Altino Arantes (Governador de São Paulo, 1916-1920) e Aníbal de Almeida Fernandes, história e ascendência até o avô comum João, o 1º Arantes registrado na história, numa linhagem contínua de 553 anos do Século XV (1460) até o Século XXI (2013).


Aníbal de Almeida Fernandes, atualizado Dezembro, 2016.

Altino Arantes Marques: foi o 10º presidente do Estado de São Paulo (1916 até 1920). Nasc. 29/9/1876 em Batatais, fal. 5/7/1965 em São Paulo, neto de Veríssimo Plácido, 10º filho do Capitão-Mor de Aiuruoca Antonio de Arantes Marques, 5ºavô de Anibal.


Natural da cidade de Batatais, interior de São Paulo, formado em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, em 1895. Foi membro da direção do Partido Republicano Paulista (PRP) e também seu presidente. Antes de chegar à presidência do Estado de São Paulo foi deputado federal por dois mandatos: 1906/1908 e 1909/1911, tendo sido também Secretário de Estado do Interior (1911/1915). Em 1916 inicia seu mandato como Presidente do Estado, funda o Banco do Estado de São Paulo (Banespa). Em seu governo foi promovida a segunda valorização dos preços do café (a primeira foi em 1906, por força do Convênio de Taubaté). Com a geada de 1918 o café duplicou de preço, permitindo, a Altino Arantes, um governo cheio de realizações. Com a queda da produção foi possível colocar os excedentes no mercado internacional, permitindo ao governo, com o desafogo, retirar das mãos de um grupo norte-americano, o controle da Sorocabana. Entre 1921 e 1930 foi novamente deputado federal. Em 1946 foi deputado constituinte e, mais uma vez, deputado federal. Foi o primeiro presidente do Banco do Estado de São Paulo, foi membro e presidente da Academia Paulista de Letras (ABL) e membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

Altino foi correligionário político do tio de Aníbal, Mário Arantes de Almeida, estudante de engenharia em Liège, Bélgica, (diploma 24/10/1913), e formado em advocacia pelo Largo de São Francisco (diploma 7/12/1923), foi presidente da OAB/Araraquara, foi Prefeito de Araraquara, SP, na década de 30 e Vereador (a partir de 3/3/1936). Mário também foi correligionário político de Armando de Salles Oliveira e de Honório Monteiro. Mário é nome de Rua em Araraquara, SP, onde faleceu em 1958, tendo a morte registrada na Câmara Municipal de São Paulo, pelo Requerimento de nº 486 de 20/7/1958 feito por Scalamandré Sobrinho. Faleceu sem geração.

Ascendência comum de Altino e Aníbal com o Patriarca da Família Arantes, João de Arantes (*1460), Portugal

# João de Arantes, Patriarca da Família Arantes, n. cerca de 1460, (é o 1º Arantes e está registrado no Nobiliário “Coleção de Memórias Genealógicas”, (2º volume), manuscrito nº 876 do Arquivo Distrital de Braga, de autoria do Padre Marcelino Pereira que viveu no século XVIII). A 2/1/1488 foi nomeado Condestável* d’El Rey D. João II, (13º Rei de Portugal). Era Cavaleiro Fidalgo de Sangue e Espada, Morador da Casa Real, Senhor da Quinta de Romay, c.c. Genebra de San Payo, o casal aparece oficialmente na história registrado no Arquivo Distrital de Braga, numa escritura feita a 16/2/1509 relativa ao aprazamento do casal de Remonte sito na freguesia de Arentim,


pais de:

# Diogo de Arantes, Escudeiro Fidalgo de sangue, estas qualificações são sinais inequívocos de nobreza e constam da carta de nomeação como Tabelião do Concelho de Entre-Homem e Cávado pelos Reis, D. Manoel (14º Rei) e D. João III (15º Rei), Morador da Casa Real e era proprietário do Ofício de Escrivão dos Órfãos de Entre-Homem e Cávado e do Couto de Rendufe, c.c. Maria (Eulália) Pires de San Payo de Besteiros, pais de:

# Violante de Arantes, c.c. Simão Gonçalves, Senhor da Quinta da Espinheira, pais de:

# Margarida de Arantes, a 14/8/1585, c.c. Gaspar Rodrigues, pais de:

# Maria de Arantes, a 11/2/1624, c.c. Manoel Lopes, pais de:

# Maria de Arantes, a 12/8/1646, c.c. Antonio Ferreira, pais de:

# Francisco de Arantes bat. a 21/8/1659, Juiz em Braga Portugal, c.c. Úrsula Fernandes, pais de:

# Domingos de Arantes n. a 30/7/1693, a 6/8/1719, c.c. Josefa Marques, Braga, Portugal, pais de:

# Capitão-Mor de Aiuruoca, Antonio de Arantes Marques, Patriarca do Tronco Arantes-Aiuruoca, MG, sec. XVIII. Fundador da fazenda Conquista (séc. XVIII), Aiuruoca, até hoje nas mãos de Arantes, c.c. Ana da Cunha Carvalho, que descende de Balthazar de Moraes de Antas, 12ºavô de Anibal, que veio para o Brasil em 1556, Juiz em São Paulo a partir de 1579, com carta de comprovação de nobreza e pureza de sangue oficialmente reconhecida pelo Ouvidor Geral da Colônia em Salvador, Bahia, a 23/11/1580 (Sanches de Baena e registrada na Câmara de São Paulo em 1670).


O casal Antonio e Ana teve 11 filhos legítimos entre eles, os dois filhos:

Veríssimo (avô de Altino) e Manoel Rufino (4º avô de Aníbal),

que seguem abaixo:

# Veríssimo de Arantes, 10º filho pai de:

# Francisco de Arantes, 2º c.c. Maria Carolina de Oliveira, pais de;

# Altino Arantes Marquesfoi casado 2 vezes com 4 filhos no total:

1º c.c. Maria Teodora de Andrade com 2 filhos:

Paulo Francisco c.c. Maria Paula Martins

Maria Stela c.c. Paulo Sebastião de Mendonça Uchoa;

2º c.c. Gabriela da Cunha Diniz Junqueira com 2 filhos:

Maria Bernadete c.c. Roberto de Rezende Junqueira

Joaquim fal. solteiro.

# Manoel Rufino de Arantes, 6º filho, pai de:

# Joaquim Carvalho de Arantes c.c. Ana, filha de João Gualberto de Carvalho,

1º Barão de Cajurú, 4º avô de Anibal, a 30/6/1860, pais de:

# Ana Margarida de Arantes c.c. João Antonio de Avellar e Almeida, Vassouras, RJ,

Brasão da Família Avellar e Almeida, cujo Patriarca é Manoel Avellar e Almeida, 4ºavô de Anibal


(Altino Arantes é primo-2º de Ana Margarida, bisavó de Anibal), pais de:

# Bernardina de Arantes c.c. Joaquim Rodrigues d’Almeida, em Valença, RJ.

# Anna Arantes de Almeida c.c. Anibal de Barros Fernandes, Campinas/Agudos, SP, pais de:

# Anibal de Almeida Fernandes c.c. Maria José Giordano Del Grande, pais de:

#Ana Tereza Del Grande Arantes de Almeida Fernandes a 24/8/07, c.c. Felipe Augusto Alonso, passou a assinar Ana Tereza Arantes de Almeida Alonso, pais de

# Enrico Arantes de Almeida Alonso (*2010).

 

*Condestável substituiu na hierarquia militar o alferes-mor e as suas funções aproximavam-se das que, modernamente, tem o chefe de Estado-Maior e, mais ainda, dos mestres-de-campo-generais dos séc. XVI e XVII (Verbo, Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, vol. IV, pg. 1279).
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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes