1772, que fundou em 1768  a fazenda Conquista de gado e cana em Aiuruoca, MG, até hoje pertencendo aos Arantes, primos em 5ºgrau de Anibal:


Museu Regional de São João del Rei: Tipo de Documento: Inventário


Ano: 1816: Caixa: 05


Inventariado: Antonio de Arantes Marques.


Inventariante: Ana da Cunha de Carvalho


Local: Baependi



Homenagem de Aiuruoca ao nascimento de Enrico, neto de Anibal




4] continuando com meu 4ºavô Manoel de Avellar e Almeida que fundou fazenda de café no fim do Sec. XVIII em Vassouras, RJ:




#Manoel de Avellar e Almeida era dono da Fazenda Boa Vista do Mato Dentro, conforme o Inventário de 1848, nº 435 da Caixa nº 90 do Centro de Documentação Histórica da Universidade Severino Sombra, de Vassouras informado no livro E o Vale era o escravo, do autor Ricardo Salles.


#VASSOURAS a Brazilian Coffee County, 1850-1900 StanleyStein, Harvard University, 1957, pgs: 16, 41, 80, 92, 110, 121, 129, 141, 161, 213-232.




BRASIL - IMPÉRIO


5] continuando com meu 4ºavô João Gualberto de Carvalho, (1797-21/2/1869) dono da Fazenda das Bicas, 4º avô de Aníbal1º Barão de Cajurú a 30/6/1860, foi a maior fazenda de criação de muares (mulas para transporte) do Império. Comprada em 1830 em Andrelandia, MG, a fazenda está até hoje, 2020, na mão de Arantes descendentes do 1º Barão Cajurú, Suely e Antonio Márcio como Anibal.



1º Barão de Cajurú, Decreto Registrado no Livro VIII, Pag. 54, Seção Histórica do Arquivo Nacional, com petição feita a 9/6/1860, pelo Visconde do Bonfim e pelo Visconde de Ipanema a Pedro II. Nasc. e bat. em 1797, São João d’El Rei, fal. 21/2/1869, S. Miguel do Cajurú, Ten-Coronel da Guarda Nacional, Comendador da Ordem da Rosa em 1849 e da Ordem de Cristo.




BRASIL - REPÚBLICA



6] continuando com meu avô Joaquim Rodrigues d’Almeida que, em 1890, formou a fazenda Baguary de café em Araraquara, SP, situada no Distrito de Américo Brasiliense, sesmaria do Rancho Fundo, em Araraquara, SP, com cerca de 400 alqueires paulista, foi preparada para a cultura do café pelo casal, Joaquim (1866-1937) e Bernardina (1869-1936) Arantes de Almeida, avós de Anibal.  Baguary foi vendida em 1938, (Formal de Partilha, Cartório do 2º Ofício, Araraquara, 7/8/1937)ainda com 90.000 pés de café, 9 grupos de casas de colonos, com 2 moradias cada grupo, 2 casas para camaradas, casa para administração, casa sede da fazenda, casa de máquina com tulha e máquina de beneficiar café, 120 cabeças de gado vacum, 26 cabeças de porcos, 3 cavalos, um caminhão Chevrolet, um caminhão Graham Brothers, 3 automóveis marca Ford, safra de 2.300 arrobas de café, barracão para veículos e pomar de 200 jabuticabeiras. Essa venda encerra a saga cafeeira da família em 158 anos, que começara em 1780 em Vassouras, com o 4ºavô de Anibal, Manoel de Avellar e Almeida e termina com a queima do café de Joaquim Rodrigues d'Almeida em 1938. 


Passaporte de Albino e seu filho Joaquim Rodrigues d'Almeida, 16/3/1877








 


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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes