ARANTES


Aníbal de Almeida Fernandes, Agosto, 2013


Antiga e importante família de origem portuguesa, estabelecida em Minas Gerais. Resumo histórico feito a partir dos dados registrados no Dicionário das Famílias Brasileiras de Cunha Bueno e Carlos Eduardo de Almeida Barata, revisto e ampliado por pesquisas genealógicas e históricas de Aníbal de Almeida Fernandes, Agosto, 2013.


Raízes em Portugal: A pesquisa mandada fazer pelo engenheiro lisboeta, Eduardo de Arantes e Oliveira, que resultou na descoberta do trabalho Nantes ou Anantes ou Danantes [que hoje he Arantes], de autoria do Padre Marcelino Pereira que viveu em Portugal no século XVIII, identifica o primeiro Arantes no Nobiliário Coleção de Memórias Genealógicas, [2º volume], manuscrito nº 876 do Arquivo Distrital de Braga cujo resumo também está registrado na pg. 1.024 do Livro da Família Arantes de Américo Arantes Pereira, era ele: João de Arantes, no século XV era João de Nantes e ficou assim até a restauração do trono Português com o 1º Rei Bragança, D. João IV [1640-1656], depois mudou para D’anantes. Na Segunda metade do século XVII o nome passa a d’Arantes, ou de Arantes, forma moderna sob a qual passará a escrever-se. O sobrenome acompanha a evolução do nome desse lugarejo do Conselho de Chaves, vila que pertencia ao Duque de Bragança. Crê-se que a origem de João de Arantes seja no Couto de Arantei [Arantes] do Concelho de Salvaterra do Minho do Reino da Galiza e que, provavelmente ele tenha acompanhado, em viagem para Portugal, Pedro Alvarez de Sotomayor, Conde de Caminha, Visconde de Tuy e Senhor de Salvaterra um dos principais aliados de D. Afonso V (12º Rei de Portugal, 1438-1481) pai de D. João II. João de Arantes e sua mulher, Genebra de São Payo aparecem numa escritura, feita a 9/3/1508 relativa à compra de uma herdade vizinha à Quinta de Romay, tendo por testemunhas Francisco Machado, [Senhor da Casa de Castro, da Terra de Entre-Homem e Cávado, Senhor da Vila de Lousã, Comendador de Souzel na Ordem de Cristo e sogro do poeta Francisco de Sá de Miranda] e Diogo de Arantes [filho de João e Genebra] e na escritura feita a 16/2/1509, onde João de Arantes, e sua mulher Genebra de São Payo, entram como partes do aprazamento ao Cabido de Braga do Casal de Remonte situado na Freguesia de Arentim, eles devem ter nascido, entre 1460 e 1473, no reinado de D. Afonso V, e deslocaram-se para o Minho, onde João de Arantes, o 1º Arantes, foi o Senhor da Quinta de Romay, comprada em 1495 de Pedro Nogueira, tabelião e escudeiro de João Teixeira Chanceler-Mor do Reino, (o Padre Marcelino Pereira, séc. XVIII cita o Livro do pão que se pagava ao Cabido de Braga para provar que os Anantes/Arantes eram senhores da Quinta de Romay), essa Quinta de Romay, que pertencera à Casa de Castro e que fora, anteriormente, do conde Romão filho legítimo do Rei D. Fruela e neto do rei D. Afonso, o Católico. Pode-se concluir que, os Arantes, senhores da Quinta de Romay, que está a uma légua da cidade de Braga, e eram moradores da Casa Real, eram relacionados, com várias famílias nobres do norte, tais como São Payo, Quinteiros, Macedo, Melo Araújo, Machado e Azevedo, constituindo-se, eles, próprios, uma Família Nobre. João de Arantes foi Condestável dos Espingardeiros do Rei, no reinado de D. João II, por Carta de Ofício da Chancelaria d'El Rei, a 02/01/1488, [Condestável substituiu na hierarquia militar o alferes-mor e as suas funções aproximavam-se das que, modernamente, tem o chefe de Estado-Maior e, mais ainda, dos mestres-de-campo-generais dos séc. XVI e XVII - Verbo, Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, vol. IV, pg. 1279].



João e Genebra tiveram, pelo menos, 3 filhos: João que herdou o senhorio da Quinta de Romay, Diogo [de quem descendem os mais de 30.000 Arantes brasileiros] e Antonio [padre em 1511]. Diogo de Arantes foi Escudeiro do Rei, morador da Casa Real, [estas qualificações constam da carta de nomeação como Escrivão e são sinais inequívocos de nobreza], e foi nomeado, três vezes, Tabelião de Entre Homem e Cávado, a 11/03/1511 e 18/02/1516 por D. Manuel e a 09/09/1522 por D. João III. Casou-se com Maria Pires de São Payo de Besteiros, pais de: Gaspar, Simão, Gaspar (Padre), Ana e Violante. Esta última casou-se com Simão Gonçalves, senhor da Quinta da Espinheira, e tiveram a filha Margarida, que se casou, a 14/08/1585, com Gaspar Rodrigues e foram pais de Maria (1ª), que se casou a 11/02/1624, com Manuel Lopes, de cujo casal nasceu outra Maria (2ª), casada a 12/08/1646 com Antonio Gonçalves Ferreira, que foram pais de Francisco de Arantes, que manteve o sobrenome Arantes. Francisco de Arantes, bat. 21/08/1659, fal. 06/04/1733, foi Juiz, em 1732, na freguesia da Porta e de São Salvador do Couto do Souto, Distrito de Braga. Casou-se com Úrsula Gonçalves, pais do filho único, Domingos de Arantes que é o Patriarca dos 3 Troncos Arantes do Brasil, 6º neto de João de Arantes, acima citado.


Raízes no Brasil: Família de abastados proprietários de fazendas estabelecidas em Minas Gerais, procedente de Domingos de Arantes [1693, freguesia de São Salvador do Souto, comarca de Viana, Braga], filho de Francisco de Arantes e de Úrsula Gonçalves, todos os 2 citados acima. Deixou numerosa descendência, pela qual correm os sobrenomes Arantes e Arantes Marques, de seu cas. a 06/08/1719, com Josefa Marques, filha de João Francisco e de Maria Marques. O casal teve 10 filhos, todos nascidos em São Salvador do Souto: Maria [1720], Helena [1732], João [1724], Domingos [1726], Domingas [1729], José [1730], Manuel [1732], Francisco [1734], Antonio [1738] e Jerônimo [1741]. Destes, José, João e Antonio vieram para o Brasil, estabelecendo-se em Minas Gerais, onde deixaram larga descendência que deu continuidade ao sobrenome Arantes e Arantes Marques. Esses filhos de Domingos de Arantes, o Patriarca dos 3 Troncos Brasileiros: I - Maria de Arantes, (Cunha), II - João de Arantes Marques, (Formiga) e III - Antônio de Arantes Marques, (Aiuruoca), todos naturais de São Salvador do Souto, Braga, Portugal. Eles são os Patriarcas desses 3 Troncos Brasileiros, com a ascendência até João de Arantes, registrada no Livro Família Arantes, de Américo Arantes Pereira, pág 1.024.


I - a filha, Maria de Arantes, nascida a 11/08/1720, em São Salvador do Souto, Braga, Portugal, que não veio para o Brasil, porem seu neto, João Manuel de Souza Arantes, veio para o Brasil com D. João VI e, é o Patriarca do Tronco Arantes de Cunha, Estado de São Paulo, II - o filho, João de Arantes Marques, nascido em 25/04/1724, em São Salvador do Souto, Braga, Portugal, veio para o Brasil, é o Patriarca do Tronco Arantes de Formiga, em Minas Gerais. Casou-se com Margarida Maurícia do Sacramento e tiveram 7 filhos: Antonio, Maria, Antonia, Francisco (Padre), João Carlos, Manuel e Francisca; III - o filho, Capitão-Mor de Aiuruoca Antônio de Arantes Marques, nascido a 17/7/1738 em São Salvador do Souto, Braga, Portugal, f. a 17/5/1801, sepultado a 18/5/1801 na antiga Matriz de Aiuruoca, [conforme consta dos autos do Inventário pg. 84, maço 5, Maio=1814], veio para o Brasil é o Patriarca do Tronco Arantes de Aiuruoca, em Minas Gerais. Foi fundador da fazenda Conquista, em 1768, século XVIII, em Aiuruoca, MG, que existe até hoje em mãos de descendentes Arantes. Casou-se com, Ana da Cunha Carvalho, (natural de Aiuruoca), filha do Coronel Antonio da Cunha Carvalho e de Bernarda Dutra da Silveira, esta natural de Barbacena; filha de Francisco Furtado Dutra, açoriano da Ilha do Fayal, nascido cerca de 1700, e de Florência Francisca das Neves, que descende de Balthazar de Moraes de Antas, 12ºavô de Anibal, que veio para o Brasil em 1556. Balthazar tem carta de Comprovação de Nobreza e pureza de sangue passada perante o Juiz de Mogadouro a 11/09/1579. Ele fez essa carta ser reconhecida perante o Ouvidor Geral da Bahia, Cosme Rangel de Macedo, a 23/11/1580, estando esta carta nos Títulos 1530 – 1805, do Arquivo Histórico e Genealógico de Sanches de Baena, esses papéis estiveram em mãos de Francisco Velho de Moraes, neto de Balthazar, que os faz ser registrados, pela 2ª vez no livro de Registro da Câmara da Vila de São Paulo em 1670. Balthazar foi Juiz de São Paulo de Piratininga em 1579, casado com Brites Rodrigues Annes. Antonio de Arantes Marques e Ana da Cunha Carvalho tiveram 11 filhos: Francisco, Thomaz, Antonio, Jerônimo, Maria, Manoel Rufino, Theodósio, João, Joaquim, Veríssimo e Raimundo. Deixaram testamento, feito na Fazenda da Conquista da Freguesia de Aiuruoca, a 30/12/1800. Fontes documentais: Testamento de 30/12/1800 de Antonio de Arantes Marques, (fal. 17/5/1801), Fazenda da Conquista, que consta do livro de Óbitos nº 7, pg. 179 verso, Aiuruoca, certificado a 29/8/1814. Inventário, Ano 1816, Caixa: 05, Museu Regional de São João del Rei.


Arantes descendentes do Patriarca Domingos de Arantes:


1 - o neto, filho do item II, João Carlos Valentim de Arantes, falecido a 18/06/1843. Fazendeiro, em Caldas, MG. Com geração; 2 - o bisneto, neto do item I, João Manuel de Souza Arantes, nascido no Douro, comarca de Braga. Veio para o Brasil com D. João VI. Médico, em Cunha, SP, profissão essa concedida por decreto de 1809, pelo então Príncipe Regente D. João. Mais tarde foi residir no Cresciumal, em Queluz, onde faleceu. Com geração do seu cas. em Cunha, SP, com Lauriana Constância de Oliveira. Tiveram 5 filhos; João Constantino, Delfina, José Wenceslau, Tereza Joaquina, Joaquina Constança. 3 - o bisneto, neto do item II, João Carlos de Arantes [n. 1823, Caldas, MG – f. 1884, Casa Branca, MG], fazendeiro, proprietário da Fazenda Morro Alto, em Palmeiras, e um dos primeiros plantadores de café nas zonas da Mogiana, em Casa Branca, e da Paulista, em Palmeiras. Com geração; 4 - o bisneto, neto do item III, Antônio Belfort de Arantes Marques [n. 1804-f. 1885], primeiro barão de Cabo Verde - citado adiante; 5 – o terceiro neto, João Marciano de Faria Pereira, bisneto do item II, Barão de Piumhi a 27/6/1888, n. 1/1/1828, f. 7/12/1910. O Barão casou em 1ªs núpcias com sua prima Maria Justina de Arantes falecida sem geração. O Barão de Piumhi casou em 2ªs núpcias com Maria Carolina Alves de Souza Rangel com 4 filhos: Bernardino, João Nepomuceno, Olimpio e Floricena, citado adiante, 6 - o terceiro neto, filho do 1º barão de Cabo Verde, e bisneto do item III, Teófilo Belfort Ribeiro de Arantes, Presidente da Câmara Municipal de Andrelândia [1878-1880]; 7 - a terceira neta, filha do 1º barão de Cabo Verde, e bisneta do item III, Maria Cândida Belfort de Arantes, 2ª baronesa de Cajurú por seu casamento com Militão Honório de Carvalho, 2º barão de Cajurú, filho do 1º barão de Cajurú, ver família Carvalho Duarte. O lugar de Arantes fica no município de Lavras, perto de Carrancas. [AA - Família Arantes] [Anuário Genealógico Brasileiro, I, 74, 99]; 8 - o terceiro neto, filho do 1º barão de Cabo Verde, Antônio Belfort Ribeiro de Arantes [n. 1818-f. 1908], e bisneto do item III, visconde de Arantes - citado adiante; 9 - a terceira neta, bisneta do item III, Maria Carmelitana de Arantes [n. 1842 – f. 1930], conhecida nas letras, tanto no Brasil como em Portugal. Poetisa e escritora. Dirigiu, em São Paulo, um colégio durante 14 anos. Privou com a Imperatriz [sic. Américo Arantes Pereira]; 10 - o terceiro neto, bisneto do item III, alferes Aureliano Augusto de Arantes, que em 1865 apresentou-se voluntário na guerra contra o Paraguai. Foi reconhecido cadete. Alcançou o posto de Alferes [Américo Arantes]; 11 - o terceiro neto, bisneto do item II, Manuel Olímpio Carlos de Arantes [n. 25/09/1858, Casa Branca, MG – f. 30/06/1915, idem]. Major da extinta Guarda Nacional e conhecido por Manéco Olímpio. Proprietário das fazendas: Bela Vista, em Guaranésia, sul de Minas; Cocais e Melgueira, em Casa Branca. Com geração; 12 - o terceiro neto, bisneto do item III, Emílio Mário Arantes, professor, escritor, jornalista e genealogista. Autor dos Apontamentos Genealógicos sobre a família Noronha. Comissário pelo Governo de São Paulo, organizou oito grupos escolares. Inspetor Escolar durante 10 anos. Dirigiu um colégio em Passos e foi professor em diversos colégios em São Paulo e outras cidades. Redigiu a Gazeta de Piracicaba. Autor de diversos livros [fonte, Américo Arantes]; 13 – o terceiro neto, Altino Arantes Marques, quarto neto do item III, advogado pelo Largo de São Francisco, Secretário do Interior em 2 períodos: 1911 e em 1912, Secretário da Fazenda e Agricultura, Presidente (Governador) do Estado de São Paulo, 1916 a 1920, Deputado Federal, 1921-1930. Foi o fundador e primeiro presidente do Banco do Estado de São Paulo, tornou-se membro e presidente da Academia Paulista de Letras (ABL) e membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. 14 - a quarta neta, terceira bisneta do item III, Ivone Arantes, que foi esposa do magnífico compositor e pianista, Dr. Ari Barroso; 15 – a quarta neta, Laureana Constança Gomes dos Reis [Yayá], terceira neta do item I, n. 27/12/1844 em São José do Barreiro, f. 18/1/1912. Baronesa de Christina pelo casamento com o coronel Francisco Ribeiro Junqueira, Barão de Christina a 25/9/1889, tiveram 3 filhos, 16 - o quarto neto, José Arantes Junqueira, terceiro neto do Cap-Mor de Aiuruoca Antonio Arantes Marques item III. Deputado Estadual por São Paulo; 17 - o quarto neto do item I, Dr. José Augusto Arantes, médico, diretor aposentado do Hospital Emílio Ribas, de S. Paulo, e ex-diretor do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo; XVIII. 18 - O Ramo Arantes - Araraquara procede de Bernardina de Arantes [n. 25/08/1869 – f. 18/07/1936, Araraquara, SP], terceira neta do Capitão Mor de Aiuruoca Antonio de Arantes Marques, item III. Casada a 3/01/1889, em Valença, RJ, com o fazendeiro e capitalista Joaquim Rodrigues de Almeida [n. 08/07/1866 – f. 2/02/1937], neto de José Rodrigues de Almeida, chefe desta família Rodrigues de Almeida (v.n.), do Rio de Janeiro. O casal, graças ao chamado de um membro da família Pereira de Almeida, [família antiga da região fluminense], que informou sobre a boa qualidade da terra para o cultivo do café, que era a atividade da família em terras fluminenses, desde o século XVIII, veio de Vassouras, RJ, para Araraquara, onde se instalou nesta cidade do centro oeste do estado de São Paulo, em 1890. O casal Adquiriu a fazenda Baguary, no distrito de Américo Brasiliense, sesmaria do Rancho Queimado, próxima a Araraquara que chegou a ter milhares de pés de café no auge da produção. Tiveram 12 filhos, entre os descendentes do casal, registram-se: I - o filho, Mário Arantes de Almeida, [pg 341 do Anuário Genealógico Brasileiro, publicação do IGB, 1º ano] n. 1893 f. 1958, s.g., estudou Engenharia em Liège, Bélgica, [diploma 24/10/1913], por causa da 1ª Guerra Mundial voltou para o Brasil, em 1914, ver abaixo:



e se formou em advocacia em São Paulo pelo Largo de São Francisco, [diploma 7/12/1923]. Vereador [Diploma de 3/4/1936] e Prefeito de Araraquara, SP, onde é nome de rua; foi correligionário político de seu primo, Altino de Arantes Marques [governador de São Paulo, 1916-1920], de Armando de Salles Oliveira e de Honório Monteiro, seu falecimento foi registrado na Câmara de São Paulo pelo Requerimento de nº 486 de 20/7/1958 do vereador Scalamandré Sobrinho, II - o filho, Luís Arantes de Almeida, n. a 28/6/1906, f. em 1948, s.g., é médico pela Praia Vermelha RJ, [diploma 17/10/1935], tisiologista e assistente do Professor Mac Dowell no Rio de Janeiro. É nome de rua em Araraquara, III – o filho, Bernardino Arantes de Almeida, n. 23/6/1912, f. 1968, é advogado pelo Largo São Francisco, c.c. Nisa Sucena Fontes. É nome de rua em Araraquara. IV - o neto, o genealogista Aníbal de Almeida Fernandes [n. 03/03/1944], quinto neto do Capitão Mor de Aiuruoca Antonio Arantes Marques, item III. Arquiteto pela Universidade Mackenzie, SP, com geração do seu cas. com Maria José Giordano Del Grande; V - a bisneta filha do anterior, Ana Tereza Del Grande Arantes de Almeida Fernandes, sexta neta do Capitão Mor Antonio de Arantes Marques, item III, 14a neta de João de Arantes, o 1º Arantes, casada com Felipe Augusto Alonso, filho de Geraldo Alonso Filho e Ana Regina d’Andretta, VI – o trineto filho do anterior, Enrico Arantes de Almeida Alonso, sétimo neto do Capitão Mor Antonio de Arantes Marques, item III, 15º neto de João de Arantes, o 1º Arantes registrado na história de Portugal como Condestável d’El Rei João II, 13º Rei de Portugal (1481-1497).


Outros Arantes:


Os Arantes de Piumhy, Minas Gerais: procedem de Emília Arantes, casada com João Alves Pereira, mais conhecido por João Alves Gordo. Esse casal sempre residiu em Piumhy, onde nasceram seus dez filhos [Américo Arantes - A Família Arantes, 176]. Outros, estabelecidos na mesma localidade, procedem de Maria de Paula Arantes, que deixou geração do seu cas. com Antonio Alves Pereira; Os Arantes de Lorena, São Paulo: procedem de Luiz Arantes, nascido em Braga, que com a idade de 13 anos veio para o Brasil. Desembarcou em Ubatuba e dali foi para São Luis do Paraitinga, onde se casou muito novo, com Maria das Dores. Fixou residência em Lorena e faleceu nessa cidade em 1907, deixando 5 filhos. Era filho de Custódio Arantes, nascido e falecido em Braga, e de Maria Arantes [Américo Arantes - A Família Arantes, 190]. Os Arantes de Aiuruoca, Minas Gerais: que procedem de Mariana Alves Arantes, filha de João Alves Pereira e de Leopoldina Alves Arantes. Dela descendem os Paula Arantes, por seu casamento com Francisco de Paula Corrêa Rangel, natural de Aiuruoca. Foi Juiz de Paz, delegado de polícia e vereador em Batatais [Américo Arantes - A Família Arantes, 192]. Os Arantes Campos: procedem de João Campos de Morais, que deixou cinco filhos do seu cas. com América Arantes [Américo Arantes - A Família Arantes, 194]. Os Arantes Ramos, de Santa Isabel: procedem de Francisco Xavier Arantes, natural de Portugal. Sempre residiu em Santa Isabel. Com geração do seu casamento com Ana Tomásia da Anunciação [Américo Arantes - A Família Arantes, 195]. Os Silva Arantes Ramos, de Baependi, Minas Gerais procedem de Francisco da Silva Arantes, natural de Portugal. Pouco depois da Independência, possivelmente entre 1830 e 1835, saiu de Lisboa, com destino ao Brasil. Ex-seminarista veio, provavelmente, acompanhado de alguns parentes. Chegando ao Brasil, rumou para o interior; atravessou a Mantiqueira e localizou-se entre as atuais cidades de Caxambú e Ibatuba, no bairro denominado Posses, freguesia de Baependi, MG. Neste lugar residiu toda vida, onde faleceu por volta de 1850. Com geração do seu cas. com uma irmã do Capitão Domingos Pereira de Magalhães. São bisavós do Dr. João Arantes, advogado e promotor público da Comarca de Baependi. [Américo Arantes - A Família Arantes, 199]. Os Arantes, de Santa Catarina: procedem de José Pereira Arantes, que deixou geração do seu cas. por volta de 1838, com Emília Ferreira [Américo Arantes - A Família Arantes, 201]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil aonde chegou, em 01.06.1882, a bordo do vapor Hamburg, Joaquim Arantes, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católico, 13 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 001, pág. 018 - 01.06.1882]. Há inúmeras famílias com este sobrenome no Rio de Janeiro.


Linha Natural: I - o Capitão Antônio de Arantes Marques [1738-1081], citado acima, item III, em seu testamento, declarou que: em solteiro tive um filho natural Manoel d’Arantes havido de mulher livre e desempedida, o qual se casou com Quitéria Maria da Silva e por morte deixou dous filhos...; II - João Carlos Valentim de Arantes, filho do item II, citado acima, e falecido em 1843, teve, em solteiro, um filho o qual foi batizado em 31/03/1810 e recebeu o nome de Benedito Carlos Arantes, e que deixou descendência.


Edson Arantes do Nascimento: Pelé, pelo que foi dito pelo avô do Pelé, Jorge Lino Arantes, um tio dele contou que o sobrenome Arantes é assim explicado: alguns agregados das grandes fazendas, por não terem sobrenome, [antigos escravos na Abolição da Escravatura em 1880, isto é fato histórico comprovado], tiveram a autorização para adotar o sobrenome do fazendeiro, no caso Arantes, daí se ter um Rei Pelé Arantes do Nascimento, sem uma gota de sangue Arantes.


Nobreza Titular: I - Antônio Belfort de Arantes Marques [n. 1804, Aiuruoca, MG – f. 19/07/1885, Andrelândia, MG], bisneto do patriarca Domingos de Arantes Ferreira. Foi agraciado com o título [Dec. 15/06/1881] de barão de Cabo Verde [primeiro do nome], Decreto Registrado no Livro X, Pag. 77, Seção Histórica do Arquivo Nacional. Em 1834, estabeleceu-se na Fazenda da Paraíba, que confrontava com a Fazenda das Bicas, de seu cunhado, João Gualberto de Carvalho, o 1º barão de Cajurú. Deixou geração do seu cas. com Maria Custódia de Paula, filha do Cap. Inácio Ribeiro do Vale, da importante família Ribeiro do Vale (v.s.), de Minas Gerais; II - Antônio Belfort Ribeiro de Arantes [n. 1818, Turvo, MG – f. 01/10/1908, Turvo, MG], filho do anterior, que foi agraciado, sucessivamente, com os títulos de barão de Arantes [Dec. 19/07/1879] e de visconde de Arantes, [18/07/1888]. Decreto Registrado no Livro VI, Pag. 7, Seção Histórica do Arquivo Nacional, Juiz Municipal, suplente, da cidade de Turvo (MG). Deputado por Minas Gerais à Constituinte de 1891. Fazendeiro. Comendador. Oficial da Ordem da Rosa. Deixou geração do seu cas. com sua prima legítima, Libânia Jesuína de Carvalho, filha do 1o barão de Cajurú, de Minas Gerais; III - Maria Belfort de Arantes Marques, irmã do anterior, 2ª baronesa de Cajurú por seu cas. com seu primo legítimo Militão Honório de Carvalho, 2º barão de Cajurú [26.07.1889], filho do 1º barão de Cajurú, de Minas Gerais, ver família Carvalho Duarte. IV - João Marciano de Faria Pereira, é terceiro neto de Domingos de Arantes, barão de Piumhi a 27/6/1888, Decreto Registrado no Livro XII, Pag. 32, Seção Histórica do Arquivo Nacional, n. 1/1/1828, f. 7/12/1910. Patriarca do Tronco Arantes-Formiga. V - Laureana Constança Gomes dos Reis, (Yayá), que é quarta neta de Domingos de Arantes e 11ª neta materna de João de Arantes, o 1º Arantes, baronesa de Christina pelo marido o coronel Francisco Ribeiro Junqueira, barão de Christina a 25/9/1889, 11º filho de Antonio José Ribeiro de Carvalho e de Helena Nicésia de Andrade Junqueira, filha do 1º barão de Alfenas (Gabriel Francisco Junqueira que é bisneto do casal Antonia da Graça (3 Ilhoas) e Manuel Gonçalves da Fonseca). Proprietário da fazenda Cachoeira, em Cristina, MG. A Baronesa de Cristina faleceu em 1912. O Barão faleceu em Carmo de Minas, comarca de São Lourenço, no Estado de Minas Gerais, no dia 20/2/1921, aos setenta e nove anos de idade.


Fontes pesquisadas.


http://br.geocities.com/projetocompartilhar6/antoniodearantesmarques1816.htm


http://br.geocities.com/projetocompartilhar/inventarioJosédeArantesMarques.htm


http://br.geocities.com/projetocompartilhar/estudooscarvalhoduartenosuldeminas.htm


Foto de 1900: Bernardina e Joaquim, avós de Anibal, casal tronco do Ramo Arantes-Araraquara, SP. Da esquerda para a direita: Bernardina (1869-1936), no colo Alzira, (1900-1984). Em pé: Mário, (1893-1958), estudou engenharia na Bélgica (1911-1914) advogado (São Francisco, 1923), Vereador e Prefeito de Araraquara. Joaquim (1866-1937). Na cadeira: Maria, (1898-1969). Em pé: Luisa, (1891-1936). No fim da monarquia, a caminho de Araraquara, SP, por conta da devastadora decadência da região cafeeira fluminense, passaram pelo Rio de Janeiro (foram ao Baile da Ilha Fiscal, junto com os Barões de Muritiba, pois a Baronesa era madrinha de crisma de Bernardina, avó de Anibal, que foi com um vestido amarelo de seda de Macau e com um colar de ouro e esmeraldas, pois as senhoras deviam estar vestidas com as cores do Império). Em 1890, chegaram em Araraquara, depois compraram a fazenda Baguary (a venda do colar de esmeraldas ajudou, pois nessa época do Encilhamento provocado pelo Rui Barbosa a economia estava um caos completo e os antigos Barões na miséria) e Joaquim voltou a plantar café, que é o que ele sabia e gostava de fazer. Tiveram 12 filhos: 1891, 1893, 1898, 1900, 1902, 1905, 1906, 1907, 1910, 1911, 1912, 1914, 6 homens (alguns estudavam no Colégio São Luiz em Itu) e 6 mulheres. Os 6 filhos estudaram em Universidades: Mário, Bernardino e Orlando se formaram em advocacia no Largo São Francisco (SP) e Luiz e José se formaram em Medicina na Praia Vermelha (RJ) e Joaquim abandonou o curso de medicina e cuidou da casa comercial criada por Joaquim para ter fonte de renda alternativa. Em 1936, morrem Luisa e Bernardina e, em 1937, amargurado com esses 2 terríveis golpes e desanimado/desiludido com o café por conta da crise de 1929, Joaquim morre. Em 1938 a Baguary é vendida, (Formal de Partilha, Cartório do 2º Ofício, Araraquara, 7/8/1937)Mário, Luiz e Bernardino Arantes de Almeida são nomes de ruas em Araraquara.


 


*Nantes ou Arantes ou D’anantes, que hoje He Arantes, 1994, trabalho do Padre Marcelino Pereira, Séc. XVIII, encontrado no Arquivo de Braga, manuscrito 876. *Américo Arantes Pereira: A Família Arantes, estudo genealógico, Editora Legis Summa Ltda, Ribeirão Preto, 1993, editado por Flávia Meirelles Pereira Ferriani, filha do autor. *Arnaldo Arantes: A Família Arantes, Saraiva S.A., SP, 1953. *Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Braga, a 19/11/1946, carta do Diretor Francisco Lopes Teixeira informa que os Arantes são oriundos das Freguesias do Salvador do Couto do Souto e de São Mateus da Ribeira, hoje pertencentes ao Concelho de Terras do Bouro, Distrito de Braga. *Titulares do Império, Carlos Rheingantz, 1960. *Matriz de Aiuruoca: autos do Inventário, pg. 84, maço 5, Maio=1814 e Testamento, de 30/12/1800 de Antonio de Arantes Marques, (fal. 17/5/1801), Fazenda da Conquista, que consta de livro de Óbitos nº 7, pg. 179 verso, Aiuruoca, certificado a 29/8/1814 pelo presbítero: Cassiano Accioli d’Albuquerque. *Museu Regional de São João del Rei, Tipo de Documento: Inventário, Ano: 1816, Caixa: 05. 

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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes