1º BARÃO DO RIO DAS FLORES



 

 Decreto Registrado no Livro VIII, Pag. 129, Seção Histórica do Arquivo Nacional.

 Autor: Anibal de Almeida Fernandes, sobrinho-bisneto do 1º Barão.

atualizado, Outubro, 2015.


José Vieira Machado da Cunha, 1º Barão do Rio das Flores, tio-bisavô de Anibal, nasceu em Porto das Flores a 20/10/1814, e faleceu em Valença, RJ, a 1/11/1879.

O 1º Barão do Rio das Flores é filho do Capitão Manoel Vieira Machado e de sua mulher, Escolástica Agueda de Souza, pais de 16 filhos:

Antonio, Theodósia, Ana, Máxima, Maria, Custódia, João, José (1º Barão do Rio das Flores), Joaquim, Manoel, Lina, Lourenço, Honório, Francisca, Ezequiel e Mizael.

O 1º Barão do Rio das Flores é neto paterno de José Vieira Machado c.c. Florinda do Sacramento.

O 1º Barão do Rio das Flores é neto materno do Tenente Lourenço de Souza Barbosa c.c. Theodósia.

O 1º Barão do Rio das Flores é bisneto materno de Antonio da Cunha Carvalho e Bernarda Dutra da Silveira, 6ºs avós de Anibal.

O 1º Barão do Rio das Flores foi Tenente Coronel da Guarda Nacional da Legião de Valença e contribuiu com avultada quantia em dinheiro para a construção do Asilo dos Inválidos da Pátria na Corte, durante a Guerra do Paraguai. Foi Juiz de Paz, um dos fundadores da Cia. de Estrada de Ferro do Comércio de Rio das Flores e outras tantas ações de benemerência. Foi o maior incentivador do desenvolvimento urbano de Santa Thereza de Valença. Em 1865 adquiriu um sitio que atualmente ocupa toda a área central da atual cidade de Rio das Flores e, em seguida, loteou-o permitindo que pessoas construíssem e morassem nos terrenos, pagando a ele, Barão, o arrendamento.

1º Barão do Rio das Flores é tio de Manoel Vieira Machado da Cunha, Barão d’Aliança (1882), filho do seu irmão João Vieira Machado da Cunha.


O 1º Barão do Rio das Flores casou-se com Maria Salomé, nasc. 1831, fal. 19/7/1864, filha de Antonio José da Silva > conforme a transcrição dos batismos do Livro 5 de Batismos da Catedral de Vassouras: de Luisa 1ª filha do casal e dos outros filhos: Mizael, futuro 2º Barão do Rio das Flores, Manoel e Antonio) e de Luisa Maria de Avellar e Almeida.


Manoel, nasceu em 03-12-1852 e foi batizado aos 16-05-1853.

-RJ - Igreja Nossa Senhora da Gloria em 16-05-1853 Manoel, f.l. Jose Vieira Machado da Cunha e D. Maria Salome da Silva Vieira, NP Cap. Manoel Vieira Machado e D. Escolastica Agueda de Souza, NM [dobra] Jose da Silva e D. Luiza de Avelar (3ºs avós de Aníbal) Fe[dobra]gueira, Nasceu a 03-12-1852 PP Major Antonio Vieira Machado da Cunha e D. Maria Leopoldina Vieira [dobra]


Maria Salomé é filha de Antonio José da Silva, 3º avô de Aníbal, (que fez parte da Câmara de Valença, de 1826 a 1829) e sua mulher, Luisa Maria de Jesus, filha de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Anibal, que é o Patriarca da família Avellar e Almeida de Vassouras, RJ, onde se instalou, nos fins do século XVIII, a chamado de Francisco Rodrigues Alves que recebera a 16/10/1782 a concessão da sesmaria de Vassouras e Rio Bonito e que também era da mesma freguesia da Ponta Delgada da Ilha das Flores, Angra do Heroísmo, Açores, filho de Antônio Rodrigues Alves e de sua mulher, Maria Coelho.

# Maria Salomé é bisneta materna do Alferes Manoel Coelho de Avellar e de sua mulher Maria Rosa de Almeida, nascidos e batizados na Freguesia da Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Açores.

# Maria Salomé é neta de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Anibal, e é  sobrinha do Barão do Ribeirão (1867), é prima-irmã do Barão de Massambará (1867), do Barão de Avellar e Almeida (1868), do Visconde de Cananéia (1886) e de Maria c.c. José Quirino da Rocha Werneck, Barão de Werneck (1882).

# Maria Salomé é irmã de João Antonio de Avellar e Almeida e Silva casado com Ana Margarida de Arantes, bisavós de Anibal.


Brasão Família Avellar e Almeida



Este Brasão foi concedido por Carta de Brasão em 1881, e está registrado no Cartório da Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil, Livro II, folhas 9/11, ao Barão de Avellar e Almeida, Decreto de 7/1/1881, cujo título está registrado no Livro X pág. 70 Seção Histórica do Arquivo Nacional. É um título concedido ad personam sul cognome, isto é, dado a uma pessoa específica e apoiado sobre o nome da família do titulado. Esta forma de título só é usada quando o Imperador deseja prestar homenagem também à família, dignificando-lhe o nome. O Brasão tem um pé de café e uma abelha como arma heráldica e pode ser usado pela Família Avellar e Almeida sem o Coronel (coroa) e a comenda, que são exclusivos do Barão e não são hereditários, conforme as leis de heráldica e do Direito Nobiliárquico: (Fonte Documental: Mário de Méroe, Estudos sobre o Direito Nobiliário, Centauro Editora, São Paulo, 2000, pgs: 25/26).



O 1º Barão do Rio das Flores e Maria Salomé estão enterrados no cemitério de Rio das Flores em túmulo restaurado por Marcos Vieira da Cunha, também sobrinho-bisneto dos 1ºs Barões de Rio das Flores, que é o restaurador das fazendas, Guaritá, Campos Elíseos, Santo Antonio, todas de sua família e que, hoje em dia, estão nas mãos de terceiros.

José Vieira Machado da Cunha, 1º Barão do Rio das Flores, c.c. Maria Salomé, 1ª Baronesa do Rio das Flores, tia bisavó de Anibal (n. 1831, f. 19/7/1864), tiveram 12 filhos:

4.1) Luisa, (n. 4/2/1849, b. 24/6/1849, tem o nome em homenagem à avó materna Luisa Maria), transcrição dos batismos do Livro 5 de Batismos da Catedral de Vassouras.

4.2) Lindolfo (n. 14/4/1850, f. 10/4/1874),

4.3) Mizael (n. 23/3/1851, f. 3/7/1913), 2º Barão do Rio das Flores, (1886), Livro 5 de Batismos da Catedral de Vassouras; c.c. Aurora Esteves Ottoni, (n. 1858, f. 1922, filha de Manuel Esteves Ottoni, c.c. Ana Amália de Araújo Maia, np de Honório Esteves Ottoni c.c. Mariana Pereira Guedes, bisneta paterna de José Eloy Ottoni, [n. 1/12/1764, f. 2/10/1851] c.c Maria do Nascimento Esteves), estão enterrados em Rio das Flores, pais de vários filhos, entre eles:

5.1) Manoel c.c. Maria do Rosário Azevedo (Rosarinho), pais de:

6.1) Luís Carlos Azevedo Vieira, f. 1994, c.c. Nancy Meireles Junqueira pais de:

7.1) Paulina, c.c Guilherme Penteado Morais, pais de: 8.1) Artur, 8.2) Joaquim.

7.2) Luciana, c.c. Marcos Pereira de Almeida, pais de 8.1) Tomás.

6.2) Sara (Sarita) c.c. Luiz Galvão de França, pais de:

7.1) Caio, s.

7.2) Carla, c.c. Ricardo Brito, pais de: 8.1) André, 8.2) Thiago, 8.3) Bruno.

5.2) Mizael Ottoni Vieira c.c. Ana Cerqueira Lima, bisneta do Visconde de Barbacena, trineta do Marquês de Barbacena.

5.3) Virginia, n. 1/4/1905, c.c. Antonio Wanderley de Araújo, neto do Barão de Cotegipe.

4.4) Manoel (n. 3/12/1852, f. 29/1/1894), Livro 5 de Batismos da Catedral de Vassouras; c.c. Emiliana Garcia (n. 9/9/1853, f. 29/8/1905), pais de Maria Salomé c.c. Belisário Vieira Ramos (autor do livro A Família Werneck, AGB Ano IV, pg. 278).

4.5) João,

4.6) Antonio Vieira da Cunha e Silva, transcrição dos batismos do Livro 5 de Batismos da Catedral de Vassouras, c.c. Carolina Castilho (Ribeiro de Avelar), pais de:

5.1) Maria Salomé c.c. Francisco Castilho de Mattos (irmão do marido de Carolina, 5.3) pais de 4 filhos:

6.1) Aidil, 6.2) Marli,

6.3) Lea c.c. João Batista Pedro Lodi, pais de 4 filhos:

7.1) José Carlos c.c. Ana Lucia, pais de: 8.1 Adriana, 8.2 Rodrigo.

7.2) Vitor Luiz c.c Lucia Bastos, pais de: 8.1 Leonardo, 8.2 Leandro.

7.3) Eliane c.c Antonio Cesar Rodrigues, pais de: 8.1 Livia.

7.4 Aidil, no 1º casamento, teve 3 filhos:

8.1) Alexandre c.c. Juliana Cerdá Mendes pais: 9.1 Leticia Lodi de Oliveira.

8.2) Marcelo e 8.3) Fernando.

7.4 Aidil, no 2º c.c. Cid Pacheco (fonte primária, 2008, dados sobre casal Maria Salomé de Avellar Vieira c.c. Francisco Castilho de Mattos, 5.1), sem geração.

6.4) Ieda c.c. Osmar Ribeiro de Almeida, pais de 3 filhos:

7.1) Lucymaria c.c. Tamar David Costa, pais de: 8.1 Flavia c.c. Elcio França Jr.

7.2) Cláudio c.c. Anna Elisabth Branquinho, pais de: 8.1 Thais, 8.2 Beatriz.

7.3) Marli c.c Sergio Araújo, pais de: 8.1 Renata, 8.2 Simone.

5.2) Antonio de Avellar Vieira (solteiro)

5.3) Carolina de Avellar Vieira c.c. Antonio Castilho de Mattos (irmão do marido de Maria Salomé, 5.1), pais de 8 filhos:

6.1) Clesio Vieira de Mattos c.c. Carlinda, pais de 1 filho.

6.2) Gleuza Vieira de Mattos (solteira)

6.3) Cleyde Vieira de Mattos c.c. Gerson Oliveira Gomes pais de 4 filhos.

6.4) Eliette Vieira de Mattos c.c. Luís Redegolo pais de 3 filhos

6.5) Leny vieira de Mattos c.c. Rinaldo Castelo Branco pais de 1 filha

6.6) Maria Regina Vieira de Mattos c.c. Ary Castro pais de 2 filhos

6.7) Antonio Roberto Vieira de Mattos c.c. Regina pais de 2 filhos

6.8) Carlos Alberto Vieira de Mattos c.c. Thereza pais de 2 filhos

5.4) José de Avellar Vieira (faleceu ainda jovem com gripe espanhola)

5.5) Alice de Avellar Vieira c.c. José Nelson de Lemos pais de 6 filhos:

6.1) Leda Vieira de Lemos 1º c.c. Avelino Santos pais de:

7.1) Cristina Lemos Santos c.c. Sergio Navarro pais de:

8.1) Igor e 8.2) Leonardo

6.2) Hélio Vieira de Lemos c.c. Leonídia Figueiredo, (irmã da esposa de Hugo) pais de 4 filhos:

7.1) Hélio Figueiredo de Lemos

7.2) Roberto Figueiredo de Lemos c.c. Solange pais de:

8.1) André Luiz e 8.2) Daniele

7.3) Cláudio Figueiredo de Lemos c.c. Lúcia pais de: 8.1) Anne

7.4) Marcelo Figueiredo de Lemos casado e pai de: 8.1) Pedro

6.3) Lygia Vieira de Lemos c.c. Manoel Gonçalves pais de 3 filhos:

7.1) Mayza de Lemos Gonçalves c.c. César Braga pais de 3 filhos:

8.1) Daniel, 8.2) Cassius e 8.3) Eduardo

7.2) Ronaldo de Lemos Gonçalves c.c. Luzia pais de 2 filhos:

8,1) Gustavo Gonçalves e 8.2) Ligia Gonçalves

7.3) Luzia de Lemos Gonçalves

6.4) Hugo Vieira de Lemos c.c. Marina Figueiredo (irmã da esposa de Hélio) pais de 5 filhos:

7.1) Ricardo Figueiredo de Lemos contraiu 3 casamentos pai de 6 filhos

7.2) Regina Figueiredo de Lemos c.c Francisco pais de:

8.1) Bárbara e 8.2) Tamara

7.3) Kátia Alice Figueiredo de Lemos c.c Alfredo pais de 2 filhas:

8.1) Sthefanie e 8.2) Thaíssa

7.4) Denise Figueiredo de Lemos c.c. André pais de 2 filhos:

8.1) Rodrigo e 8.2) Rafael

7.5) Alexandre Figueiredo de Lemos c.c Uilza s/ger

6.5) Laís Vieira de Lemos 1º c.c. Paulo Ferreira pais de 2 filhas:

7.1) Márcia Helena de Lemos Ferreira (fonte primária, 2010, dados sobre casal Carolina de Avellar Vieira c.c. Antonio Castilho de Mattos e foto do 1º Barão jovem) 1º c.c. Fernando Luiz de Azevedo Rabelo pais de: 8.1) Fernanda

7.1) Márcia Helena de Lemos Ferreira 2º c.c. Jairo Cardoso Machado pais de:

8.2) Marcius

7.2) Sandra Helena de Lemos Ferreira 1º c.c. Mauricio Pousa Coutinho pais de: 8.1) Caio

7.2) Sandra Helena de Lemos Ferreira 2º c.c. Jorge s/ger

6.6) Hilton Vieira de Lemos c.c Íris Teixeira pais de 2 filhos:

7.1) José Nelson Teixeira de Lemos c.c. Suzanna pais de:

8.1) Mikael e 8.2) David

7.2) Marcos Teixeira de Lemos c.c Mônica pais de:

5.1) Monique e 8.2) Leonardo

4.7) Honório,

4.8) José,

4.9) Maria,

4.10) Carolina casada com Dr. Virgilio Fabiano Alves, herdaram a fazenda Nazareth e depois foram para Minas Gerais.

4.11) Escolástica,

4.12) Ana.

Antonio da Cunha Carvalho c.c. Bernarda Dutra da Silveira são os avós comuns entre Anibal e o 1º e 2º Barão do Rio das Flores

Fontes de referência para estruturar o trabalho: Anuário Genealógico Latino (IGB), Vol. 4, 1952, pgs: 72, 73, 74, e Pesquisa in situ, dos testamento e inventário por Gilberto Alves Furriel da Silva, em Aiuruoca MG.

1) Testamento de Bernarda Dutra da Silveira, Aiuruoca, MG, (Bernarda ditou seu testamento a 17/4/1792, aberto a 13/2/1795) declara que Bernarda é natural e batizada na Freguesia de Nossa Sra. da Piedade da Borda do Campo, hoje Barbacena, e que é filha legítima de Francisco Furtado Dutra e de Florência Francisca das Neves, já defuntos. Bernarda declara que teve 16 filhos dos quais acham-se vivos 13 filhos:

Bento, Antonio, Francisco, Cristóvão, José, Manoel, João, Anna (5ª avó de Anibal), Thereza, Theodósia (avó do 1º Barão do Rio das Flores), Isabel, Margarida e Maria.

2) O Inventário de 5/11/1803 e o Testamento de 29/12/1802, de Antonio da Cunha Carvalho feito na fazenda dos Piloens, Aiuruoca, MG, declaram que Antonio é natural de Santo ...(?) de Molares, Arcebispado de Braga, Conselho de Solariei, Portugal, e que é filho legítimo de Antonio da Cunha e de sua mulher Theodósia Alves, já defuntos. Antonio declara que teve 13 filhos:

1) Bento, 2) Antonio, 3) Anna (5ª avó de Aníbal, viúva do Capitão-Mor Antonio de Arantes Marques, f. a 17/5/1801, Patriarca do Tronco Arantes-Aiuruoca), 4) Cristóvão, 5) José, 6) Thereza (viúva de João Ferreira Villarinho), 7) Theodósia, (avó do 1º Barão do Rio das Flores, c.c. Lourenço de Sousa Barbosa), 8) Margarida, 9) Maria, 10) João, 11) Francisco (falecido), 12) Isabel (falecida) e 13) Manoel (falecido).

Antonio da Cunha Carvalho nomeia como seu testamenteiro o genro Custódio e em 2º lugar ao seu neto, o padre Antonio Joaquim de Arantes, 3º filho de sua filha Anna (5ª avó de Aníbal). Antonio declara que sua mulher Bernarda Dutra da Silveira, morreu no dia 13/2/1793. Antonio da Cunha Carvalho morreu no dia 13/8/1803.

Antonio da Cunha Carvalho c.c. Bernarda Dutra da Silveira, pais de:

#Ana (3ª filha) descende Aníbal e de Theodósia (7ª filha) descende o 1º e 2º Barão do Rio das Flores.


#Ana (3ª filha), c.c. Capitão-Mor Antonio de Arantes Marques, Aiuruoca, MG:

# Manoel Rufino c.c. Ana Joaquina Carvalho:

#Joaquim c.c. Ana Ribeiro do Valle Carvalho (filha do 1º Barão de Cajurú):

#Ana Margarida c.c. João Antonio Avellar e Almeida e Silva, neto de Manoel de Avellar e Almeida e irmão de Maria Salomé c.c. José Vieira Machado da Cunha, 1º Barão do Rio das Flores.

#Bernardina c.c. Joaquim Rodrigues d´Almeida:

#Anna c.c. Aníbal de Barros Fernandes:

#Aníbal c.c. Maria José Giordano Del Grande:

#Ana Tereza Del Grande Arantes de Almeida c.c. Felipe Augusto Alonso.

#Enrico Arantes de Almeida Alonso

#Theodósia (7ª filha) c.c. Tenente Lourenço de Souza Barbosa, Nazareth, RJ, pais de:

#Escolástica da Cunha c.c. Capitão Manoel Vieira Machado:

#José Vieira Machado da Cunha (1º Barão do Rio das Flores) c.c. Maria Salomé Avellar e Almeida e Silva, neta de Manoel de Avellar e Almeida e irmã de João Antonio (bisavô de Aníbal).

#Mizael, (2º Barão do Rio das Flores) c.c. Aurora Esteves Ottoni, (n. 1858, f. 1922, filha de Manuel Esteves Ottoni c.c. Ana Amália de Araújo Maia).

# The Bee: Symbol of immortality and resurrection, the bee was chosen so as to link the new dynasty to the very origins of France. Golden bees (in fact, cicadas) were discovered in 1653 in Tournai in the tomb of Childeric I, founder in 457 of the Merovingian dynasty and father of Clovis. They were considered as the oldest emblem of the sovereigns of France


 


 

A seguir texto feito por Adriano Novaes (sic):

Foto 1º Barão do Rio das Flores


José Vieira Machado da Cunha nasceu em 1815, em São João Del Rei. Ainda criança veio para Valença onde seus pais adquiriram uma sesmaria a que deram o nome de Nazareth. Esta propriedade, que ainda existe com esta mesma denominação, fica localizada nas margens do ribeirão Manoel Pereira, entre Taboas e Rio das Flores. Após o falecimento da mãe, D. Escolástica Agueda de Souza, em 1830, e do pai, Manoel Vieira Machado da Cunha em 1838, herdou parte das terras da sesmaria, onde fundou a fazenda São José.

José Vieira Machado da Cunha não figura entre os grandes fazendeiros de café do Vale do Paraíba, mas está entre os mais progressistas da região, principalmente da antiga freguesia de Santa Thereza de Valença, hoje Rio das Flores. Foi um dos fundadores da matriz de Santa Thereza, doou terreno para a construção da primeira caixa de abastecimento d’água da população, foi Juiz de Paz, um dos fundadores da Companhia Estrada de Ferro Comércio a Rio das Flores e outras tantas ações de benemerência. Foi o maior incentivador do desenvolvimento urbano de Santa Thereza de Valença. Em 1865 adquiriu um sitio, que atualmente ocupa toda a área central da atual cidade de Rio das Flores e, em seguida, loteou-o permitindo que pessoas construíssem e morassem nos terrenos, pagando a ele, Barão, o arrendamento.

Foi Tenente Coronel da Guarda Nacional da Legião de Valença e contribuiu com avultada quantia em dinheiro para a construção do Asilo dos Inválidos da Pátria na Corte, durante a Guerra do Paraguai.

A 3/4/1867 ele foi agraciado, pelo Imperador D. Pedro II, com o titulo de 1º Barão do Rio das Flores, justo reconhecimento pela benemerência que praticava em Santa Thereza de Valença e à Pátria.

Casou-se em 1848, com D. Maria Salomé (Avellar e Almeida) da Silva, filha de Antonio José da Silva e Luiza de Avellar e Almeida, também fazendeiros na região. Desta união nasceram os 10 filhos:

1) Luiza Viera da Fraga, casada com Dr. Camillo Bernardino da Fraga, que foram donos da Fazenda União; 2) Misael Viera Machado da Cunha, que após o falecimento do pai tornou-se o 2º barão do Rio das Flores (a 14/8/1886) e foi casado com Aurora Esteves Ottoni Vieira, donos da fazenda Monte Alverne em Rio Preto; 3) Manoel Vieira Machado da Cunha e Silva, casado com Emiliana Garcia, foi presidente da Câmara municipal e dono da fazenda Bom Sucesso; 4) Escolástica Vieira Machado da Cunha, casada com Peregrino Vieira Machado da Cunha; 5) Carolina Vieira Fabiano Alves, casada com Dr. Virgilio Fabiano Alves, herdaram a fazenda Nazareth e depois foram para Minas Gerais; 6) Anna Vieira Machado da Cunha, casada com Dr. Belisário Vieira da Cunha; 7) Maria Vieira da Cunha, casada com Dr. Thomas Alves d’Aquino Leite, foram donos da Fazenda Monta Cavalo, também em Minas Gerais; 8) Antonio Vieira Machado da Cunha e Silva, casado com Carolina Castilho de Avellar, herdaram a fazenda São José e adquiriram a vizinha São Polycarpo; 9) José Vieira Machado da Cunha e 10) Lindolpho Vieira Machado da Cunha, morreram ainda jovens.

Nota: há diferenças entre os nomes, na seqüência, nos respectivos casamentos e no número de filhos, pois conforme AGB Ano III, pg. 323: o 1º Barão do Rio das Flores e Maria Salomé tiveram 12 filhos.

O 1º Barão do Rio das Flores faleceu a 1/11/1879, e foi sepultado no antigo cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento, onde algum tempo depois seus filhos edificaram um imponente mausoléu de mármore de carrara.

Em testamento deixou dinheiro para a reconstrução da matriz de Santa Thereza bem como para um altar dedicado a Santa Maria Salomé. No mesmo documento declarou libertos alguns escravos mais dedicados com terras para que começassem vidas novas.

O 1º Barão do Rio das Flores possuía um majestoso chalé construído ao lado da matriz de Santa Thereza, com jardim gradeado na frente.

Em sua homenagem a atual rua Aniceto de Medeiros, aberta em 1896, foi batizada Rua Barão do Rio das Flores substituída tempos depois pela atual denominação.

 

Texto e pesquisa: Adriano Novaes

Fontes: Testamento do Barão do Rio das Flores – 1879. Processo Nº 3719/caixa 361. Museu da Justiça – Rio de Janeiro.

Embargo de Obra – Tenente Coronel Jose Vieira Machado da Cunha (embargante) e Jose Luis Garcia e sua mulher (embargados) – 1866. Processo Nº 2870/caixa 293. Museu da Justiça - Rio de Janeiro. Correspondências, escrituras, atas da Câmara Municipal e outros documentos que compõem o Arquivo Histórico do Museu de Historia Regional de Rio das Flores.

ANDRADE, Eloy de. O Vale do Paraíba. Rio de Janeiro: Real Rio Gráfica e Editora LTDA, 1989.

 

 

 
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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes