Breve história de Ana Maria Duarte (ou Ana do Angaí) filha de Caetano de Carvalho Duarte e seus descendentes Arantes do tronco de Aiuruoca


 Aníbal da Almeida Fernandes, sobrinho 5º neto de Ana do Angaí, Fevereiro, 2010, atualizado Dezembro, 2016.


Caetano de Carvalho Duarte (*24/12/1702) Patriarca da Família Carvalho Duarte-Cajurú, MG, 6º avô de Anibal, é filho de João de Carvalho, (filho de Gonçalo Simões e Domingas Duarte) que, a 29/06/1687 em São Miguel de Silvares no Arcebispado de Braga, Portugal, c.c. Domingas Duarte, (filha de Inácio Manuel e Maria João), que tiveram, entre outros, dois filhos que vieram para o Brasil:


1º) Manoel de Carvalho Duarte, tio 6º avô de Anibal.


2º) Caetano de Carvalho Duarte, 6º avô de Anibal, que é pai, entre outros filhos, de:


Caetano de Carvalho Duarte Filho, 5º avô de Anibal


e de Ana Maria Duarte (do Angaí), tia 5ª avó de Anibal.


Caetano de Carvalho Duarte, 6º avô de Anibal, casou-se com Catarina de São José, filha de Antonia da Graça (3 Ilhoas) c.c. Manoel Gonçalves da Fonseca, (Manoel Gonçalves da Fonseca e sua mulher Antonia da Graça, são 7ºs avós de Anibal), eles vieram para o Rio de Janeiro da Ilha do Faial, Açores, cerca de 1723, trazendo 2 filhas:


Maria Teresa de quem descendem todos os Junqueira


Catarina de São José, esta com 2 anos de idade.




Casamento Manuel Gonçalves e Antonia (da Graça) Aguiar, 6ºs avós de Anibal. Transcrição fornecida: Vinicius da Mata Oliveira que descende das 3 Ilhoas: Mar-2015


http://culturacores.azores.gov.pt/biblioteca_digital/FAL-HT-ANGUSTIAS-B-1696-1727/FAL-HT-ANGUSTIAS-B-1696-1727_item1/P86.html


"Em os 07-02-1706 as duas horas da tarde nesta paroquial igreja de N. S. das Angústias com impedimento em quarto grau de consanguinidade em que foram dispensados, com palavras de presente, Manoel Gonçalves filho de Francisco Rodrigues defunto e de sua mulher Bárbara Garcia, com Antônia de Aguiar filha de Manoel Gonçalves e de sua mulher Maria Nunes todos fregueses desta paroquial igreja de N. S. das Angústias." "Catarina, filha de Manoel Gonçalves mariante e de sua mulher Antônia de Aguiar naturais e fregueses desta paroquial de N. S. das Angústias desta vila de Horta do Faial nasceu em 25-08-1721 pelas oito horas da manhã e foi batizada na pia desta mesma igreja em os 29 do sobredito mês de agosto do dito ano de 1721, padrinhos Manoel Correa solteiro, e Catarina do Rosário."


Caetano e Catarina foram conduzidos para São João d’El Rei, pelo conterrâneo Diogo Garcia que já estava no Brasil há algum tempo. Antonia da Graça ainda vivia em São João d’El Rei em 1745 e sobreviveu ao marido.



Batismo de Catarina, 21/8/1721, 6ªavó de Anibal, fornecido por Vinicius da Mata Oliveira, Março-2015



Caetano e Catarina foram proprietários da Fazenda Cajurú, onde viveram. Ele faleceu a 23/12/1784 ela a 30/7/1787, ambos estão sepultados dentro da Capela da Ordem Terceira de São Francisco.


Caetano e Catarina tiveram 13 filhos, entre eles:


o 7º filho, Caetano de Carvalho Duarte Filho, 5º avô de Anibal, c.c. Ana Maria Joaquina, filha de Estácio da Costa e Felícia Tereza de Jesus.


o 10º filho, Ana Maria Duarte (do Angaí) tia 5ª avó de Anibal, (que segue abaixo).


Nota: Ana Maria Duarte (do Angaí), foi madrinha de batismo de seu sobrinho, João Gualberto de Carvalho, futuro Barão de Cajurú a 30/6/1860, 4º avô de Anibal.


Ana Maria Duarte, tia 5ª avó de Anibal, também referida como Ana Maria de Carvalho, ou Ana do Angaí, nascida e batizada na Freguesia dos Prados, termo da Vila de São José, casou em 1760 na Capela de São Miguel do Cajurú com José Garcia Duarte, então com 21/22 anos, filho de João Garcia Duarte (que foi batizado na Freguesia de Nossa Senhora das Angustias da Ilha do Fayal, onde casou a 11/11/1725 com Antonia Maria da Boa Nova. Ele era filho legítimo de Francisco Rodrigues e Francisca Garcia, neto paterno de Diogo Rodrigues e de Bárbara Duarte, neto materno de Antonio Garcia e Maria Correa, (todos da citada ilha do Fayal) e Antonia Maria da Boa Nova.


Aos dezessete dias do mês de Agosto de mil setecentos e quarenta anos batizou de minha licença o Reverendo Bento Gomes da Silva na capela de São Miguel do Cajuru filial desta Matriz de Nossa Senhora do Pilar da Vila de São João del Rei a JOSÉ filho legitimo de João Garcia e sua mulher Antonia Maria e lhe poz os Santos Óleos e foram padrinhos José de Araújo Martins e sua mulher Joaquina Maria da Fonseca todos moradores desta freguesia.


O Vigário Doutor Manoel da Rosa Coutinho


Ana do Angaí e José Garcia Duarte foram moradores na paragem do Saco do Termo de Baependí, razão pela qual sua descendência é freqüentemente referida como Os Garcia-Duarte de Baependí. José Garcia Duarte faleceu a 13/8/1810 e foi sepultado na Capela de São José do Favacho.


Atenção: Não encontrei nas fontes pesquisadas a ligação de parentesco entre o Duarte de Ana Maria Duarte (do Angaí, neta de João Carvalho e Domingas Duarte) e José Garcia Duarte (bisneto de Diogo Rodrigues e Bárbara Duarte).


Ana Maria Duarte, (ou do Angaí), em 1799, obteve sesmaria de meia légua de terra partindo das margens do Rio Elena e confrontando com as terras da sua própria Fazenda do Angaí e de outras pessoas.


Ana Maria Duarte (ou do Angaí), ditou seu testamento no arraial de Aiuruoca a 30/12/1816, aprovado a 16/2/1817 em casa do Capitão João de Souza Meirelles, em presença da testadora. Deixou por herdeiro da sede de sua fazenda o neto José de Souza Meirelles que a ajudou na administração dos seus bens.


Ana Maria Duarte (ou do Angaí), faleceu a 9/3/1826 e foi sepultada na Capela São José do Favacho conforme a sua vontade.


B7: Baependi - Óbitos, aos 09-03-1826 faleceu D. Ana Maria Duarte, viúva de Jose Garcia Duarte; jaz dentro da Capela de S. Jose do Favacho filial desta matriz, tendo feito seu solene testamento.


Testamento: 30/12/1816


Em nome de Deus Trino e Uno


Eu Ana Maria Duarte, filha legítima de Caetano de Carvalho Duarte e de Catarina de São José, já falecidos, nascida e batizada na Freguesia dos Prados do termo da Vila de São José neste Bispado e moradora no presente na Freguesia da Vila de Santa Maria de Baependi estando em meu perfeito juízo e entendimento e conhecendo-me avançada em anos e temendo-me a morte faço este meu testamento na forma seguinte:


Encomendações


Meu corpo envolto em habito de São Francisco seja sepultado na Capela do Favaxo na sepultura de meu marido e estando ocupada em outra imediata, e sendo distante o meu falecimento na Igreja mais vizinha ....


Nomeio para meus testamenteiros em primeiro lugar a meu neto José de Souza Meirelles, em segundo a meu sobrinho Jerônimo José Martins em terceiro a meu genro João de Souza Meirelles....


Declaro que fui casada com o Capitão José Garcia Duarte de cujo matrimonio tivemos filhos: Antonio, Manoel, Mariana casada com o Capitão João de Souza Meirelles e Tereza hoje falecida casada que foi com o Capitão Tomás Joaquim Arantes de quem deixou um filho por nome João: estes são os meus universais herdeiros quanto às duas partes de meus bens.


Pelo testamento de Ana Maria do Angaí e o inventário de seu marido José Garcia Duarte, eles tiveram 4 filhos:


1) Manoel Garcia Duarte


2) Antonio Joaquim Duarte


3) Mariana Antonia de Jesus


4) Tereza Maria de Jesus (As Três Ilhoas, vol. 1º, pg. 438, item 4-4, 2 filhos), liga os Carvalho Duarte com os Arantes do Tronco Arantes-Aiuruoca, conforme segue abaixo:


Teresa Maria de Jesus, (tia 4ª avó de Anibal pela mãe), foi a 2ª esposa de Thomás Joaquim de Arantes, (tio 4º avô de Aníbal pelo pai), que era viúvo de sua 1ª esposa, Maria Ferreira de Souza (casados a 17/6/1795 na matriz de Aiuruoca, ela filha do Alferes João Ferreira Guimarães e Izabel Maria de Souza). Tomás foi batizado no Varadouro a 28/4/1772, Thomas Joaquim é 2º filho do Capitão-Mor Antonio de Arantes Marques, 5º avô de Anibal, Patriarca do Tronco Arantes-Aiuruoca (n. a 17/7/1738 e f. a 17/5/1801, foi sepultado a 18/5/1801 na antiga Matriz de Aiuruoca),



Antonio  c.c. Ana da Cunha de Carvalho, falecida, já viúva, em Aiuruoca a 5/5/1824 com testamento, neto-paterno de Domingos de Arantes e Josepha Marques naturais da Freguesia de S. Salvador do Souto, Concelho de Vianna, Arcebispado de Braga, Portugal, neto-materno do Capitão Antonio da Cunha de Carvalho natural da Freguesia de Molares, Concelho de Guimarães Termo de Bastos, Arcebispado Braga, e D. Bernarda Dutra da Silveira natural da freguesia da Borda do Campo termo do Rio das Mortes (os avós foram nomeados no batismo de José, irmão de Tomás), 5ªneta de Balthazar Moraes d’Antas 12º avô de Anibal, (ver abaixo).




1) Balthazar de Moraes d’Antas, (*1537 +1600) o Patriarca, c.c. Brites Rodriges Annes, 12ºs avós de Anibal,


2) Balthazar de Moraes de Antas, o moço, 11ºavô de Anibal, c.c. Ignez Rodrigues, pais de 9 filhos, entre eles, Accenço que segue abaixo (Pag 25 Vol VII Cap 2, Silva Leme).


3) Accenço de Moraes d'Antas, 10ºavô de Anibal, casado com Maria de Siqueira Baruel,


Maria de Siqueira Baruel, 10ªavó de Anibal, é 17ª neta de D. Afonso Henriques 1º Rei de Portugal:


4) Isabel de Moraes, 9ªavó de Anibal, casou 1.º com Pedro de Fontes Garcia f. em 1679,


5) Manoel de Moraes, 8ºavô de Anibal, casado com Josepha (Pág. 56, Vol VII, SL)


6) Florência Francisca das Neves, c.c. Francisco Furtado Dutra, 7ºs avós de Anibal,


Prova Documental da Filiação: Florência Francisca das Neves, 7ªavó de Anibal, é filha de Manoel de Moraes de Antas, 8ºavô de Anibal. Pg: 2 abaixo.


 


https://familysearch.org/pal:/MM9.3.1/TH-1-16047-15499-25?cc=2177299&wc=M971-MBC:1462860254




7) Bernarda Dutra da Silveira nascida em Barbacena, MG. Casou com Antonio da Cunha de Carvalho, 6ºs avós de Anibal e foram pais de 13 filhos. Ela declara os 13 filhos abaixo:


1)Bento, 2)Antonio, 3)Anna (viúva de Antonio de Arantes Marques, f. a 17/5/1801, 5º avô de Anibal), 4)Cristóvão, 5)José, 6)Thereza (viúva de João Ferreira Villarinho), 7)Theodósia (avó do 1º Barão do Rio das Flores), 8)Margarida 9)Maria, 10)João, 11)Francisco (fal.), 12)Isabel (fal.) e 13)Manoel (fal.).


Teresa Maria e Thomás Joaquim de Arantes, tiveram 2 filhos:


1) José, batizado a 9/11/1801, provavelmente falecido na infância, não herdou da avó materna.


2) João Tomás de Arantes Marques, representou a mãe no inventário da avó materna. Casou com Anna Severina do Amor Divino, falecida em Aiuruoca com testamento registrado a 12/7/1877, (no livro dos Arantes há apenas 9 filhos, pgs 183 até 432), deixando 10 filhos cujos descendentes são trinetos de Antonia da Graça, (3 Ilhoas). Segue abaixo a relação dos seus 10 filhos conforme o site projetocompartilhar:


3.1) João Eustáquio, batizado a 29/8/1825 no oratório Boa Vista, tendo por padrinhos o Alferes Domiciano Plácido de Noronha, da freguesia de Baependi e D. Silveria Constança de Noronha mulher do Alferes Jose Justino Gonçalves. Já era falecido a 3/10/1876, com geração. (o site não informa o nome da mulher de João Eustáquio nem os filhos e, no livro, João Eustáquio está casado com Mathilde Cândida, filha do 1º Barão de Cabo Verde, pg 183).


3.2) Francelina, batizada a 1/3/1826, padrinhos: Matheus Tavares da Silva e Joaquina Evarista Villela. Casou com Manoel Francisco. (concorda, pois no livro está c.c. Manuel Francisco de Oliveira e Souza, pg 286)


3.3) Carolina, casada com João Moreira. (discorda, no livro Carolina está c.c. seu tio Osório Arantes, pg 267)


3.4) Justiniano Procópio, batizado a 21/7/1833 no oratório da fazenda Pinhal, (padrinhos: o Reverendo Urbano dos Reis Silva Resende e D. Lucia Cândida de Noronha moradora em Baependi) c.c. Maria Jacinta Ribeiro do Valle, pais de José Justiniano no 3º c.c. Laudelina Vieira pais de 6 filhos: Maria da Glória, Maria Terezinha, Maria Jacinta, José Justiniano Filho, Maria América e Monsenhor Luiz Arantes, Aiuruoca, MG.


3.5) Joaquim (no livro c.c. Gabriela Cândida Pereira, pg 185).


3.6) Francisco (no livro c.c. Julia Maria Pereira, pg 267).


3.7) Tomás (no livro c.c. Lucia Cândida de Arantes, pg 432).


3.8) Gabriela, batizada a 15/5/1835, casada com Manoel Alves. (concorda, pois no livro Gabriela está c.c. Manoel Alves Pereira, pg 288).


Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG - Batismos aos 15-5-1835 na Conquista, GABRIELA, f.l. de João Thomaz de Arantes e D. Anna Severina do Amor Divino, padr.: Antonio Belfort de Arantes e D. Francisca de Paula e Silva.


3.9) Maria, batizada a 15/7/1839, casada com Tristão Joaquim de Arantes. (concorda com o livro, pg 267).


Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG - Batismos - aos 15-7-1839 no oratório Sra. da Conceição das Laranjeiras o vigário da vara Antonio dos Reis Silva Rezende batizou MARIA, f.l. de João Thomas de Arantes e de D. Anna Severina do Amor Divino, padr.: o mesmo revdo e Anna Paulina de Resende, esta de Baependi.


3.10) Anna, batizada a 12/8/1829, provavelmente falecida na infância, não consta no testamento materno. (não aparece no livro).


Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG - Batismos - aos 12 agosto 1829 oratório da Boa Vista, ANNA, f.l. de João Thomaz de Arantes e Anna Severina do Amor Divino, padr.: Joaquim Jose Pereira e D. Anna Paulina de Resende.


Casou-se Tomás em terceiras núpcias em Baependi a 23/9/1816 com Lúcia Cândida Fidelis de Noronha, filha do Sargento-Mor Domiciano Jose Monteiro de Noronha e D. Marianna Justina de Meirelles, casados a 15/2/1795 na matriz de Baependi.


 Fontes pesquisadas para estruturar esse trabalho:


 http://br.geocities.com/projetocompartilhar/estudooscarvalhoduartenosuldeminas.htm


Pereira, Américo Arantes, A Família Arantes, estudo genealógico, Editora Legis Summa Ltda., Ribeirão Preto, 1993, editado por Flávia Meirelles Pereira Ferriani, filha do autor.


Anuário Genealógico Brasileiro Ano VI, 1944, pg. 195: Januário Garcia, neto de Ana do Angaí e José Garcia Duarte. c.c. Teresa Fonseca Bueno (bat. 1810) bisneta de Amador Bueno , o Acalmado.


COMPARAÇÃO entre o SITE projeto compartilhar e o Livro Família Arantes, (pgs 183 até 432), referente aos filhos de João Thomas de Arantes c.c. Ana Severina do Amor Divino:


1º) O SITE INFORMA 10 filhos: João Eustáquio (não aparece o nome da mulher), Francelina, Carolina, Justiniano, Joaquim (não aparece o nome da mulher), Francisco, Tomás, Gabriela, Maria e Ana. (seqüência diferente e tem 1 filho a mais: ANA)


2º) O LIVRO FAMILIA ARANTES INFORMA 9 filhos: João Eustáquio (casado com Mathilde Cândida Belfort de Arantes filha do 1º Barão de Cabo Verde), Joaquim Thomaz, Justiniano Procópio, Maria Teodolina, Carolina Teobalda, Francisco Otaviano, Francelina Umbelina, Gabriela Francisca, Thomaz Avelino. (seqüência diferente e tem 1 filho a menos: ANA)


Informações adicionais:


1ª) Informado por Gilberto Alves Furriel, 26/11/08, Aiuruoca, MG.


A ANTIGA FAZENDA DO ANGAÍ, CONSTRUIDA EM 1790, PELOS PRIMEIROS JUNQUEIRAS - NÃO ME LEMBRO QUAL FOI - MANOEL FRANCISCO OU JOÃO FRANCISCO - SÓ SEI QUE FORAM OS JUNQUEIRAS. TEM LIGAÇÕES COM A CONQUISTA SIM, POIS SE CHAMOU OUTRORA "ANGAÍ DA CONQUISTA"- DO RAMO JOÃO THOMÁZ DE ARANTES. LINDISIMA FAZENDA PRESERVADISSIMA, ELA É A RESIDENCIA OFICIAL DO MONSENHOR LUIZ ARANTES DE AIURUOCA.


2ª) Informado por Dario Zagotta, Abril, 2008, Belo Horizonte, MG.


Identificação de Angai e Ingai


1. INGAÍ


Freguesia de Lavras, MG, Lei 288, de 1846.


Incorporada ao Município de Itumirim, MG, em 1943.


Município e cidade em 1962, MG.


2. ANGAÍ


Denominação de Fazenda localizada na Freguesia de Aiuruoca, Comarca de Baependi, MG.


   ANA MARIA DUARTE


 TESTAMENTO


Museu Regional de São João del Rei


Caixa 42


Data: 1816


Testamenteiro: JosÉ de Souza Meirelles


Local: São João Del Rei


Transcrito por Edriana Aparecida Nolasco a pedido de Regina Moraes Junqueira, Projeto Compartilhar.


TESTAMENTO


30-12-1816


Em nome de Deus Trino e Uno


Eu Ana Maria Duarte, filha legítima de Caetano de Carvalho Duarte e de Catarina de São José, já falecidos, nascida e batizada na Freguesia dos Prados do termo da Vila de São José neste Bispado e moradora no presente na Freguesia da Vila de Santa Maria de Baependi estando em meu perfeito juízo e entendimento e conhecendo-me avançada em anos e temendo-me a morte faço este meu testamento na forma seguinte:


Encomendações


Meu corpo envolto em habito de São Francisco seja sepultado na Capela do Favaxo na sepultura de meu marido e estando ocupada em outra imediata, e sendo distante o meu falecimento na Igreja mais vizinha ....


Nomeio para meus testamenteiros em primeiro lugar a meu neto José de Souza Meirelles, em segundo a meu sobrinho Jerônimo José Martins em terceiro a meu genro João de Souza Meirelles....


Declaro que fui casada com o Capitão José Garcia Duarte de cujo matrimonio tivemos filhos: Antonio, Manoel, Mariana casada com o Capitão João de Souza Meirelles e Tereza hoje falecida casada que foi com o Capitão Tomás Joaquim Arantes de quem deixou um filho por nome João: estes são os meus universais herdeiros quanto às duas partes de meus bens.


Dará meu testamenteiro a meu sobrinho filho de minha Irmã Domingas Maria de Carvalho, Jerônimo – duzentos mil réis.


A Helena casada com o Furriel José de Faria de Andrade vinte e quatro mil réis.


A Manoel e Ana filhos do tenente Manoel Rufino Arantes, dez mil réis a cada um.


A meu exposto Francisco cincoenta mil réis.


A cada uma das filhas solteiras de meus irmãos José e Caetano dez mil réis.


A meu neto Gabriel filho de Antonio Joaquim Duarte, duzentos mil réis em terras.


A meus netos João, Manoel e Ana casada com o Alferes Luiz Gonzaga Branquinho filhos estes de minha filha Mariana quarenta mil réis a cada um.


É minha vontade que minha terça se faça no meu terreiro, casas e seus pertences, com algumas terras anexas que bem bastem para preenche-la e alguns escravos na melhor forma do direito; porquanto instituo por meu universal herdeiro no remanescente da mesma a meu neto e primeiro testamenteiro José de Souza Meirelles, .... pois é o único consanguíneo que me tem acompanhado e administrado a minha casa e a ele devo todo o aumento que houver, desde o falecimento do meu marido e lhe arbitro de porção anual trinta mil réis enquanto viver em minha companhia desde o mencionado tempo.


A meu filho Antonio se deve descontar na sua legítima quarenta e cinco mil e quinhentos e sessenta reis que por ele paguei e consta de recibos como ele não o ignora e assim mais o que consta do meu rol.


A meu genro o Capitão João de Souza Meireles o que resta de seu crédito duzentos e oitenta e seis mil seiscentos e cincoenta réis.


Ao meu genro o Capitão Tomás Joaquim Arantes representado por seu único filho João inda menor o que para a composição das terras do Maia lhe damos ainda se não inventariou por esquecimento duzentos e vinte e cinco mil réis.


...e pedi ao Reverendo Vigário José de Abreu e Silva este por mim escrevesse...


Freguesia de Aiuruoca, 30 de Dezembro de 1816


APROVAÇÂO


Data: 16-2-1817


 

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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes