VISCONDE do RIO PRETO


Decreto Registrado no Livro V, Pag. 36, Seção Histórica do Arquivo Nacional.


A filiação das 3 Ilhoas segue os documentos oficiais dos Açores, abaixo elencados fornecidos por Helena Freitas da Silva, Mar-2015: http://culturacores.azores.gov.pt/biblioteca_digital/FAL-HT-ANGUSTIAS-C-1666-1716/FAL-HT-ANGUSTIAS-C-1666-1716_item1/P27.html


Autor: Aníbal de Almeida Fernandes, Agosto, 2010, atualizado Março, 2015.


Domingos Custódio Guimarães, nasceu em São João d’El Rei, MG: 1ºBarão de Rio Preto, a 6/12/1854 e Visconde do Rio Preto, com grandeza a 14/3/1867. Faleceu a 7/7/1868, (conforme o mausoléu no cemitério do Riachuelo, em Valença, RJ). Foi vereador em Valença por 2 períodos, 1861-1864 e 1865-1868, foi decretado pela Câmara, a 14/7/1868, 8 dias de luto pela morte do Visconde. Foi Comendador da Imperial Ordem da Rosa e da Real Ordem de Cristo. Foi provedor da Santa Casa de Misericórdia de Valença.


O Visconde do Rio Preto era filho de Pedro Custódio Guimarães e Teresa Maria de Jesus.


Casou-se na 1ª vez com Faustina Xavier Pestana, falecida sem sucessão.


Casou-se na 2ª vez com, Maria das Dores de Carvalho, Viscondessa do Rio Preto, falecida em Valença a 12/1/1873, é filha de Joaquim Inácio de Carvalho e Cândida Umbelina de São José, é neta de Ana Maria e João Pereira de Carvalho, é bisneta de Diogo Garcia e de Julia Maria da Caridade, uma das 3 Ilhoas de Minas Gerais,



n. 8.5.1707; 7h pm – Júlia, filha de Manuel Gonçalves, o Burgão, mareante e de sua mulher Maria Nunes, fregueses de N. S. Das Angústias. Padrinhos: Manuel Gonçalves mareante e sua mulher Antónia da Graça, fregueses desta mesma freguesia… http://culturacores.azores.gov.pt/biblioteca_digital/FAL-HT-ANGUSTIAS-B-1696-1727/FAL-HT-ANGUSTIAS-B-1696-1727_item1/P69.html


Julia Maria era afilhada de batismo de Antonia da Graça, sua irmã, (outra das 3 Ilhoas), que é 7ª avó de Anibal, portanto, a Viscondessa do Rio Preto é sobrinha bisneta de Antonia da Graça, 7ªavó de Anibal.


21.02.1687 – Antónia, filha de Manuel Gonçalves, o Burgão e de sua mulher Maria Nunes; foram padrinhos o Capitão António Machado e Maria Roiz (Rodrigues) (Açores, Faial, Horta, Angústias, Batizados, 1666-1694, fl 64v)



Não há parentesco com o Carvalho de João Gualberto de Carvalho, o 1º Barão de Cajurú, 4ºavô de Aníbal, que vem de Caetano de Carvalho Duarte, 6º avô de Anibal, bat 1702, que se estabeleceu em São Miguel de Cajurú, MG, sendo o Patriarca do tronco Carvalho Duarte-Cajurú.


O Visconde do Rio Preto e Maria das Dores tiveram 2 filhos:


1º) Maria Amélia, casada com o Comendador Domingos Teodoro de Azevedo Jr., com 10 filhos:


Maria Amélia, Eugênia, Alberto, Augusto, Leonor, Adolfo, Alceu, Domingos Teodoro, Domingos Custódio e Branca.


2º) Domingos Custódio Guimarães Filho, 2º Barão do Rio Preto a 23/9/1874, casado com Maria Bibiana de Araújo, (filha do Visconde de Pirassununga e neta do Marquês de Olinda), com 6 filhos:


Domingos, Artur, Pedro, Carlos, Marieta e Julieta.


Fazendas pertencentes ao Visconde do Rio Preto:


Minas Gerais: Sta. Quitéria, Montacavalo, Mirante e São Bento.


Rio de Janeiro: Loanda,


Fazenda Flores do Paraíso



Criméia, São Leandro, Sta. Tereza, São Policarpo, Sta. Bárbara, União, Sta. Genoveva, Mundo Novo.


Essas 14 fazendas do Visconde do Rio Preto produziam 60.000 arrobas de café (15.000 sacas) o que, com a saca vendida ao preço médio de R$ 500,00 e com o US$ a R$ 4,00, daria um resultado anual de mais de US$ 1,875,000 que era uma excelente fortuna para o custo de vida da época!.


O Visconde do Rio Preto faleceu a 7/7/1868, (conforme o mausoléu no cemitério do Riachuelo, em Valença, RJ), no meio da magnífica festa que dava na fazenda Flores do Paraíso para comemorar a inauguração do ramal Paraíbuna-Porto das Flores da estrada de ferro.


O Visconde do Rio Preto deixa uma enorme fortuna de 4.000 contos de réis, equivalentes a 4.000 kg. de ouro na época, (considerando a gr. do ouro a R$ 155,20, 26/2/2016, temos R$ 620,800 milhões).


A Flores do Paraíso vai para seu filho Domingos, 2º Barão de Rio Preto que, ao morrer em 1876, deixa a Flores do Paraíso para seu filho, também Domingos (Dominguinhos), que é casado com uma filha de Manoel Vieira Machado da Cunha, Barão d’Aliança (primo de Anibal), que comprou a Flores do Paraíso do genro Dominguinhos em 1895.


Este Barão d’Aliança é sobrinho de José Vieira Machado da Cunha, 1º Barão do Rio das Flores, que, por sua vez, é bisneto do casal Antonio da Cunha Carvalho e Bernarda Dutra da Silveira que são 6ºs avós de Anibal. O 1º Barão Rio das Flores é casado com Maria Salomé que é irmã de João Antonio de Avellar e Almeida e Silva bisavô de Anibal que é casado com Ana Margarida que é neta-paterna dos dois 4ºs avós de Anibal: 1º Barão de Cajurú e de Manoel Rufino de Arantes.


Em 1912, a Flores do Paraíso é vendida pelo Barão d’Aliança ao Cel. Alexandre Belfort de Arantes, que é irmão do Visconde de Arantes, ambos são filhos de Antonio Belfort de Arantes, 1º Barão de Cabo Verde (quem, por sua vez, é sobrinho de Manoel Rufino de Arantes, 4º avô de Anibal, e de sua mulher Ana Joaquina de Carvalho que é irmã de João Gualberto de Carvalho, 1º Barão de Cajurú). A mulher do 1º Barão de Cabo Verde é Maria Custódia Ribeiro do Valle, que é irmã de Ana Inácia Ribeiro do Valle, casada com, João Gualberto de Carvalho, 1ºs Barões de Cajurú, 4ºs avós de Anibal. Quem cuidou da fazenda Flores do Paraíso foi o filho de Alexandre, o major Galileu Belfort de Arantes, cujos descendentes são os atuais proprietários. O Visconde de Arantes é casado com uma filha dos 1ºs Barões de Cajurú, sua prima-irmã o que os torna tios-trisavós de Anibal.


 VISCONDESSA do RIO PRETO


 Brasão de Armas da Viscondessa do Rio Preto


 Lisonja partida em três palas: na primeira e terceira de prata, cobertas com uma rede de sable, a segunda de góles com um leão de prata rompente armado de prata com uma espada na garra direita, ensangüentada, copos de ouro e folha de prata, a qual cai na primeira pala e a cauda do leão na última. Um chefe de azul, carregado com um coração inflamado de ouro entre duas estrelas de prata. Brasão concedido à Viscondessa viúva, a 28/10/1869. Foi registrado no Cartório da Nobreza, Livro VI, fls.106. Atenção: a coroa de Conde está correta, pois por uma particularidade específica da nobiliarquia brasileira o título de Visconde com Grandeza, dá direito ao titular de usar a coroa de Conde no brasão.


Maria das Dores de Carvalho é filha de Cândida Umbelina de São José, (+5/6/1862) e do Tenente Coronel Joaquim Ignácio de Carvalho (+2/12/1871 com testamento), que é filho de José Pereira de Carvalho (+28/12/1814) e de Theodora Maria de Mendonça, neto paterno de João Pereira de Carvalho e Ana Maria do Nascimento.


Este João Pereira de Carvalho, (avô da Viscondessa do Rio Preto, nasceu a 6/2/1698 em Sta. Maria de Canedo, Vila de Bastos, Braga, Portugal, filho de Paulo Pereira e Maria de Carvalho). Este João Pereira de Carvalho, é c.c. Ana Maria do Nascimento, (que é filha de Diogo Garcia e de Júlia Maria da Caridade (3 Ilhôas) que é afilhada de Antonia da Graça (3 Ilhôas), 7ª avó de Anibal, portanto, a Viscondessa do Rio Preto é sobrinha bisneta de Antonia da Graça, 7ªavó de Anibal, casada com Manuel Gonçalves da Fonseca.


Os pais da Viscondessa do Rio Preto, o Ten-Coronel Joaquim Ignácio e Cândida Umbelina de São José foram pais de 4 filhos:


1) Maria das Dores de Carvalho, Viscondessa do Rio Preto, pelo marido, Domingos Custódio Guimarães, Visconde do Rio Preto, pais de 2 filhos:


Domingos Custódio Guimarães, 2º Barão de Rio Preto a 23/9/1874, Tenente Coronel do 5º Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional da Província do Rio. Casado com Maria Bibiana de Araújo, (filha do Visconde de Pirassununga e neta do Marquês de Olinda).


Maria Amélia Guimarães, casada com Domingos Teodoro de Azevedo Junior


2) João Gualberto de Carvalho, casado com Lucinda Cândida de Oliveira.


Nota: apesar deste filho, ter o mesmo nome do 4º avô de Anibal, João Gualberto de Carvalho, 1º barão de Cajurú a 30/6/1860, eu não consegui identificar o parentesco deste Carvalho com o Carvalho Duarte de meu 4ºavô.


3) José Máximo de Carvalho


4) Francisco Ignácio de Carvalho


2º BARÃO do RIO PRETO


Decreto Registrado no Livro IX, Pag. 108, Seção Histórica do Arquivo Nacional.


Usa um escudo coma as mesmas Armas de sua mãe, a Viscondessa do Rio Preto


Domingos Custódio Guimarães Filho, 2º Barão do Rio Preto, a 23/9/1874. Falecido a 12/2/1876 em Valença. Era Tenente-Coronel do 5º Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional da Província do Rio de Janeiro. Era filho dos Viscondes do Rio Preto, herdou a fazenda Flores do Paraíso.


Domingos Custódio Guimarães Filho, 2º Barão de Rio Preto, casou com Maria Bibiana de Araújo, (filha do Visconde de Pirassununga e neta do Marquês de Olinda), com 6 filhos:


1) Domingos (Dominguinhos), que é casado com uma filha de Manoel Vieira Machado da Cunha, Barão d’Aliança, (que é sobrinho do 1º Barão do Rio das Flores, primo de Anibal, que é c.c. Maria Salomé, irmã de João Antonio de Avellar e Almeida, bisavô de Anibal) que comprou a fazenda Flores do Paraíso do genro Dominguinhos em 1895. Em 1912 a Paraíso é vendida pelo Barão d’Aliança ao Cel. Alexandre Belfort de Arantes, que é irmão do Visconde de Arantes, ambos são filhos de Antonio Belfort de Arantes, 1º Barão de Cabo Verde (quem, por sua vez, é sobrinho de Manoel Rufino de Arantes, 4º avô de Anibal, e de sua mulher Ana Joaquina de Carvalho que é irmã de João Gualberto de Carvalho, 1º Barão de Cajurú). A mulher do 1º Barão de Cabo Verde é Maria Custódia Ribeiro do Valle, que é irmã de Ana Inácia Ribeiro do Valle, casada com, João Gualberto de Carvalho, 1ºs Barões de Cajurú, 4ºs avós de Anibal. Quem cuidou da fazenda Paraíso foi o filho de Alexandre, o major Galileu Belfort de Arantes, cujos descendentes são os atuais proprietários. O Visconde de Arantes é casado com uma filha dos 1ºs Barões de Cajurú, sua prima-irmã, o que os torna tios-trisavós de Anibal.


2) Artur, 3) Pedro, 4) Carlos, 5) Marieta, 6) Julieta.


 Fontes pesquisadas para estruturar esse trabalho:


Anuário Genealógico Brasileiro, Ano III, 1941.


História de Valença 1803-1924, Luis Damasceno Ferreira, Graphica Editora, Paulo Pongetti, RJ, 1925.


Titulares do Império, Carlos Rheingantz, Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, 1960.


O Vale do Paraíba, Eloy de Andrade, Real Gráfica, Rio de Janeiro, 1989.


Fazendas, Editora Nova Fronteira, Memória Brasileira, 1995.


E o Vale era o escravo, Ricardo Salles, Civilização Brasileira, 2008.


O Vale do Paraíba e a arquitetura do Café, Augusto C. da Silva Telles, Capivara, 2006.


CANDIDA UMBELINA DE SÃO JOSÉ


Inventário


Museu Regional de São João del Rei


Tipo de Documento: Inventário


Ano: 1869, Caixa: 352 Nº de Páginas: 126, local: São João dEl Rei


Inventariada: Cândida Umbelina de São José


Inventariante: Tenente Coronel Joaquim Ignácio de Carvalho


Transcrito por: Edriana Aparecida Nolasco a pedido de Regina Junqueira


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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes