Provas da filiação de Ana Elisa, 3ªavó de Anibal, filha dos 1ºs Barões de Cajurú, 4ºs avós de Anibal.



 Este Registro e Testamento são provas definitivas da existência de Ana (Elisa da Conceição) 3ªavó de Anibal, que não aparece na relação de filhos dos 1ºs Barões de Cajurú, veiculada na Wikepedia e no site:


http://www.projetocompartilhar.org/Censos/indiceCensos.htm


http://www.projetocompartilhar.org/Familia/CarvalhoDuarte.htm


1ª Prova: REGISTRO no Livro de Batismos da Paróquia de Sto. Antonio do Rio Bonito de Conservatória, RJ, do dia 28/12/1855, pg. 21, do batismo de sua filha Ursulina, a 16/10/1855, onde Ursulina, 4ª filha de seu 2º casamento, está registrada como neta materna do, ainda, Comendador João Gualberto de Carvalho, pois o Título de Barão de Cajurú, só foi recebido a 30/6/1860.




2ª Prova: REGISTRO DO TESTAMENTO (1880) COM QUE FALECEU A EXCELENTÍSSIMA BARONESA DE CAJURÚ, COMO ABAIXO SE DECLARA:


Em nome da Santíssima Trindade, Padre, Filho, Espírito Santo, em quem eu Baronesa de Cajurú firmemente creio, em cuja fé protesto viver e morrer. Este é o meu testamento de última vontade. Declaro que fui casada com o Barão de Cajurú, já falecido, e de meu consórcio existem vivos nove filhosque são os seguintes: 1º) Maria Brazilina da Conceição, casada com Capitão Manoel Teodoro Pereira; 2º) Militão Honório de Carvalho, casado com Maria Cândida, filha do 1º Barão de Cabo Verde; 3º) ANA casada, (em 2ªs núpcias) com Joaquim Alves Gomes, 4º) Libânia Jesuína Carolina, casada com Antonio Belfort de Arantes, Barão de Arantes; 5º) Inácio Caetano de Carvalho casado com Ana Tereza Vargas; 6º) João Pedro de Carvalho casado com Maria Isabel Marques Ribeiro; 7º) Guilhermina, casada com Eduardo Pereira da Silva; 8º), Custódio Ribeiro de Carvalho casado com Maria da Glória Fonseca, 9º) José Ribeiro de Carvalho, casado com Luisa Leite Ribeiro



Nomeio para meus testamenteiros em primeiro lugar ao meu filho Militão Honório de Carvalho, em segundo lugar ao meu genro Capitão Manoel Teodoro Pereira e, para aquele que aceitar a testamentaria, deixo a quantia de seis contos de réis pelo seu trabalho. Declaro que de minha terça da importância de cento e quarenta e cinco contos, quinhentos e noventa e sete mil novecentos e quarenta e dois réis, já adiantei aos meus filhos a importância de quarenta e nove contos, quinhentos e quarenta e quatro mil novecentos e setenta e um réis, dando a cada um deles a importância de cinco contos quinhentos e quatro mil novecentos e seis réis, ficando a minha terça importando em noventa e seis contos, cinqüenta e dois mil, novecentos e setenta e um réis. Declaro mais que também fiz entrega aos meus filhos das duas partes de meus bens, que me couberam no inventário de meu marido Barão de Cajurú, como tudo consta do inventário e partilhas amigáveis que entre mim e eles procedemos. Mando que por minha alma se dirão vinte e cinco missas, por alma de meu marido Barão de Cajurú vinte e cinco missas, e igual número pelas almas de meus escravos falecidos; e mando que se dê no dia de meu enterro e no sétimo dia aos pobres a quantia de seiscentos mil réis de esmolas. O meu funeral será feito á vontade de meu testamenteiro. Deixo para a Irmandade de N. Senhor dos Passos da Cidade do Turvo dois contos de réis para ser empregado na reedificação da sacristia da mesma Irmandade. Deixo também para a Irmandade de Nossa Senhora do Porto do Turvo da mesma Cidade; para a de N. Senhora do Rosário e para a Irmandade do Santíssimo Sacramento da dita Cidade a quantia de duzentos mil réis para cada uma delas. Deixo libertos os meus escravos seguintes: Antônio Mina e sua mulher Bonifácia, Felícia, Leopoldina, Isabel, Bernardina, Generosa e Paulino ficando, porém, o escravo Paulino obrigado a servir ao meu filho Militão Honório de Carvalho por espaço de quatro anos, findo os quais gozará então de sua liberdade. Deixo a meu filho Militão Honório de Carvalho tudo quanto possuo em terras de campos e culturas e na parte da casa e benfeitorias da Fazenda das Bicas; assim mais a Ermida, mobília e todos os trastes que se acharem na mesma casa, e mais a escrava de nome Eugênia, solteira. Deixo à minha neta e afilhada Maria, filha do meu genro Barão de Arantes (só em 1888 ele recebe o título de Visconde), seis contos de réis. Deixo à minha bisneta e afilhada Ernestina, filha do Doutor Ernesto da Silva Braga, um conto de réis e ao meu bisneto e afilhado Arlindo, filho de meu neto Saturnino, a quantia de um conto de réis. Deixo a três filhas solteiras de Joaquim Ferreira, já falecido, de nomes Lúcia, Maria e Mariana cem mil réis a cada uma e deixo a mais três filhos solteiros de Severino, neto do falecido Aleixo Ribeiro, cem mil réis a cada um. Deixo finalmente o remanescente de meus bens para serem repartidos com igualdade pelos meus filhos. Esta é a minha última vontade e disposição para depois de minha morte, e por este testamento revogo qualquer outro.

Fontes pesquisadas para estruturar este trabalho:

 Cidade do Turvo, dois de setembro de mil oitocentos e oitenta. Baronesa de Cajurú.

  Livro 2º, fls. 42v/45 do Registro de Testamentos do Cartório do 1º Ofício da Comarca de Andrelândia, MG.

  Foto da 3ª avó de Anibal, Ana Elisa da Conceição



Ana Elisa da Conceição foi casada em 1ªs núpcias com Joaquim Carvalho de Arantes, 3ºavô de Anibal, filho de Manoel Rufino de Arantes e neto do Capitão-Mor de Aiuruoca, Antonio de Arantes Marques, 5ºavô de Anibal, fundador da Fazenda Conquista em 1768, em Aiuruoca, até hoje nas mãos de descendentes do Capitão-Mor, primos em 5º grau de Anibal.



A Família Arantes, estudo genealógico“, de Américo Arantes Pereira, 2ª Edição,  Ribeirão Preto: Legis Summa, 1993,  (pgs: 143 e 485).


2 informações sobre a documentação do 1º Barão de Cajurú veiculada na Internet


1] Censo de 1831: suas incongruências: Militão, 2º Barão de Cajuru e Ana Elisa não são relacionados no Censo


Registro do Censo de 1831: Arquivo Público Mineiro: MP caixa 13, doc. 16 > Censo de 5/12/1831, Juiz de Paz Antonio Francisco de Azevedo, do Curato do Turvo, Freguesia de Aiuruoca, Termo de Baependi: informa que: no 18º quarteirão de moradias cujo Oficial era Joaquim José da Fonseca, está registrado João Gualberto Carvalho (branco, 34 anos=1797): Ana (branca, 27 anos=1804) e 5 filhos: 1) Manoel (11 anos=*1820), 2) Maria (5 anos=*1826), Nicolau (3 anos=*1828), Ignácio (2 anos=*1829) e Martiniano (1 ano=*1830). Atenção: Nicolau e Martiniano não aparecem em nenhum outro registro, o que indica provável morte na infância, e é longo o espaço entre 1820 e 1826 sem nenhum filho. Nota: em outros registros este espaço é preenchido pela 3ª avó de Anibal, Ana Elisa da Conceição, bat. 1821 ou 24 e Militão 2º Barão de Cajurú, bat. 1828 ou 27 (herdeiro da fazenda das Bicas e futuro 2º Barão de Cajurú), que não aparecem no Censo do Turvo de 1831.


2] Projeto Compartilhar: suas incongruências sobre o 2º Barão Cajurú









Militão, futuro 2º Barão de Cajurú com Decreto de concessão do título Registrado no Livro XII, Pag. 110, Seção Histórica do Arquivo Nacional.


A filiação do 1º Barão de Cajurú descrita no


http://www.projetocompartilhar.org/Familia/cap07CaetanodeCarvalhoDuarte.htm


registra esses 11 filhos: Manoel (*1820), Maria (*1826), Militão, Ignácio, Libania Jesuina, João Pedro, Guilhermina, Custódio, Anastácio, Constança e José, porém não informa os filhos Nicolau e Martiniano, registrados no Censo de 1831, e a filha Ana Elisa.


Militão, batizado aos 10-05-1828 na Capela do Turvo, foram seus padrinhos Antonio Belfort dArantes e sua mulher Maria de Paula. Militão Honório de Carvalho aos 18-09-1853 casou com Maria Custódia de Arantes, de 16 anos, filha de Antonio Belfort de Arantes e Maria Custódia.


Andrelandia-MG Igreja N Sra do Porto do Turvo -Aos dezoito de Setembro de mil oitocentos e cinqüenta, ás três horas da tarde nesta Igreja Matriz, o Rvdo. Antonio Ferreira de Arantes, assistio ao matrimonio, que contrahio Militão Honório de Carvalho e D. Maria Custódia de Arantes, aquelle branco, de idade 23 annos, filho legitimo do Tenente Coronel João Gualberto de Carvalho e de D. Anna Ignácia da Conceição; e esta branca, de idade dezeseis annos, filha legitima de Antonio Belfort de Arantes e de D. Maria Custódia. Test.: Conego Antonio dos Reis Silva Rezende e Ten. Jeronimo de Arantes Marques


Militão faleceu em 15-12-1891 aos 64 anos de idade.


Atenção: há 2 erros no registro do  Projeto Compartilhar: do ano do casamento do 2º Barão Cajurú: 1853 ou 1850??, alem disso a data de nascimento está errada, pois ele só teria 23 anos em 10/5/1851!!! tendo nascido a 10/5/1828 como informa o site Projeto Compartilhar , ou então, a data de nascimento correta é 10/5/1827, como está o cálculo da idade pelo registro da morte a 15/12/1891. Além disso, o Censo de 1831 informa o nascimento do filho  Nicolau em 1828!!



 


 


 

Os textos desse site podem ser reproduzidos, desde que se informe o autor e o endereço do site.
 
Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes