RAMO ARANTES-ARARAQUARA, SP, iniciado pelo casal Joaquim-Bernardina, avós de Anibal, que descende do TRONCO ARANTES-AIURUOCA, MG


  detalhado no livro ”A Família Arantes, estudo genealógico“, de Américo Arantes Pereira, 2ª Edição,  Ribeirão Preto: Legis Summa, 1993,  (pgs: 143 e 485).


     Aníbal de Almeida Fernandes, 5º neto de Antonio de Arantes Marques, Outubro, 2010, atualizado  Abril, 2017.


 Estrutura numérica: 1 é o Patriarca, 2 é filho, 3 é neto, 4 é bisneto, 5 é trineto, 6 é 4º neto, 7 é 5º neto, 8 é 6º neto, 9 é 7º neto, 10 é 8º neto, etc, etc.


Página 143: Capítulo II: Antonio de Arantes Marques, (veja seu Inventário no fim do texto). Capitão-Mor Antonio de Arantes Marques, 5º avô do Anibal, é o Patriarca do Tronco Arantes-Aiuruoca MG, batizado a 17/7/1738, em Portugal, falecido a 17/5/1801 em Aiuruoca e sepultado na antiga Matriz da cidade, (conforme consta dos autos do Inventário pg. 84, maço, Maio=1814). 




É 9º filho de Domingos de Arantes, casado a 6/8/1719 na freguesia do Souto pertencente ao Concelho de Terras do Bouro, Distrito de Braga, Portugal, com Josefa Marques b. 18/3/1699. Antonio veio para o Brasil fundou a fazenda Conquista, em 1768, no século XVIII, em Aiuruoca, MG. Casou-se com Ana da Cunha de Carvalho, bat. em Serranos, freguesia de Aiuruoca, a 24/4/1747 e falecida a 5/5/1824, que é filha do Coronel Antonio da Cunha Carvalho e de Bernarda Dutra da Silveira, esta natural de Barbacena, filha de Francisco Furtado Dutra, açoriano da Ilha do Fayal, nascido cerca de 1700, e de Florência Francisca das Neves, que é 4ªneta de Balthazar de Moraes de Antas 12º avô de Anibal, que veio para o Brasil em 1556, (Silva Leme, Vol. VII, Título Moraes, pgs: 3, 25, 56)

 # Bernarda Dutra da Silveira (bat. 1724), c.c. (1743) Antonio da Cunha de Carvalho (*1728): 


 Gabriel da Costa Resende, Vigário encomendado nesta freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Ayuruoca, certifico que vendo os livros que servem dos assentos de casamentos nesta freguesia da Ayuruoca, no livro terceiro a folha 162, achei um assento do teor seguinte = Aos quatorze dias do mês de setembro de mil setecentos e sessenta e [outo] anos, (14/9/1768), na capela dos Serranos desta freguesia com provisão do Reverendo Doutor vigário da vara Encomendado nesta freguesia da Ayuruoca Boa Ventura Lopes e logo dei as bênçãos a Antônio de Arantes Marques, filho legítimo de Domingos de Arantes e Josefa Francisca Marques, batizado na freguesia de São Salvador de [Souto/Soreto], comarca de Viana, Arcebispado de Braga, com Ana da Cunha, filha legítima de Antônio da Cunha de Carvalho e de Bernarda Dutra da Silveira, batizada nesta freguesia da Ajuruoca, tendo testemunhas Henrique Dias de Vasconcelos, o Licenciado Francisco Antônio Lopes Guimarães, Manoel da Silva Torres, Joseph Garcia, e outros, e para constar fiz este assento (....) 18 de abril de 1795.


Inquirição de Genere do padre: Antônio Joaquim Arantes, 1796, São João Del Rei, Armário 01/Pasta 178: pesquisa de Renata Diório, fornecida por Vinicius da Mata Oliveira, Maio-2015


 Prova da filiação de Florencia 7ªavó de Anibal com Balthazar 12ºavô Anibal



Balthazar tinha Comprovação de nobreza e de pureza de sangue passada perante o Juiz de Mogadouro a 11/9/1579 e fez essa carta ser reconhecida perante o Ouvidor Geral da Bahia, Cosme Rangel de Macedo a 23/11/1580,(registrado em, Títulos 1530-1805 do Arquivo Heráldico e Genealógico do Visconde Sanches de Baena), esses documentos foram novamente registrados na Câmara Municipal de São Paulo em 1670; Alfredo Ellis Jr informa que Balthasar, foi o único morador do Brasil a ter comprovação de nobreza de 1ª linha no séc. XVI). Baltazar foi Juiz em São Paulo de Piratininga, em 1579, foi casado com Brites Rodrigues Annes e tiveram 4 filhos: Pedro, Balthazar, Ana, Isabelde quem descendem, Ana da Cunha de Carvalho, e sua mãe Bernarda que tem uma irmã também chamada Isabel de Moraes de Antas.

  Página 485: § Sexto Filho: Manoel Rufino de Arantes

2.6) Manoel Rufino de Arantes, 4º avô do Anibal, livro/testamento/inventário, batizado em Aiuruoca 25/11/1784, c.c. Ana Joaquina de Carvalho, que é irmã de João Gualberto de Carvalho (1797-21/2/1869, 1º Barão de Cajurú que também é 4º avô do Anibal). Ana Joaquina e João Gualberto são filhos de Caetano de Carvalho Duarte Filho c.c. Ana Maria Joaquina, netos por parte de pai, de Caetano de Carvalho Duarte, Patriarca da Família Carvalho Duarte de São Miguel de Cajurú, MG, casado a 03/01/1737, em São João d’El Rei, com Catarina de São José, que é filha de Manoel Gonçalves da Fonseca, c.c. Antonia da Graça, 7ªavó de Anibal, uma das 3 Ilhoas, nascida e batizada na Ilha do Fayal, Açores, Portugal, e radicada em São João d’El Rei, MG, em 1723. O casal, Antonia da Graça e Manoel, tem vastíssima descendência no sul de Minas Gerais.



- uma fazenda de cultura denominada, digo, de cultura e criar denominada Conquista  15:200$000


Museu Regional de São João del Rei


Tipo de Documento: Inventário de Antonio de Arantes marques, 5ºavô de Anibal


Ano: 1816


Caixa: 05


fls. 45 -Escritura Compra e Venda


Data: 03-02-18(??)


Local: Vila da Campanha da Princesa, Minas e Comarca do Rio das Mortes


Vendedor: Alferes João de Arantes Marques


Comprador: Tenente Manoel Rufino de Arantes, 4ºavô de Anibal


Produto da Venda: terras de cultura e criar na Fazenda da Conquista na freguesia da Aiuruoca



3.6) Joaquim Carvalho de Arantes, 3º avô do Anibal, bat. em Aiuruoca, MG, a 1/1/1816,


NO SITE COMPARTILHAR NÃO CONSTA JOAQUIM *1/1/1816, PG 505 = 3ºAVÔ ANIBAL, CUJO DOCUMENTO DE BATISMO FOI FORNECIDO A ARNALDO ARANTES O AUTOR DO 1º LIVRO FAMÍLIA ARANTES, PUBLICADO EM 1953, PARA SER INCLUIDO NO TEXTO, MAS ELE NÃO O PUBLICOU, PORÉM TODO O MATERIAL DE ARNALDO FOI DADO PELA VIÚVA DE ARNALDO, MARINETE, PARA AMERICO ARANTES PEREIRA, AUTOR DO 2º LIVRO FAMÍLIA ARANTES QUE, FINALMENTE, INFORMA O BATISMO DE JOAQUIM À PG 505

Joaquim c.c. Ana Elisa de Carvalho (tem o mesmo nome Ana, que a mãe Ana Ribeiro do Valle, a avó paterna Ana Maria Joaquina, a tia paterna Ana do Angaí, a avó materna Ana Custódia da Conceição, e as bisavós maternas Ana Custódia de Paula e Ana Maria da Conceição), filha de João Gualberto de Carvalho, 1° Barão de Cajurú a 30/6/1860, Juiz de Paz do Distrito, o 1º Barão de Cajurú, 4ºavô de Anibal, Decreto Registrado no Livro VIII, Pag. 54, Seção Histórica do Arquivo Nacional, com petição feita a 9/6/1860, pelo Visconde do Bonfim e pelo Visconde de Ipanema a Pedro II. Nasc. e bat. em 1797, São João d’El Rei, fal. 21/2/1869, S. Miguel do Cajurú, Ten-Coronel da Guarda Nacional, Comendador da Ordem da Rosa em 1849 e da Ordem de Cristo, c.c. Ana Inácia Ribeiro do Valle (1804-11/1/1889), filha do Capitão Inácio Ribeiro do Valle (1783-1853) neta de Felisberto Ribeiro do Valle (1753-1793), bisneta de Antonio Ribeiro do Valle (n. 1713, f. a 12/6/1763, São João d’El Rei), trineta de André do Valle Ribeiro, (n. 1688, Braga, Portugal, f. em 1720, São João d’El Rei, MG), 8º avô de Anibal, que fez parte da Câmara de São João d’El Rei, em 1719.

Prova Documental: Ana Elisa da Conceição, consta do Livro de Batismos a 25/12/1855, pg. 21, da Paróquia de Sto. Antonio do Rio Bonito de Conservatória, RJ, no batismo de sua filha Ursulina, a 16/10/1855, onde Ursulina, filha de seu 2º casamento, está registrada como neta materna do, ainda, Comendador João Gualberto de Carvalho, pois o Título de Barão de Cajurú, só foi recebido a 30/6/1860.


4.1) Ana Margarida d’Arantes, 2ª avó do Anibal: c.c. João Antonio de Avellar e Almeida e Silva, filho legítimo do 1º casamento de Luisa Maria de Jesus (livro n° 5 de Batismos, Matriz de Vassouras, RJ) c.c. Antonio José da Silva, fazendeiro, membro da comissão de patrimônio da Câmara de Valença, de 1826 a 1829, pela freguesia de N. Sra. da Glória. João Antonio é neto, por parte de mãe, de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô do Anibal, c.c. Susana Maria de Jesus (Inventário de Manoel, a 7/6/1848, cópia autenticada no Tabelião José Maria da Costa, Vassouras, RJ, em 1977).


O casal Manoel e Susana de Avellar e Almeida, 4ºs avós de Anibal, era dono da Fazenda Boa Vista do Mato Dentro. O casal era proprietário de 152 escravos conforme o Inventário nº 435 da Caixa nº 90 do Centro de Documentação Histórica da Universidade Severino Sombra, de Vassouras informado nas pgs 280, 281, 282 e 305 do livro E o Vale era o escravo, onde o autor Ricardo Salles também informa, à pg. 155, que eram considerados mega proprietários os fazendeiros com mais de 100 escravos.






BRASÃO da FAMÍLIA AVELLAR e ALMEIDA


 Este Brasão foi concedido por Carta de Brasão em 1881, e está registrado no Cartório da Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil, Livro II, folhas 9/11, ao Barão de Avellar e Almeida, Decreto de 7/1/1881, cujo título está registrado no Livro X pág. 70 Seção Histórica do Arquivo Nacional. É um título concedido ad personam sul cognome, isto é, dado a uma pessoa específica e apoiado sobre o nome da família do titulado. Esta forma de título só é usada quando o Imperador deseja prestar homenagem também à família, dignificando-lhe o nome. O Brasão tem um pé de café e uma abelha como arma heráldica e pode ser usado pela Família Avellar e Almeida sem o Coronel (coroa) e a comenda, que são exclusivos do Barão e não são hereditários, conforme as leis de heráldica e do Direito Nobiliárquico: Fonte Documental: Mário de Méroe, Estudos sobre o Direito Nobiliário, Centauro Editora, São Paulo, 2000, pgs: 25/26.



5.1) Bernardina de Arantes, avó de Anibal: n. a 25/8/1869[1], f. a 18/7/1936, casada a 30/1/1889, em Valença, RJ, com Joaquim Rodrigues d’Almeida, n. a 23/6/1866, f. a 25/2/1937, filho de Albino Rodrigues d’Almeida e Antonia Maria da Conceição, neto de José Rodrigues d’Almeida e Maria do Carmo, Viseu, Portugal.



RAMO ARANTES-ARARAQUARA, SP, Joaquim e Bernardina são o casal tronco,  são avós de Anibal.

   Na foto abaixo de 1900 em Araraquara, SP: sentada Bernardina, com Alzira no colo, Mário dando a mão para Joaquim, Maria sentada ao lado de Luisa, em pé.


  


No fim da monarquia, a caminho de Araraquara, SP, por conta da devastadora decadência da região cafeeira de Vassouras, RJ, o casal Joaquim e Bernardina, 3ºsavós de Enrico, passou pelo Rio de Janeiro (foi ao Baile da Ilha Fiscal, junto com os Barões de Muritiba, pois a Baronesa de Muritiba era madrinha de crisma de Bernardina, 3ªavó de Enrico, que foi com um vestido amarelo de seda de Macau e com um colar de ouro e esmeraldas, pois as senhoras deviam estar vestidas com as cores do Império. Fonte Primária: Esther e Alzira, tias de Anibal).


             Foto Baronesa Muritiba, Paris, 1890.


 

O famoso Baile da Ilha Fiscal no dia 9/11/1889 foi o mais luxuoso baile dos 67 anos de Império, foi descrito por Machado de Assis como: uma cesta de lustres no meio da escuridão do mar, as estimativas de convidados são: 3 mil, 4 mil, ou 6 mil pessoas. Na entrada do baile D. Pedro II tropeçou e quase caiu e saiu-se com uma tirada irônica: o monarca tropeça, mas a monarquia não cai, (mal sabia que no dia 15/11, cairia sim!!!) o menu tinha 12 páginas indicando 11 pratos quentes (entre eles jacutinga et pigeons sauvages à la Guanabara),15 pratos frios (entre eles galantine à la Province de Minas), 12 tipos de sobremesa (entre elas charllote russe), 4 tipos de champagne, 23 espécies de vinho e 6 de licores, num total de 304 caixas dessas bebidas e mais 10.000 litros de cerveja. No preparo foi usado: 18 pavões, 25 cabeças de porco, 64 faisões, 300 peças de presunto, 500 perus, 800kg de camarões, 800 latas de trufas, 1.200 latas de aspargos, 1.300 galinhas, 50 tipos de maionese, 2.900 pratos de doces variados; 12.000 taças de sorvete, 18.000 frutas e 20.000 sanduíches, servido por 150 garçons, num custo estimado de 200 contos, uma fortuna para a época. (500 anos de sabor, pgs: 161 a 165, Eda Romio, ER comunicações, 2000). 

Foto convite Baile Ilha Fiscal (Palácio Grão-Pará)


 


Em Araraquara, cidade do centro oeste do estado de São Paulo distante 270 km. da Capital, arrendaram a fazenda Baguary, graças à orientação de um amigo Pereira de Almeida, família amiga da região fluminense, que informou sobre a boa qualidade da terra para o cultivo do café, que era a atividade da família Avellar e Almeida desde o século XVIII. Em 1890, chegaram a Araraquara, depois compraram a fazenda Baguary (a venda do colar de esmeraldas ajudou, pois nessa época do Encilhamento provocado pelo Rui Barbosa a economia estava um caos completo) e Joaquim voltou a plantar café, que é o que ele sabia e gostava de fazer. A fazenda Baguary, foi uma das mais importantes fontes de renda do casal, permitindo a educação dos seus 12 filhos, (6 mulheres e 6 homens), todos os 6 homens em cursos universitários de Direito ou Medicina. O filho Mário estudou engenharia na Université de Liège na Bélgica, de 1911 a 1914 quando teve que interromper por causa da 1ª Guerra Mundial. Como era gato escaldado com a cultura do café e sua terrível débâcle a partir de 1880 no fim da monarquia que destruíra as famílias dos Barões de Café fluminenses, Joaquim abre a 13/4/1892 uma casa comercial para ter também uma outra fonte de renda (abaixo o documento da abertura oficial do estabelecimento).

 



Araraquara: Casa de Joaquim, avô de Anibal, (atualmente é Imobiliária)


  



A partir de 1915 Joaquim começa a diversificar seu patrimônio com um hotel e a compra de terrenos e, na fazenda, diminui a quantidade de pés de café plantados e começa a criar gado

Luisa, a filha mais velha de Joaquim, morreu em Fevereiro de 1936, a 3ªavó de Enrico, Bernardina em Julho de 1936, com esses 2 terríveis golpes, quase simultâneos, e com a situação econômica muito deteriorada, Joaquim, 3ºavô de Enrico, desabou e em Fevereiro de 1937, 1 ano após a morte da filha Luisa, Joaquim morreu de desgosto. Após a morte dele, os 6 filhos homens muito abalados com a sucessão de fatos trágicos/graves na família se reuniram e chegaram à conclusão de que, com as terras sem valor e o café sem nenhuma recuperação previsível, não havia segurança de que os cunhados continuassem com a fazenda Baguary (Formal de Partilha, Cartório do 2º Ofício, Araraquara, 7/8/1937) e a venderam, porteira fechada, em 1938 para um árabe que pagou a compra com a madeira que mandou cortar das matas da fazenda, que hoje está em outras mãos e é fazenda de cana como quase toda a região, antes produtora de café. O pomar de 200 jabuticabeiras ao redor da casa grande foi eliminado.

 


A foto abaixo mostra a queima do café da Fazenda Baguary, em 1938, assistida por membros da família Arantes de Almeida num nefasto ritual que se repetia desde o crash da Bolsa de Nova Iorque em 1929, que solapou as bases financeiras da aristocracia cafeeira paulista mudando toda a hierarquia social de São Paulo e marcando o fim da época da sociedade agrária dos barões do café que dominava o cenário político desde o Império. Na Frente estão sentadas: à esquerda a mãe de Aníbal: Anna, (1907-1987), a tia Alzira (1900-1984), de luto pela morte de vovô Joaquim e uma amiga. Lado Esquerdo em pé, de terno branco e gravata borboleta, tio Orlando (1914-1959). Lado Direito em pé, de calça branca, paletó e chapéu escuros, tio Joaquim (1905-1977) que está atrás de minha irmã Rachel (*1930-2013) e minha irmã Ana Maria (1928-1999) sentadas ao lado de Raphael Luíz, (é filho de Washington Luís Pereira de Souza, 13º Presidente do Brasil), que era colega de tio Orlando no Largo São Francisco, que foi testemunha do nascimento em 1943, em Araraquara, de Washington Luís Pereira de Souza Neto, filho de Raphael Luiz.

 


  


  


  


  


Quando a Baguary foi vendida em 1938, pelo seu Formal de Partilha de 11/3/1937, (Cartório do 2º Oficio da Comarca de Araraquara SP), há esses bens arrolados: 90.000 pés de café, (após 9 anos de sucessivas crises pós-crash da Bolsa de Nova York em 1929, que obrigavam ao abandono da lavoura de café e à queima das safras, pois não havia comprador e o custo da estocagem do grão não valia a pena), 9 grupos de casas de colonos, com 2 moradias cada grupo, 2 casas para camaradas com 2 moradias cada, 2 casas de camaradas, uma casa para administração, uma casa sede da fazenda, uma casa de máquina com tulha e máquina de beneficiar café, 120 cabeças de gado vacum, 26 cabeças de porcos, 3 cavalos, um caminhão Chevrolet, um caminhão Graham Brothers, 3 automóveis marca Ford tipo turismo, safra pendente calculada em 2.300 arrobas de café, barracão para guardar os veículos.


A família Arantes de Almeida teve uma completa inserção na sociedade araraquarense, inclusive, com um dos filhos, Mário, sendo vereador e Prefeito.

Os 3 filhos Mário, Luís e Bernardino são nomes de ruas de Araraquara. O casal Joaquim e Bernardina teve 12 filhos que seguem: 


6.1 Luisa, n. a 23/6/1891, f. a 29/2/1936, c.c. José César de Oliveira, s.g. (Chama-se Luisa em homenagem à bisavó-materna: Luisa Maria de Jesus Avellar e Almeida). O casal não teve filhos.

6.2 Mário, n. a 15/7/1893, f. a 25/07/1958, s.g., estudou em Liège, Bélgica, (tenho diploma 24/10/1913)advogado pelo Largo de São Francisco, (tenho diploma a 7/12/1923), presidente da OAB Seção de Araraquara, Prefeito de Araraquara (16/4/31 a 3/7/1932), Vereador (diploma a 3/4/1936) e, foi correligionário político de seu primo Altino de Arantes Marques (Governador de São Paulo em 1916-1920), Armando de Salles Oliveira (Interventor em São Paulo em 1933-35, Governador de São Paulo, 1935-37) e Honório Monteiro (Presidente da Câmara dos Deputados, 1946, e Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio até 1950). É nome de rua em Araraquara.


Abaixo provas documentais:o falecimento de Mário, foi registrado na Câmara de São Paulo pelo Requerimento de nº 486 de 20/7/1958 do vereador Scalamandré Sobrinho, seu Diploma da Universidade de Liège, Bélgica, de 1913, artigo do jornal O Imparcial de Araraquara, SP, 1983, que homenageia Mário como Prefeito de Araraquara e seu Diploma de Direito do Largo de São Francisco, USP, 1923.



   


 





 Colegas em Liège, Bélgica, 1912, Mário é o 2º da esquerda para a direita no sofá.



6.3 Maria, n. a 20/11/1898, f. em 1969, (Chama-se Maria em homenagem à bisavó-materna: Luisa Maria de Jesus Avellar e Almeida), c.c. Alberto Dias f. fundou a rede de armazéns Dias Martins SA com pontos de venda nos estados de São Paulo e Paraná e que foi o embrião dos supermercados da 2ª metade do séc. XX e fundador do moinho de trigo Anaconda, que existe até hoje, s.g.

6.4 Alzira, n em 1900, f. em 1984, c.c. Virgílio Monteiro f., s.g.

6.5 Isaura, n. a 21/06/1902, f. a 05/12/1952, c.c. João Rodrigues Ferraz (Campinas) f.

7.1 Cybelle, n. em 1924, advogada pela PUC/SP.


6.6 Joaquim, n. em 1905, f., c.c. Mariana Ribeiro de Almeida, s.g. (Chama-se Joaquim em homenagem ao bisavô materno: Joaquim Carvalho de Arantes).

6.7 Luís, n. a 28/6/1906, f. em 1948, s.g., é médico pela Praia Vermelha RJ, (diploma a 17/10/1935), Tisiologista assistente do Professor Mac Dowell, muito conhecido no Rio e por conta do uso de Raio X, sem a proteção correta, contrai leucemia falecendo jovem. É nome de rua em Araraquara.


6.8 Anna, n. a 31/12/1907, f. a 24/4/1987, em 1927 c.c. Anibal de Barros Fernandes, n. a 1/3/1904, f. em 1973; filho de João Antonio Fernandes c.c. Ana Joaquina de Barros, Campinas/Agudos, SP, neto por parte de pai de Antonio José Fernandes e Ana Joaquina Adão, Vila Real, Portugal; neto por parte de mãe de André Gonçalves e Maria Francisca de Barros, Campinas SP, que é irmã de Adriano Júlio de Barros, n. em 1868, médico e presidente da Câmara Municipal de Campinas no séc. XIX, c.c. Altimira Alves Couto, pais de: Adriano, Argemiro, Antonio Carlos, Maria Amélia, Julieta e Lilia que é c.c. um filho de José Vicente de Azevedo, Conde Romano de Vicente de Azevedo (título da Santa Sé no século XX). Maria Francisca e Adriano Júlio são filhos do Comendador José Júlio de Barros e de Emerenciana Ferreira Zimbres de Queirós, 3ºs avós de Anibal, portugueses da freguesia de Gouvães do Ouro, Concelho de Sabrosa, Vila Real, que vieram para o Brasil na segunda metade do séc. XIX; neto paterno de Bernardo Rodrigues Salgado e de Justina de Barros, 4ºs avós de Aníbal, neto materno de Zeferino de Queirós e de Maria Ferreira Zimbres, 4ºs avós de Anibal. Anna e Anibal pais de:

7.1 Ana Maria, n. 20/5/1928, f. 22/5/1999, c.c. Adelino Ferreira, f. 7/11/2002.

7.2 Rachel Maria, n, a 2/1/1930, f. 17/5/2013, c.c. Del Prette Bardi, f.

8.1 Maria de Fátima, separada de Nelson de Souza, c.g.

8.2 Marcelo Mário, separado de Veridiana, c.g.

7.3 Anibal de Almeida Fernandes, n. 3/3/1944, arquiteto pela Universidade Mackenzie (1964-1968), c.c. Maria José Giordano Del Grande, filha de José Del Grande c.c. Thereza Spina Giordano, neta por parte de pai de Seraphim Del Grande e Judite Del Carlo, todos de Lucca, Itália, neta por parte de mãe de Domingos Giordano e Carmela Spina, bisneta de Vicente Giordano e Angela Maria, filha do Cavagliere da Ordem de São Maurício e São Lázaro da Casa Real de Savóia, Francesco Antonio Barra, (também é pai de Nicolino Barra, Barão Barra, título do Governo Italiano), de Torraca, Salerno, Itália e radicado em São Paulo, no final do séc. XIX, em um belo palacete até os dias de hoje existente na Av. da Liberdade, do nº 340 a 360, foi um dos expoentes do alto comércio paulista no séc. XIX e tinha atribuições diplomáticas do governo italiano em São Paulo, ele foi um dos fundadores do hospital Umberto Primo, do qual foi presidente.


8.1 Ana Tereza Del Grande Arantes de Almeida Fernandes, Psicanalista, n. a 25/3/1977, a 24/8/2007, c.c. Felipe Augusto Alonso, filho de Geraldo Alonso Filho e Ana Regina Alonso. Pais de: 

9.1 Enrico Arantes de Almeida Alonso, n. 15/10/2010.

6.9 Esther, n. a 28/8/1910, f. em 1979, c.c. Oswaldo Arruda Botelho Caldas, filho de Anibal Francisco Caldas e Zenaide Arruda Botelho Lancia. Zenaide é filha de Antonia, que é filha de João Carlos de Arruda Botelho e é sobrinha de Bento Carlos, Carlos Bartolomeu, Paulino Carlos e de Antonio Carlos de Arruda Botelho (Conde do Pinhal em 1887), São Carlos, SP.


7.1 Carlos Eduardo, n. em 1931, f. em 1996, c.c. Haydée Nabuco, c.g.

7.2 Marília, n. em 1941, c.c. Sérgio Carneiro Borges, f., pais de: Sérgio e Cristina.

6.10 José, n. em 1911, f. em 1970, é médico formado pela Praia Vermelha, RJ, c.c. Aida Martoni.

7.1 José Roberto, n. em 1942, f. em 1968, s.g.

7.2 Luís Eduardo, médico, c.c. Silvana, c.g.

6.11 Bernardino, n. a 23/6/1912, f. em 1958, advogado pelo Largo de São Francisco, é nome de rua em Araraquara, c.c. Nisa Sucena Fontes.

7.1 Américo Luís, engenheiro, casado, c.g.

7.2 Nisa Maria, casada, c. g.

6.12 Orlando, n. 1914, f. em 1959, c.c. Edith Libutti.

7.1 Orlando, casado, c.g.,

7.2 Perla, casada, c.g.,

7.3 Helena, casada, c.g.


BIBLIOGRAFIA, pesquisada para estruturar este trabalho:

  Provas Documentais: Matriz de Aiuruoca: autos do Inventário, pg. 84, maço 5, Maio=1814 e Testamento, de 30/12/1800 de Antonio de Arantes Marques, (fal. 17/5/1801), Fazenda da Conquista, que consta de livro de Óbitos nº 7, pg. 179 verso, Aiuruoca, certificado a 29/8/1814 pelo presbítero: Cassiano Accioli d’Albuquerque. Museu Regional de São João del Rei, Tipo de Documento: Inventário, Ano: 1816, Caixa: 05.


  Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Braga, a 19/11/1946, carta do Diretor Francisco Lopes Teixeira, informa que os Arantes são oriundos das, Freguesias do Salvador do Couto do Souto e São Mateus da Ribeira, hoje pertencentes ao Concelho de Terras do Bouro, Distrito de Braga.


. Nantes ou Arantes ou D’anantes, que hoje He Arantes, 1994, trabalho do Padre Marcelino Pereira, Séc. XVIII, encontrado no Arquivo de Braga, manuscrito 876.

 José Guimarães, dados fornecidos pelo insígne Genealogista de Ouro Fino, MG, sobre a ascendência de Ana da Cunha de Carvalho/Baltazar de Moraes de Antas.

. Guimarães, José -As Ilhoas, pg. 65, Revista Genealógica Latina, Vol. XII, IGB, SP, 1960.

. Pereira, Américo Arantes -A Família Arantes, estudo genealógico, Editora Legis Summa Ltda, Ribeirão Preto, 1993, editado por Flávia Meirelles Pereira Ferriani, filha do autor.

. Mário Arantes de Almeida, anotações sobre A Família Arantes Ramo de Araraquara.

. Anuário Genealógico Brasileiro, IGB, Ano: I, II, III, IV, VI, VII e IX.

. Testamento e Inventário de Antonio de Arantes Marques, Aiuruoca, MG.

. José Guimarães probo genealogista de Ouro Fino, MG, informa por carta, a 15/1/1987, para Aníbal, que Bernarda Dutra da Silveira, nascida em Barbacena, (antiga Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo), é filha legítima de Francisco Furtado Dutra, nascido por volta de 1700, na Ilha do Fayal, Açores e de sua mulher Florência Francisca das Neves, e que a outra filha deste casal chamava-se Isabel de Moraes de Antas, que leva a Isabel de Moraes de Antas, (SILVA LEME: TÍTULO MORAES: Volume VII – Pág. 03, 25, 56), que é uma das 2 filhas de Balthazar de Moraes (de Antas) vindo para o Brasil em 1556. Informação de José Guimarães, insígne genealogista de Ouro Fino, MG.


. Genealogia Paulistana, de Luiz Gonzaga da Silva Leme, (*1852 - †1919)

. Mário Arantes de Almeida, Prefeito de Araraquara, tio de Anibal


Foto de 1900: Bernardina e Joaquim, avós de Anibal, casal tronco do Ramo Arantes-Araraquara, SP. Da esquerda para a direita: Bernardina (1869-1936), no colo Alzira, (1900-1984). Em pé: Mário, (1893-1958), estudou engenharia na Bélgica (1911-1914) advogado (São Francisco, 1923), Vereador e Prefeito de Araraquara. Joaquim (1866-1937). Na cadeira: Maria, (1898-1969). Em pé: Luisa, (1891-1936). No fim da monarquia, a caminho de Araraquara, SP, por conta da devastadora decadência da região cafeeira fluminense, passaram pelo Rio de Janeiro (foram ao Baile da Ilha Fiscal, junto com os Barões de Muritiba, pois a Baronesa era madrinha de crisma de Bernardina, avó de Anibal, que foi com um vestido amarelo de seda de Macau e com um colar de ouro e esmeraldas, pois as senhoras deviam estar vestidas com as cores do Império). Em 1890, chegaram em Araraquara, depois compraram a fazenda Baguary (a venda do colar de esmeraldas ajudou, pois nessa época do Encilhamento provocado pelo Rui Barbosa a economia estava um caos completo e os antigos Barões na miséria) e Joaquim voltou a plantar café, que é o que ele sabia e gostava de fazer. Tiveram 12 filhos: 1891, 1893, 1898, 1900, 1902, 1905, 1906, 1907, 1910, 1911, 1912, 1914, 6 homens (alguns estudavam no Colégio São Luiz em Itu) e 6 mulheres. Os 6 filhos estudaram em Universidades: Mário, Bernardino e Orlando se formaram em advocacia no Largo São Francisco (SP) e Luiz e José se formaram em Medicina na Praia Vermelha (RJ) e Joaquim abandonou o curso de medicina e cuidou da casa comercial criada por Joaquim para ter fonte de renda alternativa. Em 1936, morrem Luisa e Bernardina e, em 1937, amargurado com esses 2 terríveis golpes e desanimado/desiludido com o café por conta da crise de 1929, Joaquim morre. Em 1938 a Baguary é vendida, (Formal de Partilha, Cartório do 2º Ofício, Araraquara, 7/8/1937)Mário, Luiz e Bernardino Arantes de Almeida são nomes de ruas em Araraquara.


 



Título Moraes: Volume VII, pgs: 3, 25, 56.


 Volume VII, pg 3 > Moraes: Esta família teve princípio em Balthazar de Moraes de Antas, 12º avô de Anibal, que de Portugal passou a S. Paulo onde casou com Brites Rodrigues Annes f.ª de Joanne Annes Sobrinho, que de Portugal tinha vindo a esta capitania trazendo solteiras três filhas, que todas casaram com pessoas de conhecida nobreza.


 Pedro Taques, de quem copiamos esta notícia sobre os Antas Moraes e que por sua vez copiou-a do título dos Braganções na livraria de José Freire Monte Arroio Mascarenhas em 1757.


 Gilberto Leite de Barros, A cidade e o Planalto, Tomo I, pgs: 93 e 94.


Condestávelsubstituiu na hierarquia militar o alferes-mor, e as suas funções aproximavam-se das que modernamente tem o chefe de estado-maior e, mais ainda, das dos mestres-de-campo-generais dos séc. XVI e XVII (Verbo, Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, vol. IV, 1279). E os soberanos que governavam mais de um reino ou senhorio tinham, em regra, um Condestável para cada um desses estados, como acontecia em Inglaterra.

. Baile da Ilha Fiscal: 9/11/1889 >D.Pedro II, José Murilo de Carvalho, pgs: 212/213, Cia das Letras, 2007.

4.500 convidados: 90 cozinheiros, 150 graçons,

consumo de: 500 perus, 800kg de camarão, 1.200 frangos, 12.000 sorvetes, 10.000l de cerveja 258 caixas de vinho e champagne








ANTONIO DE ARANTES MARQUES, capitão

Inventário 


Museu Regional de São João del Rei 


Tipo de Documento: Inventário 


Ano: 1816 


Caixa: 05

Nota: Os documentos da caixa 03 estão em péssimas condições, não sendo permitido o manuseio do outro inventário do Capitão corrido em 1807/1808



Inventariante: Ana da Cunha de Carvalho

Local: Baependi Transcrito por Edriana Aparecida Nolasco a pedido de Regina Junqueira, projetocompartilhar.

fls. 01

Inventário dos bens que ficaram por falecimento de Antonio de Arantes Marques de quem é inventariante a viúva Dona Ana Cunha de Carvalho, (5ºs avós de Aníbal).

Data: 19-10-1816

Local: Vila de Santa Maria de Baependi, Minas e Comarca do Rio das Mortes.


fls. 08 - Procuração que faz: Tenente Manoel Rufino de Arantes e sua mulher Dona Ana Joaquina, (4ºs avós de Anibal), moradores na Freguesia da Aiuruoca deste termo.

Data: 27-07-1814


Local: Nobre e Leal Vila da Campanha da Princesa, Minas e Comarca do Rio das Mortes.

Procuradores Nomeados: Capitão Antonio Lopes de Figueiredo, José Anastácio das Chagas, Alferes José Feliciano Dias da Silva (...).

Filhos:

01- Francisco de Arantes Cunha, casado de 46 anos.

02- Thomas Joaquim de Arantes, casado de idade de 43 anos.

03- o Padre Antonio Joaquim de Arantes, de idade de 40 anos.

04- Jerônimo de Arantes Marques, solteiro, de idade de 33 anos.

05- Maria, casada com José Correa Neto, de idade de 31 anos.

06- Manoel Rufino de Arantes, casado, de idade de 30 anos, (4º avô de Aníbal).

 07- Theodozio de Arantes Marques, casado, de idade de 29 anos.


08- João de Arantes Marques, casado, de idade de 28 anos.

09- Joaquim de Arantes Marques, casado e hoje falecido, deixou um filho.

10- Veríssimo de Arantes Marques, casado, de idade de 24 anos.

11- Raimundo de Arantes Marques, solteiro de idade de 21 anos.

Filho Natural:

12- Manoel de Arantes (falecido) deixou filhos:

netos, filhos do herdeiro natural Manoel de Arantes:

01- Claudina, de idade de 21 anos

02- José, de idade de 20 anos

fls. 16 - Bens de Raiz:

- uma morada de casas de vivenda assobradada, cobertas de telha com uma ermida separada da casa, terreiro cercado de grandes muros de pedra, bem como curral, paiol e moinho sendo tudo coberto de telha, monjolo, chiqueiro e outras senzalas menores cobertas de capim, quintal com muitos arvoredos de espinhos, engenho de água, cana e pilões 6:147$243

- outras benfeitorias 1:200$000

- uma fazenda de cultura denominada, digo, de cultura e criar denominada Conquista 15:200$000

- uma sorte de terras que por falecimento de seu marido existindo órfãos, por ignorância nulamente se vendeu sem haver feito inventário o Capitão João de Souza Arvellos 600$000

- uma sorte de terras que ela e seu marido há anos doaram a seu filho Padre Antonio Joaquim de Arantes para seu patrimônio, cujas terras são citas dentro da fazenda descrita na paragem denominada Olhos de Água 800$000

- uma sorte de terras litigiosas, sitas para a parte do poente, que foram arrematadas ao falecido Manoel Dias Maia, e se contende sobre elas com a viúva e herdeiros do Capitão José Garcia Duarte 400$000

fls. 108


Dizemos nós abaixo assinados, o Tenente Manoel Rufino de Arantes e minha mulher Ana Joaquina, (4ºs avós de Anibal); o Capitão João Francisco Junqueira e minha mulher Dona Ana Hipolita Villela e o Tenente Francisco Antonio Junqueira (...).

Monte Mor: 23:547$243


# The Bee: Symbol of immortality and resurrection, the bee was chosen so as to link the new dynasty to the very origins of France. Golden bees (in fact, cicadas) were discovered in 1653 in Tournai in the tomb of Childeric I, founder in 457 of the Merovingian dynasty and father of Clovis. They were considered as the oldest emblem of the sovereigns of France.



# Jean-Jacques Chifflet: On May 27, 1653 a mason, Adrien Quinquin, working on the reconstruction of the church of Saint-Brice in Tournai, discovered a Merovingian tomb containing various articles, including a leather purse containing gold coins, a gold bracelet, some pieces of iron, and numerous pieces of gold cloisonnéed with garnets, among these the 300 bees. One of the pieces was a ring with the inscription CHILDERIC REGIS, identifying the tomb as that of Childeric I, father of Clovis. The discovery excited great interest in Tournai and Brussels. Archduke Leopold William, Spanish governor of the Netherlands, put his personal physician, Jean-Jacques Chifflet, in charge of studying and publishing the finds. In 1655 he published his work, Anastasis Childerici I Francorum regis, sive thesaurus sepulchralis Tornaci Neviorum effossus et commentario illustratus. Leopold William took the treasure to Vienna when he left the Netherlands in 1656. On his death, the treasure became the property of the Emperor of Austria, Leopold I. In 1665 Leopold gave the treasure to Louis XIV as a gift in recognition of the help of the French against the Turks and against a revolt of Austrian subjects in Hungary. 





[1]Esta data está registrada no túmulo da família Arantes, existente no cemitério de Araraquara, SP.


Abreviações: n.=nascido, bat.=batizado, c.c.=casado com, f.=falecido, c.g.=com geração, s.g.=sem geração.



 

Os textos desse site podem ser reproduzidos, desde que se informe o autor e o endereço do site.
 
Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes