BRASÃO CONCEDIDO AO BARÃO DE AVELLAR E ALMEIDA


BRASÃO da FAMÍLIA AVELLAR e ALMEIDA


Este Brasão foi concedido por Carta de Brasão em 1881, e está registrado no Cartório da Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil, Livro II, folhas 9/11, ao Barão de Avellar e Almeida, Decreto de 7/1/1881, cujo título está registrado no Livro X pág. 70 Seção Histórica do Arquivo Nacional. É um título concedido ad personam sul cognome, isto é, dado a uma pessoa específica e apoiado sobre o nome da família do titulado. Esta forma de título só é usada quando o Imperador deseja prestar homenagem também à família, dignificando-lhe o nome. O Brasão tem um pé de café e uma abelha como arma heráldica e pode ser usado pela Família Avellar e Almeida sem o Coronel (coroa) e a comenda, que são exclusivos do Barão e não são hereditários, conforme as leis de heráldica e do Direito Nobiliárquico: Fonte Documental: Mário de Méroe, Estudos sobre o Direito Nobiliário, Centauro Editora, São Paulo, 2000, pgs: 25/26.


 AVELLAR E ALMEIDA, família fluminense de Vassouras, seus 7 Titulares e descrição de suas alianças com outras 4 famílias do Brasil Império.


Pesquisado por Anibal de Almeida Fernandes, 4º neto de Manoel de Avellar e Almeida, com o objetivo principal de tornar mais clara a interdependência geográfica e familiar das famílias dos Titulares do Império no século XIX, não podemos ignorar que em 1823 havia cerca de 4 milhões de habitantes e em 1889 havia 14 milhões de habitantes no Brasil e ao longo desses 67 anos de Império SÓ 986 pessoas receberam títulos, ou seja, apenas 0,0070% da população.


Maio, 2010, atualizado Novembro, 2016.


A filiação da família Avellar e Almeida segue Francisco Klors Werneck, com vários trabalhos publicados, pesquisador de Paróquias fluminenses em seu trabalho: 1ºs Povoadores de Vassouras e seus descendentes, trabalho do Autor, não publicado.



Nota: O scholar de Princeton, Stanley J. Stein, em seu livro Vassouras, a Brazilian Coffee County, 1850-1900, editado pela Harvard Historical Studies, nas pgs. 16 e 121, informa que os grandes clãs familiares de Vassouras eram: Correa e Castro, Werneck, Ribeiro de Avellar, Paes Leme, Teixeira Leite e Avellar e Almeida.



 


Casarões Vassouras, 1859: Barão Avellar Almeida (dir.) e Visconde Cananéia (esq.)


HISTÓRIco


O município de Vassouras, com pouco mais de 1.000Km quadrados de área, era composto de 4 freguesias:


Nossa Sra. da Conceição do Paty do Alferes (1726).


Sacra Família do Tingá (1750).


Nossa Sra. da Conceição de Vassouras (vila: 1833 e cidade: 1857).


Santa Cruz dos Mendes (1855).


A Comarca de Vassouras, estabelecida em 1835, abrangia Iguaçu e Valença (vila: 1823) que foi outro ilustre e profícuo berço de titulares e cujas famílias, inúmeras vezes, se aliaram com famílias vassourenses.


Os primeiros povoadores foram Francisco Rodrigues Alves e Luiz Homem de Azevedo, eles receberam, a 06/10/1782, a concessão da Sesmaria (as sesmarias tinham, em média, entre 1,5 e 2,0 léguas agrárias de sesmaria e, 1 légua de sesmaria é igual a: 4.356 hectares) de Vassouras e Rio Bonito. Em 1792, Francisco Rodrigues Alves já tinha cafezais em sua propriedade para abastecer à sua família. Os dois eram dos Açores, da Freguesia de São Pedro da Ponta Delgada da Ilha das Flores. Pelos dados registrados de 1825 todo o estado de São Paulo produzia comercialmente, apenas, 250 contos de réis de café e Vassouras, em 1828, produzia 3.586 contos de réis de café! que correspondia a apenas 18% do total da exportação brasileira. Vassouras foi uma conseqüência da cultura do café e, no seu apogeu entre 1830 e 1875, produzia 70 % de todo o café brasileiro que correspondia a 50% de toda a exportação anual do Império. Essa extraordinária riqueza gera enorme poder para os seus fazendeiros, os verdadeiros Barões do Café que financiaram a guerra do Paraguai de Outubro 1864 a Março 1870 com 150.000 mortos sendo 40.000 brasileiros. Em 1856, a vila tinha 3.500 almas e já mantinha uma vida de fausto e luxo, sem igual no resto do país, permitindo em seus palacetes da cidade e magníficas sedes de fazenda, que eram verdadeiros palácios rurais, uma vida com hábitos de requinte e elegância que eram ainda mais estimulados por conta do fácil acesso à Corte Imperial, graças à linha férrea D. Pedro II, que escoava o café e trazia da Europa as roupas e todos os cristais Saint Louis ou Bacarat, as porcelanas de Sèvres, Limòges ou Vista Alegre e a prataria portuguesa, ou francesa, que ornavam as casas desses vassourenses acostumados aos saraus, às visitas do Imperador, da Princesa Isabel e do Conde d’Eu, que eram recebidos nas casas sem grandes atropelos, tal o trem de vida habitual desses Barões do Café. Tudo isso que hoje faz as delícias dos colecionadores e antiquários, foi só o que restou daquele passado.


No fim do século XIX tudo isto acabou e as terras, os edifícios perderam mais de 60% do valor e os esplêndidos cafezais, que compunham o visual montanhoso da região, foram tragados pelo mato, envelhecendo e morrendo como, também, as fortunas, as soberbas residências, deterioradas pela decadência feroz que a tudo solapou destruindo, inclusive, a memória das várias famílias que lá tiveram sua origem e apogeu e, agora dispersas pelo país, mal sabem quem foram, quais titulares e alianças familiares que tiveram no tempo do Império, totalmente esquecidas do seu passado, alheias à sua história de prestígio e requinte.


Hoje em dia, não há mais nenhuma fazenda nas mãos de descendentes daqueles Barões do Café. Alguns casarões foram demolidos, alguns estão em ruínas, outros foram restaurados pelos atuais proprietários que, com bom gosto e respeito ao passado, recuperaram o fausto e o requinte da época, como as fazendas: Cachoeira Grande e Secretário, recuperando a beleza dos magníficos palacetes desse verdadeiro Vale do Loire, brasileiro.


Brasão Familia Avellar e Família Almeida


   


Manoel de Avellar de Almeida, Patriarca da Família Avellar e Almeida, 4ºavô de Anibal: filho de Manoel Coelho de Avellar e Maria Rosa de Almeida, todos naturais e batizados na freguesia de São Pedro da Ponta Delgada da Ilha das Flores, Bispado da Freguesia de Angra de Heroísmo, Açores. Casado com sua prima Susana Maria de Jesus, radicou-se em Sacra-Família, no fim do século XVIII, proprietário da Fazenda Boa Vista do Mato Dentro. Conforme o Inventário feito em Vassouras a 7/6/1848, tendo por Inventariante o seu filho o Barão do Ribeirão e cuja cópia autenticada foi obtida no Tabelião José Maria da Costa de Vassouras, em Vassouras em 1977, o casal teve 10 filhos, sendo:


2 filhos: José e Marcelino e 8 filhas: Ana Maria, Inácia Maria, Mariana Rosa, Luisa Maria (3ªavó de Anibal), Rita Maria, Maria Rosa, Isabel Maria, Francisca Maria.


Manoel e Susana são 4ºs avôs de Aníbal e casal tronco da família Avellar e Almeida. Seus descendentes aliaram-se a várias famílias vassourenses constituindo frondosa e altaneira árvore que até hoje viceja no sec. XXI na 8ª, 9a, 10ª gerações.


O casal Manoel e Susana de Avellar e Almeida, 4ºs avós de Anibal, era dono da Fazenda Boa Vista do Mato Dentro. O casal era proprietário de 152 escravos conforme o Inventário nº 435 da Caixa nº 90 do Centro de Documentação Histórica da Universidade Severino Sombra, de Vassouras, informado nas pgs 280, 281, 282 e 305 do livro E o Vale era o escravo, onde o autor Ricardo Salles também informa, à pg. 155, que eram considerados mega proprietários os fazendeiros com mais de 100 escravos.



O primeiro título de Barão, entre fazendeiros vassourenses, foi dado por D. Pedro I, ao riquíssimo fazendeiro José Rodrigues Pereira de Almeida, ex-traficante de escravos, provedor financeiro da Corte de D. João VI e acionista do Banco do Brasil que recebeu a Ordem de Cristo e é feito Barão de Ubá a 12/10/1828.


Os 7 descendentes de Manoel de Avellar e Almeida que foram agraciados com títulos de nobreza no 2o Reinado foram:


1º) o filho: Barão do Ribeirão, tio trisavô de Anibal a 22/6/1867: José de Avellar e Almeida. Seu palacete, na praça central de Vassouras, é a mais bela construção neoclássica da cidade. O Barão do Ribeirão foi tenente-coronel da Guarda Nacional e Cavaleiro da Ordem da Rosa e era dono das fazendas: Cachoeira (350 alqueires), Mato Dentro, Ribeirão Alegre, Retiro. Faleceu em Vassouras a 26/7/1873.



Brasão está registrado no Cartório de Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil.


Palacete Ribeirão-Cananéia na Praça da Matriz, Vassouras



Situado à rua Barão de Vassouras, Vassouras, RJ: Sua elegante arquitetura neoclássica resulta de várias reformas e acréscimos, feitas no local onde estava a casa do início do séc. XIX, de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Anibal, Patriarca da Família Avellar e Almeida, 4ºavô de Anibal, proprietário da fazenda Boa Vista do Mato Dentro, pai do Barão do Ribeirão, e avô do Barão de Avellar e Almeida, do Barão de Massambará, do Visconde de Cananéia, da 1ª Baronesa do Rio das Flores, da 1ª mulher do Barão de Werneck e bisavô do 2º Barão do Rio das Flores. O inventário de Manoel de Avellar e Almeida, (Centro de Documentação Histórica Severino Sombra, inventário nº 435, caixa 90), mostra que a casa original era simples e não tinha nada do aspecto neoclássico do Palacete reformado. Com a morte de Manoel de Avellar e Almeida, a 27/4/1848, a propriedade passou para o seu filho, o Barão do Ribeirão, (Decr. 22/6/1867), tio-trisavô de Anibal, que foi quem deu o aspecto atual ao Palacete, considerado o mais requintado exemplo de arquitetura neoclássica de Vassouras. Depois da morte do Barão do Ribeirão, o palacete passou para seu filho, o Visconde de Cananéia, (Decr. 18/9/1886), vulto de prestígio em Vassouras e na Corte Imperial. Em 1876, a Princesa Isabel e o Conde d’Eu vieram especialmente a Vassouras, a convite do então Barão de Cananéia  hospedando-se no belíssimo palacete neoclássico. A cama onde dormiu o casal imperial tem a inscrição do fato na madeira da trave do leito, com a respectiva data, e hoje pertence a Alberto Avellar de Mello Affonso (+2010), ultimo neto vivo do Barão de Avellar e Almeida e sobrinho-neto do Visconde de Cananéia. O Palacete foi transformado em Fórum, a 11/12/1895, quando já deixara de ser do Visconde de Cananéia. Em 1958, o palacete foi tombado pelo Patrimônio Cultural. Quando Aníbal esteve em Vassouras, (foto 1999), o palacete ameaçava ruir por conta de chuvas e cupins. No séc. XXI pertence à Prefeitura de Vassouras e é o Paço Municipal.



Foto Fatinha Lacerda - Vassouras


A porcelana de festa na casa de meus avós Joaquim e Bernardina em Araraquara, SP, era Limòges = francesa. Nota: eu tenho um dos aparelhos de chá, que a tradição oral familiar diz que foi usado pela Princesa Izabel, na sua estada com o Conde d’Eu, no palacete do nosso primo o Visconde Cananéia, em 1876, para confirmar essa tradição, e evitar bazofia irreal, analisei as 37 marcas Limòges, desde o sec. XVIII, e encontrei a marca J. Pouyat, a partir de 1842, que é a única, entre as 37 marcas com o L na cor verde da marca, como está na minha louça, o que corrobora a tradição oral familiar)



2º) o neto Barão de Massambará a 4/9/1867: Marcelino de Avellar e Almeida era comissário de café no Rio de Janeiro e foi Comendador da Ordem da Rosa e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Foi, também, Presidente do Conselho de Intendência, (nome da Câmara Municipal no início da República).



O Barão de Massambará é nome de Rua em Vassouras e seu palacete pertence, hoje em dia, à Fundação Severino Sombra.


3º) o neto Barão (1868) e Visconde de Cananéia a 18/9/1886: Bernardino Rodrigues de Avellar


 


O Visconde de Cananéia foi um dos mais destacados membros da nobreza vassourense, onde era vulto de prestígio em Vassouras e na Corte Imperial tanto que, em 1876, a Princesa Isabel e o Conde d’Eu vieram especialmente a Vassouras, a convite do Visconde, hospedando-se no belíssimo palacete Cananéia, que o Visconde herdara do pai, o Barão do Ribeirão. A cama onde dormiu o casal imperial tem a inscrição do fato na madeira da trave do leito, com a respectiva data, e pertence a Alberto Avellar de Mello Affonso, sobrinho-neto do Visconde. O Visconde era um benemérito, gastou para auxiliar a cidade, mais de 22 contos de réis em dinheiro e 120 contos em gêneros alimentícios, roupas e remédios, na época da epidemia de febre amarela, em 1880. Tal gasto, numa época que o café já entrara em decadência, arruinou o Visconde. A 3/6/1882, a cidade assistiu uma festa em homenagem ao Visconde, feita pelos pobres, que passou à história do município como a Festa da Pobreza. Foi tenente-coronel da Guarda Nacional e Comendador da Ordem da Rosa. Faleceu em Vassouras a 12/4/1896.



Fazenda Visconde Cananéia, localizada na Rodovia Lúcio Meira (BR-393) a 12,5km de Vassouras sobre o topo de um morro.


4º) o neto Barão de Avellar e Almeida a 7/1/1881: Laurindo de Avellar e Almeida, Comendador da Ordem de Cristo. Faleceu no Rio de Janeiro a 25/11/1902.


Tem Brasão concedido a 22/11/1881 que pode ser usado pela Família Avellar e Almeida por ser um título concedido ad personam sul-cognome. Este Brasão foi requerido a 17/1/1881, foi concedido e passado por Carta de Brasão a 22/11/1881, e está registrado no Cartório da Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil, Livro II, folhas 9/11.




A “Banda” diagonal vermelha com 3 estrelas de prata, postas em pala, representa trabalho árduo. A “Abelha”, à direita, simboliza a operosidade, confirmando o trabalho árduo. O “Cafeeiro”, à esquerda, mostra a atividade do Barão de Avellar e Almeida que era fazendeiro de café. A divisa em latim Virtute et Honore significa Virtude e Honra, que é uma confirmação dos valores éticos e sociais da família Avellar e Almeida.


5º) a neta Maria de Avellar, 1ª mulher de José Quirino da Rocha Werneck, Barão de Werneck a 24/8/1882.


Brasão Barão Werneck



6º) a neta Maria Salomé de Avellar e Almeida e Silva, (1831-1864) tia bisavó de Anibal, (é irmã do bisavô materno de Anibal), 1ª Baronesa do Rio das Flores, por seu marido, José Vieira Machado da Cunha, 1º Barão do Rio das Flores a 3/4/1867, tios bisavós de Anibal.



Eles estão enterrados no cemitério de Rio das Flores em túmulo restaurado por Marcos Vieira da Cunha, também sobrinho-bisneto dos 1ºs Barões e restaurador das fazendas, Guaritá, Campos Elíseos, Santo Antonio, todas de sua família e que, hoje em dia, estão nas mãos de terceiros. Maria Salomé, morta aos 33 anos, teve 12 filhos, entre eles o 2º Barão do Rio das Flores. Maria Salomé morreu na Fazenda Monte Alverne e o 1o Barão do Rio das Flores não mais se casou.


Manoel, nasceu em 03-12-1852 e foi batizado aos 16-05-1853.


-RJ - Igreja Nossa Senhora da Gloria em 16-05-1853 Manoel, f.l. Jose Vieira Machado da Cunha e D. Maria Salome da Silva Vieira, NP Cap. Manoel Vieira Machado e D. Escolastica Agueda de Souza, NM [dobra] Jose da Silva e D. Luiza de Avelar (3ºs avós de Aníbal) Fe[dobra]gueira, Nasceu a 03-12-1852 PP Major Antonio Vieira Machado da Cunha e D. Maria Leopoldina Vieira [dobra]


7º) o bisneto 2º Barão do Rio das Flores, a 14/8/1886, primo-irmão da avó de Anibal: Mizael Vieira Machado da Cunha (filho do 1º Barão do Rio das Flores) casado com Aurora Esteves Ottoni (n. 1858, f. 1922, filha de Manuel Esteves Ottoni c.c. Ana Amália de Araújo Maia, np. de Honório Esteves Ottoni c.c. Mariana Pereira Guedes, bisneta paterna de José Eloy Ottoni, [n. 1/12/1764, f. 2/10/1851] c.c. Maria do Nascimento Esteves), estão enterrados em Rio das Flores, pais de vários filhos.




As fazendas do clã Avellar e Almeida se localizaram em Vassouras, Cananéia, Massambará, entre elas: Ribeirão Alegre, Mato Dentro (Boa Vista e Cachoeira), Retiro, São Luiz de Massambará, que foi do Barão de Massambará, retro citado, São Luiz da Boa Esperança e a fazenda Cachoeira, do Barão do Ribeirão, retro citado, com 350 alqueires, se destacava pelo tamanho, pois as propriedades da época tinham, em média, 120 alqueires (sendo de 48.400 m2 o alqueire fluminense), com 40 a 50 escravos em média.


Na praça Sebastião Lacerda, atrás da matriz de Vassouras, foram plantadas 16 figueiras (Fícus Religiosa L), originárias da Índia onde são consideradas sagradas, são hoje sesquicentenárias. Há uma lenda urbana, não muito provável, que as palmeiras se referem aos 16 barões nascidos em Vassouras. Nesta hipótese, os Avellar e Almeida, têm direito a 4 dessas árvores pelos seus 4 titulares: Ribeirão, Massambará, Cananéia e Avellar e Almeida, este último tendo no seu Brasão um cafeeiro homenageando a origem dessa nobreza visceralmente ligada à terra brasileira.


Nota: Entre os 986 titulares (0,0070% da população de 14 milhões) que, nos 67 anos de Império, receberam 1.211 títulos, houve 239 brasões (0,0017% da população) e, apenas 5 tem o cafeeiro são eles, dos Barões de:


Avellar e Almeida, Bemposta (primo de Anibal pelos Werneck), Vargem Alegre, Silveiras e do Visconde de Aguiar Toledo.


Outros 18 brasões apresentam apenas o ramo do cafeeiro: Boa Vista, Castelo, Goiânia, Guaribú, Parayba, Ipojuca, Lorena, São Luís, Almeida Ramos (primo do avô materno de Anibal), 1o 2o e 3o Barões de Santa Justa e Viscondessa de Santa Justa, (são primos de Anibal, essa é a única família de titulares brasileiros, em todos os 67 anos de Império, a ter 4 membros com título nobiliárquico mantendo o mesmo nome), Serro Formoso, Vila Flor, Santa Clara, Ariró, Tymbohy, Santa Fé, Japaratuba, Barra Mansa.


No município de Rio das Flores, localiza-se a fazenda São Policarpo que foi de Antonio Vieira Machado da Cunha e Silva 8º filho do 1º barão do Rio das Flores, casado com Carolina Castilho de Avellar, herdaram a fazenda São José e adquiriram a vizinha São Polycarpo do 2º Barão do Rio Preto, que a vendeu ao herdar do pai, o Visconde do Rio Preto, a magnífica fazenda Flores do Paraíso (ver na página n° 9). Hoje, a São Policarpo é uma pousada e, conforme o atual proprietário informa, pertenceu por algum tempo, ao 1º Barão do Rio das Flores.


Nota: é importar esclarecer que não há parentesco entre as famílias Avellar e Almeida e Ribeiro de Avellar, que tem os seguintes titulares: Barão de São Luiz, Barão de Capivari, Barão de Guaribú, Visconde da Paraíba e Visconde de Ubá.


 


Entre as várias famílias que se aliaram, por casamento, aos Avellar e Almeida destacaremos as 4 famílias: Alves Barbosa, Werneck, Leite Ribeiro e Arantes.



BRASÃO da FAMÍLIA AVELLAR e ALMEIDA


Carta de Brasão, registrada no Livro II, fls. 9/11, do Cartório de Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil concedida a 22/11/1881. O Brasão pode ser usado pela Família Avellar e Almeida sem o Coronel (coroa) e a comenda, conforme as leis de heráldica e do Direito Nobiliárquico, um detalhe a ser destacado: o Brasão contém uma abelha como arma heráldica. (Fonte Documental: Mário de Méroe, Estudos sobre o Direito Nobiliário, Centauro Editora, São Paulo, 2000, pgs: 24/25).


alves barbosa


Alves Barbosa: de origem açoriana, foram os primeiros povoadores de Vassouras, Francisco Rodrigues Alves (nascido em 1739 e falecido em 23/7/1846, com mais de 100 anos) e Antonia Barbosa de Sá, natural de Sepetiba-RJ, casal que deu início à família Alves Barbosa na região de Vassouras-RJ. Sua filha, Ana Barbosa de Sá, casou-se com José de Avellar e Almeida, Barão do Ribeirão, filho de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Anibal. O irmão de Ana, Eleutério, casou-se com Maria Rosa, 8ª filha de Manoel de Avellar e Almeida. O sobrinho de Ana, Francisco, casou-se com Francisca Maria, a última filha de Manoel de Avellar e Almeida. O sobrinho de Ana, Bernardino, casou-se com Deolinda, neta de Manoel de Avellar e Almeida. O irmão de Ana Barbosa de Sá, Jacinto Alves Barbosa, Barão de Santa Justa com Grandeza, nasceu em 1790 em Sacra Família, (Paulo de Frontin), RJ e faleceu a 20/2/1872 na Fazenda Santa Justa, Rio da Flores-RJ, seu Inventário de 1873 registra 4 fazendas São Fidelis, Serra, Santana e Sta. Justa e 546 escravos.


De fato, estamos tratando de homens com grande fortuna e com escravarias consideráveis. Tomemos como exemplo desta nata afortunada pelo destino o Barão de Santa Justa, digno representante da mais fausta elite do Vale do Paraíba. Francisco Rodrigues Alves Barbosa, patriarca de uma das primeiras famílias a ocupar a região, além de possuir quatro fazendas na região de Paraíba do Sul, tinha moradia assentada no Rio de Janeiro, à rua Municipal, número 15. Após a morte do Barão, em 1872, sua mulher podia ser vista com “trajes masculinos” cavalgando “qual amazona bárbara” pelas suas fazendas.1 Vejamos o que é possível apreender sobre o vasto plantel do barão. (Carlos Engelmann)


O 1º Barão de Santa Justa era fazendeiro no município de Paraíba do Sul, RJ, e na província de Minas Gerais. Deixou uma prole de 13 filhos, do seu casamento em 1820 com Tomásia Maria, falecida também na Fazenda Santa Justa, em 28/1/1871, que foi 1ª Baronesa com honras de grandeza de Santa Justa, filha de Antonio da Silveira Dutra, o casal tem os 6 seguintes descendentes titulares entre filhos, neto e nora:


*Leopoldina, (filha) casada com seu primo irmão, José Rodrigues Alves Barbosa, Barão de Santa Fé. Sua filha Mariana foi a 2ª mulher de Inácio de Avellar e Almeida, neto do patriarca Manoel de Avellar e Almeida, 4ºavô de Anibal.


*Maria, (filha), casada com Balduino de Meneses, Barão de Meneses.


*Clara, (filha), casada com João Batista dos Santos, Barão e Visconde de Ibituruna.


*Francisco Alves Barbosa (filho), 2º Barão de Santa Justa a 28/6/1876.


*José Silveira Alves Barbosa, (neto), 3º Barão de Santa Justa a 10/4/1886.


*Bernardina (nora), viúva do 2º Barão de Santa Justa e mãe do 3º Barão, é feita *Viscondessa de Santa Justa a 9/2/1889.


NOTA: Todos os 1.211 títulos concedidos nos 67 anos de Império foram ad personam, isto é, valiam apenas para a pessoa agraciada em vida, pois a nobreza brasileira não é hereditária. Apenas 5 sequências houve, em uma mesma família, com 3 títulos seguidos com o mesmo nome como o 1º, 2º, 3º Barão e apenas 1 família houve, em todo o Império, com 4 títulos seguidos configurando uma hereditariedade, como é o caso dos Santa Justa nome com o 1º, 2º, 3º Barão e a Viscondessa, todos de Santa Justa uma vez que, o Imperador podia conceder o mesmo título às famílias sem nenhum parentesco entre si, como por exemplo: 1º Barão de Campinas: Bento Manoel de Barros a 21/9/1870, 2ª Baronesa de Campinas a 9/1/1875 (depois Viscondessa de Campinas a 19/7/1879): Maria Luiza de Souza Aranha e o 3º Barão de Campinas: Joaquim Pinto de Araújo Cintra a 13/8/1889 (no apagar das luzes do Império). O simples uso do brasão só era permitido, após um pedido oficial e concessão específica dada pelo Imperador ao requerente, sem direito à continuidade do uso do brasão pelos filhos do requerente e, a partir de 1871, o uso indevido do título, e/ou brasão, foi considerado crime de estelionato, dando cadeia para os infratores. Hoje em dia os juristas especialistas em Direito Nobiliárquico consideram que apenas o brasão pode ser usado pelos descendentes da família que tenha recebido um título sul cognome isto é, com o nome da família, explo: o Brasão do Barão de Avellar e Almeida pode ser usado pela Família Avellar e Almeida.


Na época de D. José I (1750-1777) de Dona Maria I (1777-1816) e, principalmente, durante a estada da Corte Portuguesa no Rio (1808-1821), a desesperada necessidade de recursos para manter a despesa crescente da corte real fez com que fossem concedidas milhares de insígnias de Ordens religiosas e militares e, também, várias Cartas de Brasão de Armas, foram concedidas às famílias paulistanas e fluminenses, que as solicitavam. No Império, quando alguns membros dessas famílias receberam títulos de nobreza, alguns desses titulares transformaram tais Brasões de Armas, concedidos na época da Colônia e com direito a ser usado por sucessores, em Brasões de titulares do Império, é o caso dos Barões de Itu e Piracicaba que usam o Brasão de Armas da Nobreza e Fidalguia, concedido a José Paes Falcão das Neves, (de quem descendem) terceiro-neto de Antonio de Almeida Pimentel e de sua mulher D. Lucrecia Pedroza de Barros, a qual, por pertencer ao tronco da família Barros de São Vicente, Brasil, lhes permitiu obter, pelo Cartório da Nobreza da Torre do Tombo a 18/02/1795, o direito de uso das armas da família Barros na época do Brasil Colônia. No Império as rígidas leis de concessão de títulos e uso de brasão não permitem o uso do brasão aos descendentes, extinguindo-se o direito com a morte do titular que apenas recebe o título ad personam (só para ele próprio, enquanto vivo) e, a partir de 1871, o uso indevido de título, e/ou brasão, foi considerado crime de estelionato, dando cadeia para quem fosse pego nesse uso ilícito.


Com os Alves Barbosa temos a aliança dos Avellar e Almeida com a família do 1º povoador da Sesmaria de Vassouras, Francisco Rodrigues Alves.


WERNECK


Werneck: de origem alemã, radicados em Vassouras, AGB Ano IV, pgs. 226/264.


Entre os descendentes do casal tronco Ignácio de Souza Werneck e Francisca das Chagas Monteiro e os Avellar e Almeida são muitíssimos os casamentos tornando muito extensa a interligação total. Para facilitar serão citados apenas os titulares Werneck e suas ligações com os Avellar e Almeida, conforme o detalhamento abaixo:


Malha de parentesco entre Titulares Werneck e a Família Avellar e Almeida, de Anibal:


Ignácio José de Souza Werneck, (filho do Comendador Francisco das Chagas Werneck), é casado com Bernardina Avellar e Almeida, neta de Manoel de Avellar e Almeida (4ºavô de Anibal) e filha do Barão do Ribeirão (tio 3ºavô de Anibal). Esse casamento liga os Avellar e Almeida a 6 titulares Werneck:


1] 2º Barão de Paty do Alferes, um filho seu era casado com uma cunhada de Bernardina e uma neta sua é casada com um filho do Visconde de Cananéia irmão de Bernardina ambos filhos do Barão do Ribeirão (tio 3ºavô de Anibal).


2] 2º Barão de Ypiabas, sobrinho de Bernardina.


3] 2ª Viscondessa de Queluz, cunhada de Bernardina.


4] Viscondessa de Arcozelo, cunhada de Bernardina.


5] 1º Barão e Visconde de Ypiabas, concunhado de Bernardina.


6] Barão de Potengy, tio de Bernardina.


Nota: O nome Bernardina foi muito repetido na família Avellar e Almeida, destacando o Visconde de Cananéia, Bernardino Rodrigues de Avellar, continuando com a sua irmã Bernardina, chegando à Bernardina, avó de Anibal e ao tio Bernardino de Anibal.


7] Barão de Werneck, casado em 1ªs núpcias com Maria, neta de Manoel de Avellar e Almeida (4ºavô de Anibal), pais de 3 filhas:


1º) Maria Alcina, c.c. Dr. Francisco Campelo, médico, pais de 4 filhos: Arnaldo, Heloísa, Virgínio e Aníbal. 2º) Anita. 3º) Elvira, c.c. Dr. Artur Luiz Viana, advogado, pais de 4 filhos: Celina, Helena, Sílvia e Jorge Luiz.


O casamento de Maria Avellar e Almeida com o Barão de Werneck liga os Avellar e Almeida a mais 6 titulares Werneck:


8] 2º Barão de Palmeiras, irmão do Barão de Werneck e cunhado de Maria.


9] Baronesa d’Aliança, sobrinha de Maria Salomé, 1ª Baronesa do Rio das Flores, tia-bisavó de Anibal e neta de Manoel de Avellar e Almeida 4º avô de Anibal.


10] Baronesa de Águas Claras, prima do Barão de Werneck, marido de Maria.


11] Baronesa de Almeida Ramos, prima do Barão de Werneck, alem disso o Barão de Almeida Ramos, Joaquim d’Almeida, é primo-2º do avô de Anibal, Joaquim Rodrigues d’Almeida.


12] Barão de Bemposta, primo do Barão de Werneck, marido de Maria; a sua portentosa fazenda Sant’Ana do Calçado em São José do Rio Preto, RJ, era vizinha da fazenda do Barão de Massambará, neto de Manoel de Avellar e Almeida 4º avô de Anibal. O Barão de Bemposta é avô do Francisco Klors Werneck, genealogista conceituado.


Com os Werneck temos a aliança entre os Avellar e Almeida e uma família com 12 titulares (como a família Ribeiro do Valle, também com 12 titulares).


A Fazenda Piedade, em Vera Cruz, Rio de Janeiro foi o Berço do clã Werneck. Outras fazendas pertencentes à família foram: Monte Alegre em Paty do Alferes, São Fernando em Vassouras e Sant’Ana do Calçado em São José do Rio Preto, RJ.


LEITE RIBEIRO


Leite Ribeiro: origem portuguesa, radicados em Minas Gerais, tendo como casal tronco, José Leite Ribeiro e sua mulher Escolástica Maria Corrêa de Morais.


Entre os descendentes do casal tronco, José e Escolástica, serão citados os seguintes:


*Francisca Bernardina: 14º filho de José e Escolástica, casada com José Teixeira de Almeida, Barão de Itambé e casal tronco da família Teixeira Leite de Vassouras. Tiveram 11 filhos entre eles o Barão de Vassouras, Francisco José Teixeira Leite, muito amigo da família Avellar e Almeida.


*Custódio Ferreira Leite, Barão de Ayuruoca: 9º filho de José e Escolástica. (Nota: Ayuruoca, MG, é a cidade berço do Tronco Arantes-Aiuruoca, com a Fazenda Conquista, séc. XVIII fundada pelo 5º avô de Anibal Capitão-Mor de Aiuruoca, e até hoje nas mãos dos Arantes, é o tronco Arantes do qual eu descendo).


*Eufrásia Teixeira Leite (*1850 +1930): bisneta de José e Escolástica, proprietária da Casa da Hera, é sobrinha da mulher de Marcelino José de Avellar e Almeida, tio trisavô de Anibal, filho de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Anibal, Eufrásia morreu solteira e deixou a imensa fortuna de 36.000 contos de réis para Vassouras em detrimento de sua família. A Chácara da Hera da Eufrásia Teixeira Leite era uma construção modesta, na verdade nela, só uns quatro ou cinco ambientes tinham algo que hoje pode parecer luxo. As mobílias eram feitas todas em Vassouras, por um antigo e perito marceneiro, que era parente da 1ª Baronesa de Santa Justa, Tomásia Maria, (filha de Antonio da Silveira Dutra), chamado Jeremias Lemos de Miranda. (Informação fornecida por Kajkian).


*Maria Leite Pinto: 4ª neta de José e Escolástica, mulher de José de Avellar Fernandes, que é bisneto de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Anibal. Dois irmãos advogados desse José, o Antonio Fernandes Jr. e o Raul Fernandes, *1877 +1969, (nome de rua em Vassouras e ele foi: Deputado Estadual e Federal, Presidente da OAB-Brasil. Foi ainda embaixador na Bélgica, durante o governo de Eurico Gaspar Dutra, foi ministro das Relações Exteriores (1946-1951) e, novamente, no governo de João Café Filho (1954-1955). Os dois irmãos foram os inventariantes da fortuna deixada por Eufrásia, retro-citada, Antonio para os bens no Brasil, e Raul para os bens no exterior.


*José de Avellar Fernandes Filho: trineto de Manoel de Avellar e Almeida, 5ºneto de José e Escolástica, sobrinho-tetraneto do Barão de Itambé, ele é casado com Elza Monteiro de Barros Pereira de Almeida, (neta do Barão de Monteiro de Barros). É um conceituado genealogista, e no seu trabalho publicado no Anuário Genealógico Latino, Volume 4, ano 1952, no item 47, pg 76, informa que seu trisavô, Manoel de Avellar e Almeida, (4º avô de Anibal), descende de Urraca Mendes de Bragança que era filha de Mendo Fernandes de Bragança, rico-homem de seu primo, Afonso Henriques, 1o Rei de Portugal (1139-1185). Urraca era bisneta de Afonso VI, 14º Rei de Leão e 3º Rei de Castela. Urraca era trineta de Felipe I, Rei de França, da dinastia Capeto fundada por Hugo Capeto (era abade e usava uma capa=capeto), rei da França em 987, d.C., 3a Dinastia Real de França, com descendentes, Capeto, Valois, Bourbon e Orleãns, entre eles a Família Imperial Brasileira. Urraca é pentaneta de Yeroslav, 1o Grão Duque de Moscou, de quem descende Pedro, o Grande, Czar de todas as Rússias. Urraca descende de Romano I, Constantino VII, e Romano II, Imperadores de Constantinopla. Sua ascendência de Urraca vai até seu 24o avô, Theodoredo, 4º Rei Visigodo de Espanha, eleito em 419 e falecido em 451 dC. e inclui Clóvis Meroveu (481-511), casado com Clotilde (Santa) e fundador da Dinastia Merovíngea, 1a Dinastia Real de França, que foi a primeira experiência administrativa bem sucedida de um reino bárbaro, no fim do Império Romano e início da Idade Média.


Nota: Esse exercício de relatar ascendências tão remotas tem um lastro de probabilidade bastante razoável, pois em toda a Europa no século V dC., havia um total estimado de 15 milhões de habitantes e foi deles, que vieram os mais de 3 bilhões de ocidentais existentes no mundo no século XXI. O ser humano moderno surgiu na África há 200 mil anos e migrou para o resto do globo nos últimos 100 mil anos. Já o local de "saída" da África teria sido próximo do centro do Mar Vermelho. A história de todo mundo é parte da história africana, porque todos vieram da África, disse outro autor do estudo, Muntaser Ibrahim, da Universidade de Cartum, Sudão. Há uma teoria de parentesco através do ancestral comum um Adão mítico, que faz primos em algum grau todos os seres humanos vivos na terra no dia de hoje, e pelos cálculos mais recentes de pesquisadores temos 2 alternativas:


#Rhode/Olson/Chang (Nature, Set/04): todos os humanos são primos de centésimo grau, (apenas 100 gerações atrás), no tempo entre Akhenaton 1450 aC. e o Império Romano.


#Richard Dawkins (The Ancestor’s Tale): todos os humanos são primos de milésimo grau, (1.000 gerações atrás), em 30.000 aC., pois ele considera que algumas linhagens humanas ficaram isoladas na Oceania e Américas o que retroagiria a ancestralidade comum de todos os seres humanos atuais.


ARANTES


Arantes: origem portuguesa, século XV, Patriarca: João de Arantes, n. cerca de 1460 no reinado de Afonso V, 13ºavô de Anibal, Escudeiro Fidalgo, Morador da Casa Real:


Afonso V, 12º Rei (1438-1481), pai de João II, 13º Rei (1481-1495 falecido sem sucessor). D. Manuel, o Venturoso, 14º Rei, (1469-1521) é irmão de Afonso V e pai de João III (1502-1557), 15º Rei.


O primeiro Arantes foi João de Arantes, 13º avô de Aníbal, registrado no Nobiliário “Coleção de Memórias Genealógicas”, (2º volume), manuscrito nº 876 do Arquivo Distrital de Braga, de autoria do Padre Marcelino Pereira, era Condestável dos Espingardeiros do Rei conforme Carta de Ofício da Chancelaria de D. João II, a 2/1/1488,





Condestável substituiu na hierarquia militar o alferes-mor, e as suas funções aproximavam-se das que modernamente tem o chefe de estado-maior e, mais ainda, das dos mestres-de-campo-generais dos séc. XVI e XVII (Verbo, Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, vol. IV, 1279). E os soberanos que governavam mais de um reino ou senhorio tinham, em regra, um Condestável para cada um desses estados, como acontecia em Inglaterra


João de Arantes era Fidalgo Escudeiro de sangue e espada, Morador da Casa Real, Senhor da Quinta de Romay (o Padre Marcelino Pereira cita o Livro do pão que se pagava ao Cabido de Braga para provar que os Anantes/Arantes eram senhores da Quinta de Romay que pertencera à Casa de Castro que, como diz o Marquês de Montebello, "era o solar de que todos os reis da Europa descendem"), em Vila de Chaves, Portugal, c.c. Genebra de San Payo, como está registrado na escritura lavrada a 16/2/1509.




Do seu 3º filho  Diogo, Fidalgo Escudeiro dos Reis, 12º avô de Anibal, descendem os mais de 30.000 Arantes brasileiros.


Há 3 troncos no Brasil: Formiga, em Minas Gerais; Cunha, em São Paulo e Aiuruoca, em Minas Gerais, cujo patriarca foi o Capitão-Mor de Aiuruoca, Antonio de Arantes Marques, 5º avô de Anibal,



nascido em 1738, fundador da fazenda da Conquista no séc. XVIII, berço dos Arantes de Aiuruoca e, até hoje, pertencente aos Arantes. Foi casado, com Ana da Cunha Carvalho 5ª avó de Anibal, que por sua mãe Bernarda Dutra da Silveira, descende de Balthazar de Moraes de Antas, 12º avô de Anibal, no Brasil desde 1556 e Juiz em São Paulo de Piratininga, em 1579, com Comprovação de nobreza e de pureza de sangue oficialmente reconhecidos, a 11/9/1579 em Mogadouro, Portugal e em 23/11/1580, pelo Ouvidor Geral da Bahia, Cosme Rangel de Macedo, (registrado em, Títulos 1530-1805 do Arquivo Heráldico e Genealógico do Visconde Sanches de Baena, também Registrados na Câmara de São Paulo em 1670; Alfredo Ellis Jr informa que Balthasar, foi o único morador do Brasil a ter comprovação de nobreza de 1ª linha no séc. XVI).


O filho de Antonio de Arantes Marques, Manoel Rufino, 4º avô de Anibal, era casado com Ana Joaquina de Carvalho, irmã de João Gualberto de Carvalho, 1º Barão de Cajurú, (também 4º avô de Anibal), ambos são netos de Caetano de Carvalho Duarte, 6º avô de Anibal, Patriarca da família Carvalho Duarte, de Cajurú no sul de Minas, e são bisnetos de Antonia da Graça, 7ª avó de Aníbal (3 Ilhoas), casada com Manoel Gonçalves da Fonseca, 7º avô de Anibal.


Pelo casamento de João Antonio, bisavô de Anibal, neto de Manoel de Avellar e Almeida, com Ana Margarida, bisneta do Capitão-Mor de Aiuruoca, Antonio de Arantes Marques e Ana da Cunha Carvalho, 5ºs avós de Anibal, temos a aliança da família Arantes de Aiuruoca MG, com os Avellar e Almeida de Vassouras, RJ.


Outro Arantes de Aiuruoca tem ligação com a região fluminense: ele é Antonio Belfort Ribeiro (do Valle) de Arantes, o Visconde de Arantes, tio-3ºavô de Anibal, pelo casamento dele com uma filha dos 1ºs Barões de Cajurú, João Gualberto de Carvalho e Ana Inácia Ribeiro do Valle, 4ºs avós de Anibal (Ana Inácia é trineta de André do Valle Ribeiro, 8º avô de Anibal, Braga, Portugal, sec XVIII). Seu irmão Alexandre Belfort de Arantes comprou a Fazenda Flores do Paraíso, estupenda propriedade rural em Rio das Flores, cuja casa, a mais nobre e bela de todas as sedes de fazenda, foi construída pelo Visconde de Rio Preto e sua mulher, Maria das Dores de Carvalho, [que foi a 2ª mulher do Visconde do Rio Preto, fal. a 12/1/1873. Ela é filha de Joaquim Inácio de Carvalho e Cândida Umbelina, ela é neta de Ana Maria e João Pereira de Carvalho, é bisneta de Diogo Garcia e de Julia Maria da Caridade uma das 3 Ilhoas de Minas Gerais e que era afilhada de batismo de Antonia da Graça, (outra das 3 Ilhoas que é 7ª avó de Anibal). Não há parentesco com o Carvalho do 1º Barão de Cajurú]. A casa começou a ser construída em 1845 e tinha iluminação a gás, (o Pátio do Colégio, em São Paulo, só teve iluminação a gás em 1870) e Taunay, em seu trabalho sobre as fazendas de café a classifica como o mais elegante palacete rural da época cafeeira. É importante enumerar os vários proprietários da Paraíso, pois pode-se estabelecer uma notável trama familiar através de parentescos consangüíneos e contra parentescos, que se desenvolve por mais de 160 anos, desde a compra pelo Visconde do Rio Preto, até o atual proprietário, que é sobrinho-bisneto do Visconde de Arantes:


Domingos Custódio Guimarães, Visconde do Rio Preto, em sociedade com João Francisco de Mesquita, Marquês de Bonfim, ganhou muito dinheiro abastecendo com carne, vinda de rebanhos trazidos de Minas, o Rio de Janeiro. Terminada a sociedade, resolveu investir em terras para o plantio de café. Mandou seu sobrinho, Joaquim Custódio Guimarães, procurar fazendas, entre elas a Paraíso e a Loanda que pertenciam a João Pedro Maynard, (companheiro de farras de D. Pedro I e D. Miguel) e foram compradas por sugestão de Domingos Antonio, (futuro sogro do Joaquim), que é filho de João Ribeiro do Valle (que é irmão de Felisberto Ribeiro do Valle, 6º avô de Anibal). As outras fazendas do Visconde do Rio Preto foram: Sta. Quitéria, Montacavalo, Mirante, São Bento, Sta. Genoveva, Jequitibá, Criméia, São Leandro, São Policarpo, União e São José, a produção de café em todas elas chegava a 60.000 arrobas por ano, ou seja, renda anual de: US$ 3,000,000 (considerando-se a saca de 60 kg. sendo vendida a R$ 400,00 e o US$ valendo R$ 2,00).


Com a morte do Visconde do Rio Preto, em 1868, pouco antes do banquete da memorável festa que ele dava para comemorar a inauguração da estrada de rodagem “União-Indústria”, a Paraíso foi para seu filho, também Domingos, e 2ºBarão do Rio Preto, que a manteve até sua morte em 1876. Seu filho, Dominguinhos, a herdou e manteve até 1895, quando a vendeu para o sogro, o Barão d’Aliança (que é sobrinho do 1º Barão do Rio das Flores que, por sua vez, é cunhado de João Antonio, bisavô de Anibal, retro-citado, casado com Ana Margarida de Arantes). O Barão d’Aliança a manteve até 1912 quando, com muita idade, a vendeu para Alexandre, cujo filho Galileu, um sobrinho do Visconde de Arantes e neto do  Barão de Cabo Verde, tio 4º avô de Anibal, (há um quadro do Visconde de Arantes na fazenda), assumiu a administração da fazenda, que até hoje está nas mãos de seus herdeiros fechando essa trama familiar. Hoje a Paraíso continua ativa, não mais com café, mas com gado leiteiro, e na posse de Arantes trinetos do 1º Barão de Cabo Verde. A casa solarenga, onde tantas festas requintadas aconteceram, está restaurada e com grande parte do esplendor que tanta admiração causou em Taunay e no Conde d’Eu e até hoje, mais de 160 anos após sua construção, impressiona como prova cabal da qualidade de vida dos nossos Barões do Café e faz a Fazenda Flores do Paraíso ser conhecida como a: Rainha das Fazendas, a Jóia de Valença/Rio das Flores.



CONCLUSÃO

Os Avellar e Almeida hoje quase desaparecidos como nome, nesse resumo de dados coletados em vários documentos, livros de batismos, livros de casamento, artigos publicados pelo Instituto Genealógico Brasileiro, livros de autores que escreveram sobre a região, memória de família através de fontes primárias, têm mais de 1.600 anos de história. Os descendentes de Manoel de Avellar e Almeida, diretos ou colaterais, os descendentes dessas outras famílias ligadas aos Avellar e Almeida, são convidados a acrescentar as informações que possuam para resgatar do passado a significativa e grandiosa história dos nossos maiores que, pioneiros da cultura cafeeira há 180 anos atrás, amealharam fortuna e prestígio, criando uma sofisticada sociedade de hábitos requintados, nas boas maneiras à mesa, no apuro do gosto musical, com as mulheres tocando piano e os homens violino, na cultura expressa na correta linguagem, sem vícios de pronúncia, na singeleza das relações familiares, sociedade essa que, infelizmente, não resistiu ao tempo, mas mesmo assim tem por obrigação se fazer conhecer para o mundo de hoje e para seus próprios descendentes os quais, muitas vezes, nada sabem desse digno e pujante passado, de nosso país, da nossa gente, das nossas famílias.


referências BIBLIOGRÁFICAs


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SANT’ANA, Sonia, Barões e Escravos do Café, Jorge Zahar, RJ, 2001.


# http://en.wikipedia.org/wiki/Bee_%28mythology%29


# http://www.napoleon.org/en/essential_napoleon/symbols/index.asp


The Bee: Symbol of immortality and resurrection, the bee was chosen so as to link the new dynasty to the very origins of France. Golden bees (in fact, cicadas) were discovered in 1653 in Tournai in the tomb of Childeric I, founder in 457 of the Merovingian dynasty and father of Clovis. They were considered as the oldest emblem of the sovereigns of France.



# Todas as publicações do Instituto Genealógico Brasileiro, (IGB): Anuário Genealógico Brasileiro (A.G.B.) em especial, AGB ANO-IV, pgs: 227 a 264 e Anuário Genealógico Latino (A.G.L.) foram pesquisadas, analisadas e contribuíram com informações para o texto final.


# Artigos e anotações de primos que são ilustres estudiosos da genealogia fluminense: Marcos Vieira da Cunha, proprietário e restaurador de fazendas da região (Guaritá, Campos Elíseos, Sto. Antonio), José de Avellar Fernandes e Francisco Klörs Werneck que é Cidadão Vassourense.


# E o Vale era o escravo, Ricardo Salles, Civilização Brasileira, 2008 > Manoel de Avellar e Almeida, pgs: 280/281/282 e Centro de Documentação Histórica Severino Sombra (CDH), > inventário nº 435, caixa 90, pg. 305.


# O Vale do Paraíba e a arquitetura do Café, Augusto C. da Silva Telles, Capivara, 2006.


# História e Genealogia Fluminense, Francisco Klors Werneck, 1947, 1ºs Povoadores de Vassouras, pgs. 97 a 104.


#Inventário de Manoel de Avellar e Almeida, de 07 de junho de 1848, por cópia reconhecida pelo Tabelião José Maria da Costa a 2/5/1977, Vassouras, RJ.


# Genealogia Paulistana, de Luiz Gonzaga da Silva Leme, (*1852 - †1919)


Título Moraes: Volume VII


Pág. 03, Pg. 165 e 166: Título Moraes > Francisca Fernandes de Moraes, 9ª avó de Aníbal.


Título Alvarenga: Volume V pag. 324


Volume VII pg 3 > Moraes: Esta família teve princípio em Balthazar de Moraes de Antas, 12º avô de Anibal, que de Portugal passou a S. Paulo onde casou com Brites Rodrigues Annes f.ª de Joanne Annes Sobrinho, que de Portugal tinha vindo a esta capitania trazendo solteiras três filhas, que todas casaram com pessoas de conhecida nobreza.


Pedro Taques, de quem copiamos esta notícia sobre os Antas Moraes e que por sua vez copiou-a do título dos Braganções na livraria de José Freire Monte Arroio Mascarenhas em 1757.




Informação de Marcos Camargo, de San Diego, Califórnia, por correspondência eletrônica com Anibal em Out/2013. Prova documental: Florencia Francisca das Neves filha de Manoel de Moraes de Antas.


Prova Documental da Filiação: Florencia Francisca das Neves, 7ªavó de Anibal, filha de Manoel de Moraes de Antas, 8ºavô de Anibal. Pg. 2 abaixo:


https://familysearch.org/pal:/MM9.3.1/TH-1-16047-15499-25?cc=2177299&wc=M971-MBC:1462860254



Destaque da citação de Florencia, 7ªavó de Anibal como filha de Manoel de Moraes 8ºavô de Anibal, ampliada por Laís Gonçalves Faria.



# VASSOURAS a Brazilian Coffee County, 1850-1900 StanleyStein, Harvard University, 1957:


retrata de maneira clara e objetiva o começo, formação e início da decadência de Vassouras, quando terminam as matas virgens para derrubar e plantar e a rotina míope dos vassourenses que não adubam ou cuidam de proteger a terra onde plantam; e eu nunca tinha lido sobre a confusão e decadência que causou a implantação da estrada de ferro (D. Pedro II) para as vendas e comércio da estrada de terra (Estrada da Polícia). Também me impressionou a mudança das tropas de mulas (cada uma com 9 arroubas) que custavam 33%!!!!!!!!! do que valia o café para transportá-lo até o Rio e quando chega o trem que facilita tudo e fica rei o carro de boi que carregava 100 arroubas até as estações e derruba o custo do transporte e a perda de café e mulas nos constantes acidentes anteriores e Vassouras fica riquíssima e muito sofisticada no seu modo de vida.


Pg 226 os escravos entre 1857-58 valem 73% do valor da fazenda.


Pg 246 em 1882 o escravo é o que vale nas fazendas, pois tem liquidez e as terras estão exauridas.


Pg 247 as propriedades em 1888 desvalorizam 10 vezes em relação a 1860 e o escravo tem valor zero na composição do valor das fazendas, por conta da Lei Áurea.


Pg 251 estima m 500.000 escravos libertos em maio/1888.


pg 260 estima em 500 mil contos de réis a necessidade de dinheiro.


Pg 293


em 1825 > 1US$ dolar = 1 conto de reis e passa a equivaler em:


1850 > 0,58US$ dólar = 0,58 conto de reis


1900 > 0,19US$ dólar = 0,19 conto de reis


Pg 294 estima em 17.319.556 hab. a população do Brasil em 1900


Pg 295 estima em 1887 > a existência de 637.602 escravos


#Notas de Mário Arantes de Almeida, Vereador/Prefeito de Araraquara, SP, sobre a origem da Família Arantes-Araraquara.


#Informações dos vassourenses: Paula Corrêa e Castro e Arthur Mário Viana, descendentes dos barões do café e atuando no turismo em Vassouras em 1999.


# Marcos Vieira da Cunha, fonte primária, informou as datas de nascimento e morte dos 1ºs Barões do Rio das Flores e dos filhos Manoel, Lindolpho, Mizael, e de Emiliana Garcia, tiradas dos túmulos, restaurados por ele, no cemitério de Rio das Flores, a 18 kms de Valença, 1980.


#José Silvio Leite Jacome, (www.baraodeayuruoca.org), notas sobre o 1º Barão de Sta. Justa.


#Kajkian: código de morador incógnito de Vassouras que colabora em Blogs na Internet informando detalhes sobre a história da cidade.


#Carlos Eduardo de Almeida Barata, fonte primária, 2008. Dados sobre a 2ª baronesa do Rio das Flores.


#Este trabalho sobre os Avellar e Almeida, ora revisado e ampliado, já foi publicado na Edição Comemorativa do Cinqüentenário do Instituto Genealógico Brasileiro, IMESP, São Paulo, 1992, página 313.


#Alberto Avellar de Mello Affonso (92 anos em 2008), trineto de Manoel de Avellar e Almeida, fonte primária, 2008.


# Trabalho de Carlos Engmann encontrado na Internet: Catando Migalhas na mesa do Barão......, que tem grave erro, pois o 1º Sta Justa é Jacinto e o filho dele Francisco é o 2º Sta. Justa.


#Regina Moraes Junqueira, dados sobre Balthazar de Moraes de Antas, 2008.


#Progênie de Ana Barbosa de Sá, Baronesa do Ribeirão: segue a documentação de Francisco Klors Werneck, referencia sobre a Genealogia Fluminense, pois há uma divergência sobre a filiação de Ana Barbosa de Sá conforme as pesquisas feitas por pesquisadores da região fluminense. :



1)    Francisco Klors Werneck: pesquisador das paróquias fluminenses que resultou no trabalho 1ºs Povoadores de Vassouras e seus descendentes onde o autor registra Ana Barbosa de Sá como filha de Francisco Rodrigues Alves a quem foi concedido, a 6/10/1782, a sesmaria de Vassouras e Rio Bonito, que serve de fonte para esse trabalho. Existe uma outra versão de uma dupla de autores, que veicula uma versão para a ascendência da Baronesa do Ribeirão com a qual Klors Werneck não concordava.


2)    Francisco Klors Werneck é Cidadão Vassourense, (1984), Membro do Instituto Genealógico do Rio de Janeiro e de São Paulo. Instituto Histórico de Niterói e Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais é autor do livro História e Genealogia Fluminense (1947), tem vários artigos publicados pelo Instituto Genealógico Brasileiro:


3)    Werneck, Francisco Klörs, Primeiros Povoadores de Vassouras, artigo não publicado.


4)    Werneck, Francisco Klörs, publicações do IGB/SP resultantes de sua pesquisa da genealogia fluminense nas paróquias da região:


5)    Anuário Genealógico Latino, Vol. 4, 1952: pgs 415 a 469.


6)    Revista genealógica Brasileira, Ano VII, 1946: pgs 59 a 78.


7)    Werneck, Francisco Klörs, História e Genealogia Fluminense Rj, 1947.


 


 


 



 

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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes