Entrelaçamento Arantes de Almeida - Arruda Botelho


Anibal de Almeida Fernandes, Junho, 2010, atualizado Dezembro, 2016.

Ascendência e Irmãos do Conde do Pinhal

01. Dom Payo de Mogudo, senhor de Sandim

02. Dom Mem Paes de Morgudo

03. Dom Martim Mendes de Morgudo e Sandim

04. Dom Vasco Mendes de Morgudo e Sandim

05. Dom Martim Vasques Barba – senhor da Quinta e Honra de Botelho

06. Pedro Martins Botelho

07. Martim Pires Botelho

08. Affonso Martins Botelho, casado com Mecia Vasques de Azevedo

(filha de Vasco Paes e Maria Rodrigues de Vanconcellos e 13ª neta de Carlos Magno) pais de

09. Diogo Affonso Botelho, pai de

10. Fernão Dias Botelho, pai de

11. Diogo Botelho, pai de

12. Pedro Botelho, pai de

13. Gonçalo Vaz Botelho, pai de

14. Nuno Gonçalves Botelho, pai de

15. Jorge Nunes Botelho, pai de

16. Nuno Gonçalves Botelho, pai de

17. Jerônimo Botelho de Macedo, pai de

18. Gonçalves Vaz Botelho, pai de

19. Sebastião de Arruda Botelho (veio com 2 irmãos para o Brasil em 1654)

"Natural de Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Açores. Sebastião foi o primeiro com o sobrenome de Arruda Botelho, foi casado com Izabel de Quadros, natural de São Paulo, batizada em 1643, falecida em Itu em 1721, filha de Bartholomeu de Quadros e de Izabel Bicudo de Mendonça, neta de D. Bernardo de Quadros, descendente de nobre família de Sevilha e que ocupou em São Paulo em 1593 o cargo de Provedor e administrador das Minas e Juiz de Órfãos em São Vicente e que foi casado com D. Cecília Ribeiro, natural do Porto, falecida em São Paulo em 1667.

Os três irmãos, Sebastião, André e Francisco, chegaram à Capitania de São Vicente, no Brasil, em 1654; Sebastião, presumimos com 16 anos, André com 15 e Francisco com 14. Os 3 irmãos (de 15), , casaram com 3 irmãs Bicudo: Sabemos que André casou-se com Anna, em Parnahíba, em 5/2/1665, ele com 26 anos e ela com 21. André faleceu em Itu, com 80 anos, em 1719, deixando 10 filhos. Calculamos que Sebastião de Arruda Botelho, seu irmão mais velho, tenha casado com Izabel, também em Parnahíba, no ano de 1663, com 25 anos, tendo Izabel 21 mais ou menos. Izabel nasceu em 1643 e faleceu em Itu em 1721, com 78 anos, deixando 13 filhos. Calculamos que o caçula, Francisco, tenha casado com 24 anos, em 5/3/1664, também em Parnahíba, com Maria que tinha 27 anos. Francisco faleceu com 44 anos, em Parnaíba, no ano de 1684, deixando 9 filhos. As três irmãs (Anna, Izabel e Maria) eram filhas de Bartholomeu de Quadros e de Izabel Bicudo que, por sua vez, era irmã de Beatriz que foi casada com o celebre Bandeirante, capitão-mor Antonio Raposo Tavares. Vê-se que Sebastião (o único que adotou o nome da mãe, Arruda e o do pai Botelho, iniciando a grande Família de Arruda Botelho, em São Paulo), André e Francisco, tornaram-se sobrinhos dos célebres Bandeirantes, Capitão Diogo da Costa Tavares e capitão-mor Antonio Raposo Tavares. Portanto os três irmãos, bem como sua descendência, incorporaram-se à Família dos Bandeirantes; rudes de acordo com o meio e a época em que viviam, porém heróicos; a eles nossa Pátria deve seu imenso território.

Sebastião foi pai de:

20. Simão de Arruda Botelho (8º filho de Sebastião nascido no Brasil) casado com Ana de Almeida Aranha, pais de

21. João de Arruda Botelho (4º filho de Simão) casado com Eugênia Pinto do Rego, pais de

22. Capitão Carlos Bartholomeu de Arruda Botelho (2º filho de João) casado com Maria de Meira de Siqueira (filha de Joaquim de Meira de Siqueira e de Maria de Oliveira Cordeiro) pais de

23. Carlos José Botelho, o Botelhão, (1º filho de Carlos Bartholomeu) em 1824, c.c. Cândida Maria do Rosário de Sampaio, em Piracicaba, SP, (filha de José Joaquim de Sampaio e Maria Jacintha da Natividade), pais de 9 filhos:

1º. Maria Jacintha de Meira, casada 2 vezes:

1º c.c. José Carlos de Arruda Botelho

2º c.c. Joaquim Roberto Rodrigues Freire

2º. Carlos de Arruda Botelho, casado com Marianna da Silva Gordo

3º. Antonio Carlos de Arruda Botelho: > Conde do Pinhal, n. 23/8/1827, casado 2 vezes:

1º c.c. Francisca Theodora Coelho

2º c.c. Anna Carolina de Oliveira filha do Visconde do Rio Claro, f. a 5/10/1945 com 105 anos.

4º. João Carlos de Arruda Botelho, (1830-1892), um dos fundadores de São Carlos, em 1830 c.c. Maria Amália Ferraz Coelho (Mariquinha, Açores). Pais de 11 filhos: Antonia c.c. Ernesto Lancia, Procópio Carlos, Álvaro Carlos, Cândida, F 5 (não aparece o nome nos 2 trabalhos pesquisados), Frutuoso Carlos, Leonardo Carlos, Vicente Carlos, Hermínia, Carlos José, Antonio Carlos.

Segue abaixo a descendência de Antonia: dela descende > > Marília, prima de Anibal.

. Candida Maria da Pureza casada com João Baptista de Arruda

. Joaquim de Meira Botelho casado com Brazilina Coelho

7º. Cel. Paulino Carlos de Arruda Botelho - 1834 Ana Flora Ferraz Coelho

8º. Eulália Carolina de Meira casada com Tenente Joaquim José de Abreu Sampaio

9º. Bento Carlos de Arruda Botelho – 1841 casado com Maria Isabel de Oliveira Borges

(filha dos Barões de Dourados e neta dos Viscondes de Rio Claro)

 

Entrelaçamento Arantes de Almeida (Marília) + Arruda Botelho

 

João Carlos de Arruda Botelho c.c. Maria Amália Ferraz Coelho pais de:

Antonia c.c. Ernesto Lancia, pais de:

Zenaide Arruda Botelho Lancia, c.c. Anibal Francisco Caldas (filho de Francisco Souza e Castro Caldas), pais de:

Oswaldo Arruda Botelho Caldas c.c. Esther Arantes de Almeida, filha de Joaquim Rodrigues d’Almeida c.c. Bernardina Arantes d’Avellar e Almeida, avós de Anibal.

Oswaldo e Esther Arantes de Almeida, pais de:

# Carlos Eduardo, n. 1931, f. 1966, c.c. Haydée Nabuco, da Família do Joaquim Nabuco, pais de:

Mário Luís, separado, c.g.

Antonio Carlos, separado c.g.

José Eduardo, s.

# Marília, n. 1941, viúva de Sérgio Carneiro Borges, pais de:

Cristina, advogada, s.

Sérgio, economista, s.

Ascendência de Esther Arantes de Almeida, (tia de Aníbal):

Filha de Joaquim Rodrigues de Almeida e Bernardina Arantes de Avellar e Almeida, Vassouras/Araraquara, avós de Anibal.

Sobrinha neta: 1º Barão do Rio das Flores.

Sobrinha bisneta: Barões: do Ribeirão, Cajurú (2º do nome) e São João d’El Rei e do Visconde: de Arantes.

Sobrinha trineta: 1º Barão de Cabo Verde.

3ª Neta: 1º Barão do Cajurú (Título a 30/6/1860).

Decreto Registrado no Livro VIII, Pag. 54, Seção Histórica do Arquivo Nacional, com petição feita a 9/6/1860, pelo Visconde do Bonfim e pelo Visconde de Ipanema a Pedro II. Nasc. e bat. em 1797, São João d’El Rei, fal. 21/2/1869, S. Miguel do Cajurú, Ten-Coronel da Guarda Nacional, Comendador da Ordem da Rosa em 1849 e da Ordem de Cristo.

3ª Neta: Manoel de Avellar e Almeida: O casal Manoel e Susana de Avellar e Almeida era dono da Fazenda Boa Vista do Mato Dentro. O casal era proprietário de 152 escravos conforme o Inventário nº 435 da Caixa nº 90 do Centro de Documentação Histórica da Universidade Severino Sombra, de Vassouras informado nas pgs 280, 281, 282 e 305 do livro E o Vale era o escravo, onde o autor Ricardo Salles também informa, à pg. 155, que eram considerados mega proprietários os fazendeiros com mais de 100 escravos.




BRASÃO da FAMÍLIA AVELLAR e ALMEIDA


Este Brasão foi concedido por Carta de Brasão em 1881, e está registrado no Cartório da Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil, Livro II, folhas 9/11, ao Barão de Avellar e Almeida, Decreto de 7/1/1881, cujo título está registrado no Livro X pág. 70 Seção Histórica do Arquivo Nacional. É um título concedido ad personam sul cognome, isto é, dado a uma pessoa específica e apoiado sobre o nome da família do titulado. Esta forma de título só é usada quando o Imperador deseja prestar homenagem também à família, dignificando-lhe o nome. O Brasão tem um pé de café e uma abelha como arma heráldica e pode ser usado pela Família Avellar e Almeida sem o Coronel (coroa) e a comenda, que são exclusivos do Barão e não são hereditários, conforme as leis de heráldica e do Direito Nobiliárquico: Fonte Documental: Mário de Méroe, Estudos sobre o Direito Nobiliário, Centauro Editora, São Paulo, 2000, pgs: 25/26. 




4ª Neta: Antonio de Arantes Marques (Capitão-Mor de Aiuruoca, MG, fundador da Fazenda Conquista em 1768, até hoje nas mãos de descendentes).


5ª Neta: Caetano de Carvalho Duarte.

6ª Neta: Antonia da Graça, (3 Ilhoas).

7ª Neta: André Ribeiro do Valle.

11ª Neta: Balthasar de Moraes de Antas, Juiz em São Paulo, 1579. Veio para o Brasil em 1556, tinha Carta de Nobreza e Pureza de Sangue que foram registradas, em 1670, por um neto, na Câmara Municipal de São Paulo.


12ª Neta: João de Arantes, Condestável (em 2/1/1488) d’El Rei João II, foi Senhor da Quinta de Romay, Morador da Casa Real, Escudeiro Fidalgo de sangue e espada d’El Rey João II, (13º Rei de Portugal).


Fontes pesquisadas para esse trabalho:

# Esther Arantes de Almeida, tia de Anibal;

# Ana Flora Fleury, prima de Anibal,

# Anuário Genealógico Brasileiro, Vol. IX, 1947.


# Nantes ou Anantes ou Danantes (que hoje he Arantes), de autoria do Padre Marcelino Pereira que viveu em Portugal no século XVIII, que identifica o primeiro Arantes no Nobiliário Coleção de Memórias Genealógicas, (2º volume), manuscrito nº 876 do Arquivo Distrital de Braga.


Foto de 1900: Bernardina e Joaquim, avós de Anibal, casal tronco do Ramo Arantes-Araraquara, SP. Da esquerda para a direita: Bernardina (1869-1936), no colo Alzira, (1900-1984). Em pé: Mário, (1893-1958), estudou engenharia na Bélgica (1911-1914) advogado (São Francisco, 1923), Vereador e Prefeito de Araraquara. Joaquim (1866-1937). Na cadeira: Maria, (1898-1969). Em pé: Luisa, (1891-1936). No fim da monarquia, a caminho de Araraquara, SP, por conta da devastadora decadência da região cafeeira fluminense, passaram pelo Rio de Janeiro (foram ao Baile da Ilha Fiscal, junto com os Barões de Muritiba, pois a Baronesa era madrinha de crisma de Bernardina, avó de Anibal, que foi com um vestido amarelo de seda de Macau e com um colar de ouro e esmeraldas, pois as senhoras deviam estar vestidas com as cores do Império). Em 1890, chegaram em Araraquara, depois compraram a fazenda Baguary (a venda do colar de esmeraldas ajudou, pois nessa época do Encilhamento provocado pelo Rui Barbosa a economia estava um caos completo e os antigos Barões na miséria) e Joaquim voltou a plantar café, que é o que ele sabia e gostava de fazer. Tiveram 12 filhos: 1891, 1893, 1898, 1900, 1902, 1905, 1906, 1907, 1910, 1911, 1912, 1914, 6 homens (alguns estudavam no Colégio São Luiz em Itu) e 6 mulheres. Os 6 filhos estudaram em Universidades: Mário, Bernardino e Orlando se formaram em advocacia no Largo São Francisco (SP) e Luiz e José se formaram em Medicina na Praia Vermelha (RJ) e Joaquim abandonou o curso de medicina e cuidou da casa comercial criada por Joaquim para ter fonte de renda alternativa. Em 1936, morrem Luisa e Bernardina e, em 1937, amargurado com esses 2 terríveis golpes e desanimado/desiludido com o café por conta da crise de 1929, Joaquim morre. Em 1938 a Baguary é vendida, (Formal de Partilha, Cartório do 2º Ofício, Araraquara, 7/8/1937)Mário, Luiz e Bernardino Arantes de Almeida são nomes de ruas em Araraquara.




# Mário Arantes de Almeida, fonte primária, Prefeito de Araraquara, tio de Anibal.


 

 

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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes