Ascendência de Anibal de Almeida Fernandes (1944), 27ºneto de Afonso Henriques (1109), 1º Rei de Portugal, em 29 gerações contínuas em 835 anos de história, com a média de 28,79 anos por geração (dentro da média de 25 a 35 anos).


Anibal de Almeida Fernandes, Dezembro 2015.


Esse texto só foi possível graças à pesquisa feita por meu primo, Vinicius da Mata Oliveira, 29ºneto de Afonso Henriques, baseado na brilhante e profunda pesquisa de Manuel Abranches de Soveral, disponível na base de dados genealógica Roglo (http://roglo.eu/roglo?).


1- D. Afonso Henriques, ou D. Afonso I, primeiro rei de Portugal, 27ºavô de Anibal, nascido em 1109, em Viseu, falecido em Coimbra, 6/12/1185, reinou de 1139 até sua morte. Foi casado com D. Mafalda de Saboia, filha e descendente dos Condes de Saboia.


Histórico: Em 1094, Alfonso VI (1035-1109), 14º Rei de Leão e 3º Rei de Castela, doou a Henrique de Borgonha, que era casado com uma de suas filhas naturais, D. Teresa, como recompensa pela sua ajuda militar no combate aos muçulmanos, os condados do Porto e de Coimbra, pois Portugal nessa época pertencia à Espanha. Afonso Henriques (1109-1185), filho de Henrique de Borgonha, e neto de Afonso VI, após muitas vitórias sobre os muçulmanos, tomou o título de Rei de Portugal, a 25/7/1139, contra a vontade de sua mãe, tornando-o independente da Espanha e iniciando a 1ª Dinastia Real de Portugal,  a Dinastia de Borgonha (1139-1383).



Rei: Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal. Filho do conde D. Henrique de Borgonha e da infanta D. Teresa, filha natural de Afonso VI, de Leão e Castela. Terá nascido em Coimbra, ou mais provavelmente em Viseu em 5/8/1109, de acordo com a tese recente de Armando de Almeida Fernandes, e foi, possivelmente, criado em Guimarães onde viveu até 1128. Tomou, em 1120, uma posição política oposta à de sua mãe, D. Teresa (que apoiava o partido dos Travas), sob a direção do arcebispo de Braga. Este, forçado a emigrar, leva consigo o infante que em 1122 se arma cavaleiro. Restabelecida a paz, voltam ao condado. Entretanto novos incidentes provocam a invasão do condado portucalense  por D. Afonso VII, que, em 1127, cerca Guimarães onde se encontrava D. Afonso Henriques. Sendo-lhe prometida a lealdade deste, D. Afonso VII desiste de conquistar a cidade. Mas alguns meses depois, em 1128, as tropas de D. Teresa defrontam-se com as de D. Afonso Henriques, com a vitória de D. Afonso Henriques – o que consagrou a autoridade de D. Afonso Henriques no território portucalense, levando-o a assumir o governo do condado.


Casamento: Casou em 1145/1146 com D. Mafalda, que nasceu em data incerta, e morreu em Coimbra a 4/11/1157, ficando sepultada no Convento de Santa Cruz; filha de Amadeu II, conde de Sabóia e Piemonte, e da condessa Mafalda de Albon. Teve dentre outros: 1. D. Henrique, nasceu a 5 de Março de 1147 e morreu jovem; 2. D. Sancho, que herdou a coroa; 3. D. João, nasceu e morreu em data incerta; 4. D. Urraca, nasceu em Coimbra, por volta de 1150, e casou com D. Fernando II, rei de Leão, por 1165; sendo repudiada em 1179; faleceu em ano incerto; 5. D. Mafalda, nasceu em Coimbra, em ano incerto; noiva do conde D. Raimundo de Berenguer, filho do conde de Barcelona, em 1160; faleceu pouco depois; 6. D. Teresa, nasceu em ano incerto; casou com Filipe de Alsácia, conde de Flandres, por volta de 1177; faleceu depois de 1211, em Furnes); 7. D. Sancha, nasceu e faleceu em data incerta.


Fontes: http://www.historiaportugal.com/?page=reis&nome=D. Afonso I, Joel Serrão (dir.), Pequeno Dicionário de História de Portugal, Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976, Joaquim Veríssimo Serrão = História de Portugal, Volume I: Estado, Pátria e Nação (1080-1415), 2.ª ed., Lisboa, Verbo, 1978.


D. Afonso Henriques antes de se casar com Mafalda, teve de mulher desconhecida:


2- Tereza Afonso de Portugal, 26ª avó de Anibal, nascida cerca de 1134, o conde D. Pedro diz que D. Afonso Henriques teve esta filha D. Tereza Afonso em D. Elvira Galtér e que, portanto, era irmã inteira de D. Urraca Afonso, casada com D. Pedro Afonso de Lumiares. Mas esta D. Urraca é bem mais tardia, ainda se documentando casada em 1212.


D. Tereza Afonso foi certamente a primeira das filhas naturais de D. Afonso Henriques e seria irmã inteira de D. Afonso, nascido em 1135, que foi grão-mestre da Ordem de S. João de Jerusalém (1203-6).


Muito se tem escrito sobre esta D. Tereza Afonso, a célebre filha que o Livro Velho, o Livro do Deão e o conde D. Pedro dizem que D. Afonso Henriques tirou ao conde D. Sancho Nunes de Celanova, seu marido, para dar em casamento a D. Fernão Mendes de Bragançãos. Alguns estranham esta história, algo anedótica de facto, esquecendo-se, talvez, que D. Fernão Mendes tinha o poder suficiente para retirar ao domínio português praticamente Trás-os-Montes inteiro, entregando-o a Leão e Castela. E que D. Afonso Henriques pode, de facto, ter sido obrigado a usar a sua filha para impedir isso mesmo, conseguindo ao mesmo tempo, com a doação em dote, manter de vez o território no domínio nacional. Isto mesmo, de resto, diz Mattoso.


Foi Teresa casada duas vezes, 1ª vez com D. Sancho Nunes de Celanova, Conde de Celanova, 26º avô de Anibal, rico-homem, governador de Lafões (1158). Nascido cerca 1080, falecido em 1163, filho de D. Nuno Vasques, conde de Celanova e de Sancha Gomes de Souza, e 2ª vez com D. Fernão Mendes «o Bravo» de Bragançãos, senhor de Bragança. Teresa teve do 1º matrimônio com o Conde de Celanova:


3- Fruilhe Sanches de Celanova, nascida cerca de 1150, documenta-se como condessa, foi casada com D. Pedro Fernandes de Bragançãos, 25ºavô de Anibal, Senhor de Bragança, Rico-homem, mordomo-mor do infante D. Sancho (1170-75), etc. Nascido cerca 1120, falecido cerca 1194, filho de D. Fernão Mendes «o Bravo» de Bragançãos, senhor de Bragança e de Tereza Soares da Maia. Fruilhe, teve: 


4- Sancha Pires de Bragançãos, nascida cerca de 1166, falecida depois de 1216, foi casada com Ermigio Mendes de Ribadouro, Governador de Penafiel (1167), nascido cerca 1132, falecido depois de 1208, filho de D. Mem Moniz de Ribadouro, senhor da Lapa e de Cristina Gonçalves, teve dentre outros:


5- Fruilhe Ermiges de Ribadouro, senhora de Vila Franca (de Xira), nascida cerca 1182, casou-se cerca de 1198 com Fernando Ermiges (de Baião), senhor de Vila Franca (de Xira), Cavaleiro, nascido cerca 1150, falecido antes de 1212, filho de Ermigio Mendes (de Baião) e de Examea Paes da Maia, teve dentre outros:


6- Soeiro Fernandes (de Albergaria), 22ºavô de Anibal,


 Brasão de Soeiro Fernandes, Sec. XIII


Soeiro é 6º Senhor do morgado da Albergaria de S. Mateus, pelo casamento, Cavaleiro fidalgo, nascido cerca 1204 em Vila Franca de Xira, falecido cerca 1280, o conde D. Pedro diz que foi bom cavaleiro e esteve com seu irmão na batalha de Azinhaga, cerca de Santarém. Soeiro foi casado 1ª vez com (Maria) Fernandes Alão, e 2ª vez com Sancha Martins de Lisboa22ªavó de Anibal, 6ª senhora do morgado da Albergaria de S. Mateus, nascida cerca 1246 em Lisboa, filha de Domingos Martins de Lisboa e de Aldonça Martins Xira, 5ª senhora do morgado da Albergaria de S. Mateus,


Soeiro Fernandes teve de Sancha Martins de Lisboa sua 2ª esposa:


7- Estêvão Soares de Albergaria21º avô de Anibal, 7º senhor do morgado da Albergaria de S. Mateus, Cavaleiro fidalgo, o 1º do nome, alcaide-mor de Lisboa. Nascido cerca 1265, falecido cerca 1339, foi casado com Maria Rodrigues Quaresma, filha de Rui Quaresma e de Maria Peres de Vides, teve dentre outros:


8- Estêvão Soares de Albergaria, 8º senhor do morgado da Albergaria de S. Mateus, 3º senhor do morgado do Hospital de St. Eutrópio, em Lisboa (S. Bartolomeu), Rico-homem, nascido cerca 1300, foi casado com Maria Lourenço de Soalhães, filha de Lourenço Martins de Soalhães e de Maria Pires de Oliveira, tiveram dentre outros:


9- Lopo Soares de Albergaria, 9º senhor do morgado da Albergaria de S. Mateus , 4º senhor do morgado do Hospital de St. Eutrópio, em Lisboa (S. Bartolomeu) (17/3/1387), Fidalgo, alcaide-mor e senhor do castelo de Mourão por D. Fernando, etc. Foi casado cerca de 1366 com Mécia Rodrigues de Vasconcelos, filha de D. Paio de Meira, senhor de juro e herdade de Entre-Homem-e-Cávado e de Leonor Rodrigues de Vasconcelos, tiveram dentre outros:


10- Leonor Rodrigues de Vasconcelos, 18ªavó de Anibal, casou-se 1ª vez cerca de 1356, com Vasco Martins da Cunha 7º senhor de juro e herdade de Tábua (29/6/1357), 5º senhor do morgado de Tábua, Fidalgo do Conselho, alcaide-mor de Lisboa (29/6/1357),  nascido cerca 1328, falecido em 1407, enterrado no convento de S. Francisco de Coimbra, tiveram dentre outros.


11- Estêvão Soares da Cunha, o Desassisado, Fidalgo da Casa Real, nascido cerca 1358, devia ter sucedido no senhorio e morgadio de Tábua quando seu irmão Martim o perdeu por ter passado para Castela. Mas depois também este Estêvão Soares foi homiziado em Castela por ter morto o amante de sua mulher, Constança Peres Escobar, e ela própria, filha de João Pires Escobar, fronteiro da Beira. Estêvão e Constança tiveram dentre outros:


12- Mécia Vasques da Cunha, casada cerca de 1415 com Álvaro Rodrigues Carvalho, Senhor da honra e da quintã (grande quinta) de S. Miguel de Carvalho, e seu padroado, e da quinta do Campo e casal da Ribeira, nascido cerca 1380, falecido antes de 14/10/1463, era morador em Basto e escudeiro de Dom João I quando a 26/8/1387 este rei lhe deu as quintas de Queirames e das Cinco Fogueiras da Ribeira, em Vale de Bouro. Álvaro era filho de Rui Lourenço Carvalho, Senhor da honra e quintã de S. Miguel de Carvalho, e seu padroado, e da quinta do Campo e casal da Ribeira, e de  Branca Moniz. Mécia e Álvaro tiveram dentre outros:


13- Rodrigo Álvares Carvalho, Coudel (Capitão de Cavalaria) das terras de Ribamar, Soutelo e Vila Seca e seus termos (15/10/1450), escudeiro de Fernão Coutinho e morador em Basto quando a 15/10/1450 foi nomeado coudel das terras de Ribamar, Soutelo e Vila Seca e seus termos. Já era morador na cidade de Porto quando a 27/10/1463 teve mercê real de uma tença anual de 3.000 reais de prata. Casou-se cerca de 1446 com Branca Afonso Diniz, filha legitimada de Afonso Diniz, cônego da Sé do Porto, e de Maria Afonso, mulher solteira. Rodrigo e Branca tiveram dentre outros:


14- Fernão Rodrigues Carvalho, Senhor da quinta de Sobretelões, alcaide de Celorico de Basto, escrivão das sisas (14/10/1469) e escrivão dos órfãos (1/11/1469) da vila de Celorico de Basto e seu termo, nascido cerca 1446, Escudeiro de Fernão Coutinho, que a 14/10/1469 foi nomeado para o cargo de escrivão das sisas da vila de Celorico de Basto e seu termo. Já como Fernão Carvalho, mas ainda escudeiro de Fernão Coutinho, renunciou a este cargo a 22/1/1475. Foi nomeado escrivão dos órfãos da mesma vila a 1/11/1469. Em 1482 era alcaide de Celorico de Basto nomeado por Fernão Coutinho, alcaide-mor. Foi casado 1ª vez com Catarina de Andrade, falecida depois de 1482, e 2ª vez com Inês de Góes. Fernão e Catarina, sua 1ª esposa, tiveram dentre outros:


15- Rui Fernandes Carvalho, Abade de Infesta, que tirou ordens menores em Braga a 3/9/1480 e de epístola a 20/4/1492. Teve de Maria Álvares da Fonseca:


16- Fernão Carvalho da Cunha, Capitão das naus da Índia, que serviu também em Ceuta, onde foi armado cavaleiro, tirou ordens menores em Braga a 13/3/1505, legitimado por carta real de 3/3/1517. Foi casado com Beatriz Viegas da Silva, filha de Fernão Viegas da Silva, senhor da casa da Coutada, em Arnozela (Fafe), e da torre de Atei, em Celorico de Basto. Fernão e Beatriz tiveram dentre outros:


17- Antônia Carvalho da Cunha, Senhora do casal de Ermos, em Fermil (Veade), que herdara de seus pais e que faleceu na casa da Torre de Atães, casou na mesma freguesia de Veade, ou Molares, com Gonçalo do Rego, Fidalgo da Casa Real, Capitão de uma nau na índia em 1572, o qual ainda vivia em 1595. Antônia e Gonçalo tiveram dentre outros:


18- Guiomar Gonçalves Carvalho (ou do Rego), sucessora na Casa da Torre de Atães, onde viveu, casou em Molares com seu parente Gonçalo Gonçalves (da Cunha), Senhor dos casais de Lordelo e do Tijal, na mesma freguesia de Molares. Guiomar e Gonçalo tiveram dentre outros:


19- Gonçalo Carvalho, natural da Casa da Torre de Atães em que sucedeu, e onde faleceu em 21/2/1652, depois de ter vivido no casal do Tijal, em Molares, foi casado 1ª vez em Molares aos 18/7/1606 com Maria Martins, e casou 2ª vez também em Molares aos 10/6/1631 com Domingas Gonçalves, natural do lugar do Seixo, em Veade, e moradora no lugar da Chouça, em Molares, filha de Domingos Gonçalves e de Domingas Rodrigues, senhores do casal da Breia. Gonçalo e Domingas, sua 2ª esposa, tiveram dentre outros:


20- Gonçalo Carvalho, 8ºavô de Anibal, batizado em Molares a 13/6/1644, viveu no lugar da Nogueira e, com dinheiro ganho no Brasil (onde esteve por certo tempo, não se sabe exatamente em qual capitania, retornando depois a Portugal), comprou o solar das Eiras, onde morreu, a 23/8/1720. Casou-se em Molares, a 5/3/1685, com Luísa Pinto, natural da casa do Campo, filha de Francisco Álvares de Carvalho e de Catarina Pinto, Luísa faleceu em sua casa das Eiras, a 30/10/1752. Gonçalo e Luísa tiveram dentre outros:


21- Teodósia Álvares da Cunha, batizada em Molares a 21/1/1697, casou-se também em Molares, a 8/6/1726 com Antônio da Cunha, natural da freguesia de Fafe, filho de Pedro de Freitas e de Catarina Francisca da Cunha. Teodósia e Antônio tiveram dentre outros:


22- Antônio da Cunha de Carvalhocasado com Bernarda Dutra da Silveira, 6ºs avós de Anibal.


Bernarda Dutra da Silveira nascida em Barbacena, MG. Casou com Antonio da Cunha de Carvalho, e foram pais de 13 filhos. Eles se estabeleceram na fazenda dos Pilões em Serranos, Freguesia de Aiuruoca. Antonio era irmão do Tenente Coronel Francisco da Cunha de Carvalho (ASBRAP 9º pesquisa de Aguinaldo Ribeiro da Cunha Filho) e de Domingos Carvalho da Cunha, todos os três filhos de Antonio da Cunha e Teodósia Álvares (estudo “Os irmãos Cunha de Carvalho - Carvalho da Cunha” e inventário de José Pereira de Carvalho - 1814).


Testamento de Bernarda: Eu Bernarda Dutra natural e batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo, hoje vila de Barbacena, filha legitima de Francisco Furtado Dutra e Florencia Francisca das Neves já defuntos e de presente assistente nesta Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Aiuruoca. Ela declara os 13 filhos abaixo:


1)Bento, 2)Antonio, 3)Anna (viúva de Antonio de Arantes Marques, f. a 17/5/1801, 5º avô de Anibal), 4)Cristóvão, 5)José, 6)Thereza (viúva de João Ferreira Villarinho), 7)Theodósia (avó do 1º Barão do Rio das Flores, bisavó do 2º Barão Rio das Flores), 8)Margarida (casada com Custódio José Vieira que aparece no testamento de seu cunhado Antonio de Arantes Marques, 5º avô de Anibal, como arrendatário por 12 anos, da fazenda Conquista, fundada em 1768 em Aiuruoca, MG, que é o berço do Tronco Arantes-Aiuruoca), 9)Maria, 10)João, 11)Francisco (fal.), 12)Isabel (fal.) e 13)Manoel (fal.).


Segue a descendência da 3ª filha Anna, 5ª avó de Anibal:


23- Anna c.c. Capitão-Mor de Aiuruoca Antonio de Arantes Marques, 5ºs avós de Anibal, Aiuruoca, MG, fundador da fazenda Conquista em 1768, séc. XVIII, que existe até hoje na posse de Arantes. Foram pais de 11 filhos legítimos entre eles Manoel Rufino 4º avô de Anibal, que segue abaixo:


24- Manoel Rufino de Arantes, c.c. Ana Joaquina Carvalho, pais de:


25- Joaquim de Arantes (*1816) c.c. Ana Elisa Ribeiro do Valle Carvalho (*1825), é filha do 1º Barão de Cajurú, ela tem o mesmo nome Ana, que a mãe Ana Ribeiro do Valle, a avó paterna Ana Maria Joaquina, a tia paterna Ana do Ingaí, a avó materna Ana Custódia da Conceição, e as bisavós maternas Ana Custódia de Paula e Ana Maria da Conceição; pais de:


26- Ana Margarida Carvalho de Arantes, (*1842) c.c. João Antonio de Avellar e Almeida e Silva (*1833), neto de Manoel de Avellar e Almeida, 4ºavô de Anibal, fazendeiro e Patriarca da Família Avellar e Almeida de Vassouras,



VASSOURAS a Brazilian Coffee County, 1850-1900 StanleyStein, Harvard University, 1957:


João Antonio de Avellar e Almeida e Silva, 2º avô de Anibal, é neto materno de Manoel de Avellar e Almeida, 4ºavô de Anibal, Patriarca do Tronco Avellar e Almeida de Vassouras, RJ, que tem entre seus descendentes 7 titulares: 6 Barões: Ribeirão, Massambará, Avellar e Almeida, 2º Barão do Rio das Flores, Baronesa de Werneck, 1ª Baronesa do Rio das Flores e o Visconde de Cananéia todos eles ligados à cultura cafeeira.


Brasão da Família Avellar e Almeida



Este Brasão foi concedido por Carta de Brasão em 1881, e está registrado no Cartório da Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil, Livro II, folhas 9/11, ao Barão de Avellar e Almeida, Decreto de 7/1/1881, cujo título está registrado no Livro X pág. 70 Seção Histórica do Arquivo Nacional. É um título concedido ad personam sul cognome, isto é, dado a uma pessoa específica e apoiado sobre o nome da família do titulado. Esta forma de título só é usada quando o Imperador deseja prestar homenagem também à família, dignificando-lhe o nome. O Brasão tem uma abelha e um pé de café como arma heráldica e pode ser usado pela Família Avellar e Almeida sem o Coronel (coroa) e a comenda, que são exclusivos do Barão e não são hereditários, conforme as leis de heráldica e do Direito Nobiliárquico: Fonte Documental: Mário de Méroe, Estudos sobre o Direito Nobiliário, Centauro Editora, São Paulo, 2000, pgs: 25/26.


Ana Margarida e João Antonio, são pais de:


27- Bernardina (*1869) c.c. Joaquim Rodrigues d’Almeida (*1866) pais:


28- Ana (*1907) c.c. Aníbal de Barros Fernandes (*1904),


Aníbal de Barros Fernandes filho de João Antonio Fernandes c.c. Ana Joaquina de Barros, Campinas/Agudos, SP, neto por parte de pai de Antonio José Fernandes e Ana Joaquina Adão, Vila Real, Portugal; neto por parte de mãe de André Gonçalves e Maria Francisca de Barros, Campinas SP, que é irmã de Adriano Júlio de Barros, n. em 1868, médico e presidente da Câmara Municipal de Campinas no séc. XIX, c.c. Altimira Alves Couto, pais de: Adriano, Argemiro, Antonio Carlos, Maria Amélia, Julieta e Lilia que é c.c. um filho de José Vicente de Azevedo, Conde Romano de Vicente de Azevedo (título da Santa Sé no século XX). Maria Francisca e Adriano Júlio são filhos do Comendador José Júlio de Barros e de Emerenciana Ferreira Zimbres de Queirós, 3ºs avós de Anibal, portugueses da freguesia de Gouvães do Ouro, Concelho de Sabrosa, Vila Real, que vieram para o Brasil na segunda metade do séc. XIX; neto paterno de Bernardo Rodrigues Salgado e de Justina de Barros, 4ºs avós de Aníbal, neto materno de Zeferino de Queirós e de Maria Ferreira Zimbres, 4ºs avós de Anibal.


Anna e Anibal pais de:


29- Aníbal de Almeida Fernandes (*1944), 27º neto d’El Rei, Afonso Henriques, c.c. Maria José Giordano Del Grande pais de:


30- Ana Tereza Del Grande Arantes de Almeida Fernandes, (*1977), 28º neto d’El Rei, Afonso Henriques, numa linhagem de 30 gerações contínuas em 868 anos com 28,93 anos, em média, por geração, do Século XII (1109) até o Século XX (1977); a 24/8/2007, c.c. Felipe Augusto Alonso, filho de Geraldo Alonso Filho e Ana Regina Alonso. Passa a assinar Ana Tereza Arantes de Almeida Alonso, pais de:


31- Enrico Arantes de Almeida Alonso, (*15/10/10), 29º neto de Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal.


ADENDOS EXPLICATIVOS fornecidos por Vinicius da Mata Oliveira


1] A QUESTÃO HERÁLDICA: o Brasão dos Albergaria


Sobre as armas dos Soares de Albergarias há o consenso de que foram ordenadas depois da batalha de Ourique, quando D. Afonso Henriques ordenou as dele, usando por isso os mesmos escudetes besantados, em bordadura, e a cruz, floreada, de vermelho em campo de prata. Como não encontraram na ascendência Soares de Albergaria outro candidato possível, atribuíram esse feito a D. Paio Delgado, apesar de as crónicas nunca referirem a presença deste cavaleiro na batalha de Ourique. Só que, sabe-se agora, Paio Delgado era da linhagem dos Rebolo, com outras armas, e a sua restante descendência não usou as armas Soares de Albergaria mas justamente as dos Rebolo. Já no séc. XVII alguns autores defendiam que as armas Soares de Albergaria vinham pela varonia, por D. Fernando Ermiges. D. António Suarez de Alarcón (séc. XVII) entendia que tinham sido ordenadas na mesma batalha de Ourique por D. Pedro Paes da Maia, o alferes-mor de D. Afonso Henriques. Só que esqueceu-se ou não sabia que D. Pedro Paes só foi alferes em 1147, portanto 8 anos depois de Ourique, além de que julgava que D. Fernando Ermiges era neto (materno) de D. Pedro Paes, quando na verdade era seu sobrinho. Mas, desde logo, não é crível que alguém tivesse usado para ordenar as suas armas as peças centrais que D. Afonso Henriques escolheu para ordenar as suas. Depois, 1138, data da batalha de Ourique, é uma data demasiado recuada para o uso de armas tão elaboradas como a dos Soares de Albergaria, nomeadamente com o recurso a bordadura. Sendo que, sobre tudo isto, não se vê na varonia dos Soares de Albergaria ninguém (que só podia ser D. Mendo Bofinho ou seu filho D. Ermígio Mendes) com posição suficiente para D. Afonso Henriques dar semelhante privilégio, partido da hipótese, a meu ver inadmissível, que esse privilégio podia ser dado a alguém. Sendo de salientar que, ainda por cima, o timbre dos Soares de Albergaria é o dragão, justamente o mesmo timbre das armas reais, ainda que em posição diferente. Esta singularidade, das duas, uma: ou aponta para um uso dos timbres associados à Heráldica, enquanto representação conjunta, para muito antes do que se julga, ou remete a ordenação das armas dos Soares de Albergaria para uma época bem posterior. Ora, o que é evidente é que as armas dos Soares de Albergaria foram ordenadas ou por Soeiro Fernandes ou já por (ou para) seu filho Estêvão Soares de Albergaria, portanto em meados da segunda metade do séc. XIII. E de facto remetem para as armas reais, mas por outra razão, que inexplicavelmente passou despercebida a todas as genealogias, quando aquilo que a sua ordenação pretendia era justamente salientar o parentesco à Casa Real! Com efeito, por sua proposta mãe D. Fruilhe, Soeiro Fernandes era trineto legítimo do conde D. Sancho Nunes de Celanova e de sua mulher D. Tereza Afonso, filha natural de D. Afonso Henriques. Parentesco que os reis bem conheciam, pois já na confirmação de Xira a D. Foilhe Ermiges, em 1206, D. Sancho I salientava que ela era «multum naturalis nostra». O que é natural, pois D. Sancho I era afinal seu tio-bisavô. Ao ordenar as armas de uma nova linhagem, Soeiro Fernandes foi buscar os símbolos reais (os escudetes besantados, a cruz e o dragão), numa ordenação diferente. Sendo aqui de salientar que, em representações coevas, os reis D. Sancho II e D. Afonso III aparecem também com a cruz floreada. Aparentemente, se considerarmos que a nova linhagem apenas começou com o filho, Estêvão Soares de Albergaria, teria mais lógica se fosse este a ordenar as novas armas. Mas contra esta hipótese está o facto de Estêvão Soares de Albergaria ser, por sua mãe, por quem afinal vinha o morgadio da Albergaria, descendente de uma família ilustre, que hoje sabemos ser a dos Rebolo, que deram o Papa João XXI. É muito provável que já D. Paio Delgado (Delgado era certamente uma alcunha) usasse já as armas dos Rebolo (três relobos furados), que também usou o Papa. Sendo por isso muito provável que se fosse Estêvão Soares de Albergaria a ordenar as armas tivesse, por exemplo, usado esses três rebolos furados com a bordadura das quinas. Por outro lado, a fixação do patronímico Soares dá a Soeiro Fernandes o inegável papel de fundador da linhagem. Sendo que é muito provável que, após o casamento, Soeiro Fernandes passasse a usar o chamadouro de Albergaria, como senhor do morgado por sua mulher, funcionando assim, de facto, como o 1º Albergaria. A propósito das armas reais, muito se tem escrito sobre o significado das suas peças, sempre com raiz em interpretações posteriores imaginadas por clérigos, em geral ignorantes dos verdadeiros significados heráldicos e que, portanto, encontravam para tudo justificações piedosas e religiosas. Estou convicto, porém, que os escudetes significavam os condados ou as “partes” que constituíam o novo reino de Portucale, e que o serem semeados de besantes de prata significava realeza. Com efeito, muitos reis peninsulares anteriores a D. Afonso Henriques tinham por assinatura um rectângulo cheio nos cantos, nos quais se abria um círculo (em termos heráldicos um besante de prata), tendo no centro uma cruz. É assim possível que os besantes de prata tivessem ganho o significado de realeza. O facto de os escudetes besantados terem sido ordenados em cruz, pode ter várias justificações, desde logo a de ser uma das ordenações clássicas de cinco peças na Heráldica. É evidente que o facto de se tratar de um rei cristão em luta contra mos mouros é uma razão suficiente. Sendo que já o conde D. Henrique podia ter usado os mesmos escudetes em cruz (com o mesmo significado), tendo-lhe D. Afonso Henriques apenas acrescentado os besantes (sinal de realeza).


 Brasão de Soeiro Fernandes, Sec. XIII


2] Detalhes de SOEIRO FERNANDES: 22ºavô de Anibal


Acrescenta que casou com sua sobrinha-neta D. Sancha Martins, o que obviamente não se aceita. Na verdade, D. Sancha era bisneta de D. Maria Paes, 1ª mulher de seu pai D. Fernando Ermiges. Mas, ao contrário do que o conde D. Pedro pensava e as genealogias seguintes seguiram, Soeiro Fernandes não era filho de D. Maria Paes, mas sim da proposta 2ª mulher de seu pai, nascendo muito depois de D. Maria Paes ter falecido. Assim, Soeiro Fernandes não tinha qualquer parentesco com sua mulher, por quem foi senhor do morgado da Albergaria de S. Mateus, instituído por D. Paio Delgado.


Contudo, é verdade que D. Sancha Martins era neta de Martim Xira e que este era enteado de D. Fernando Ermiges, pai de Soeiro Fernandes. E Martim Xira e Soeiro Fernandes ainda foram contemporâneos, sendo possível que se tratassem ou fossem tratados por irmãos, uma ver que o padrasto de um e o pai do outro era a mesma pessoa. E terá sido com base nesta informação (de que eram irmãos) que o conde D. Pedro concluiu que Soeiro Fernandes casara com uma sobrinha-neta, não atendendo a que Martim Xira nasceu cerca de 1175 e Soeiro Fernandes nasceu cerca de 1204, já sua alegada mãe D. Maria Paes, mãe de Martim, tinha falecido. De resto, se fosse viva, D. Maria Paes teria no mínimo 49 anos em 1204.

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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes