Barão de AVELLAR E ALMEIDA


Decreto Registrado no Livro X, Pag. 70, Seção Histórica do Arquivo Nacional.


Autor: Aníbal de Almeida Fernandes, 4º neto de Manoel de Avellar e Almeida, Patriarca da família Avellar e Almeida de Vassouras.

O casal Manoel e Susana de Avellar e Almeida, 4ºs avós de Anibal, era dono da Fazenda Boa Vista do Mato Dentro. O casal tem o inventário nº 435 da Caixa nº 90 do Centro de Documentação Histórica da Universidade Severino Sombra, de Vassouras, informado nas pgs 280, 281, 282 e 305 do livro E o Vale era o escravo, do autor Ricardo Salles.


Junho, 2011, atualizado Novembro, 2016.

A filiação segue os dados levantados por Francisco Klors Werneck em paróquias de Vassouras e informados no seu trabalho:

1ºs Povoadores de Vassouras e seus descendentes; pgs: 11 a 18.


Colaboração de José Roberto de Vasconcellos Nunes pesquisador, coordenador e criador da lista de genealogia Gen-Minas@yahoogrupos.com.br

Laurindo de Avellar e Almeida, Barão de Avellar e Almeida, título concedido a 7/1/1881 ad personam sul cognome por Dom Pedro 2º que, com essa modalidade de concessão de título, quis homenagear a Família Avellar e Almeida, era Comendador da Imperial Ordem de Cristo. Portanto o Brasão pode ser usado pela família, (Fonte Documental: Mário de Méroe, Estudos sobre o Direito Nobiliário, Centauro Editora, São Paulo, 2000).

Nascido a 5/12/1849 em Vassouras, e falecido a 25/11/1902, no Rio de Janeiro.

Filho de José de Avellar e Almeida, Barão do Ribeirão (1867), tio 3º avô de Anibal, e de Ana Barbosa de Sá, filha de Francisco Rodrigues Alves, a quem, a 6/10/1782, foi concedida a sesmaria de Vassouras e Rio Bonito onde, a partir de 1792, ele já plantava café, era irmã do 1º Barão de Santa Justa, (1866), era tia, do(1876) e do(1886), Barão de Santa Justa, da Baronesa de Meneses, da Baronesa de Santa Fé e da Viscondessa de Ibituruna.


O Barão de Avellar e Almeida é neto de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Anibal, Patriarca da Família Avellar e Almeida.

O Barão de Avellar e Almeida é bisneto de Manoel Coelho de Avellar.


Laurindo de Avellar e Almeida, Barão de Avellar e Almeida trabalhou intensamente para o progresso de Vassouras. Foi acionista da Companhia Ferro Carril Vassourense; colaborou para a melhoria da Estrada Vassouras-Massambará, junto com os seus irmãos, o Barão de Massambará (1867) e o Visconde de Cananéia (1881). Foi um dos fundadores do Partido Republicano de Vassouras, ocorrido em junho de 1888, em virtude de seu descontentamento com o Governo do Império pela promulgação da Lei Áurea, que libertou os escravos no Brasil. Vereador à Câmara Municipal de Vassouras na legislatura iniciada em 1894.


Stanley J. Stein, em seu livro Vassouras, a Brazilian Coffee County, 1850-1900, editado pela Harvard Historical Studies, 1957





Laurindo de Avellar e Almeida, Barão de Avellar e Almeida casou-se 3 vezes: com 7 filhos no total:

1º c.c. Laurinda, filha de sua irmã Bernardina de Avellar Werneck, pais de:

1) Laurinda

2º c.c. Maria José, filha do seu irmão José de Avellar e Almeida Jr. e de Maria Cândida Botelho pais de:

2) América, c.c. Manoel de Mello Affonso pais de 12 filhos:

1) Otávio, 2) Manoel, 3) Maria José, 4) José, 5) Dalila, 6) Horácio, 7) Judith, 8) Olga,

9) Alberto Avellar de Mello Affonso (94 anos em 2010, já falecido) c.c. Maria Leopoldina Gomes Ramos (96 anos em 2010) pais de 2 filhos:

1º) Antonio Carlos, divorciado de Eliana Uchoa pais de: Joana e Gustavo,

2º) Carlos Alberto, c.c. Ana Lúcia Amaral pais de: Ana Catarina e Ana Letícia,

10) América, 11) Alice gêmea, 12) Eunice gêmea.


3º c.c. Maria Ursulina Peçanha da Silva, filha de Antonio José da Silva, Capitão de Mar e Guerra honorário e de Carolina de Azevedo Peçanha, pais de 5 filhos:


3º) Elvira;


4º) Raul, em 1908, c.c. Helena O’Reilly Pinheiro, pais de:


*Laurindo c.c. Haidine de Castilho Lima, pais de 2 filhos:


#Raul Lima de Avellar e Almeida c.c. Célia Maria de Oliveira pais de 2 filhas:


Liara c.c. José Carlos de Souza, pais de: Lara Avellar e Almeida de Souza.


Melanie c.c. Marcos Vinícius de Lamonica Freire.


#Kyra, fal.


*Laurindo união estável com Marinete Mariana Siqueira, pais de:


#Lauro de Avellar e Almeida (*4/5/1967) c.c. Rozana da Rocha Freitas pais de:


7.1) Ana Leticia Freitas de Avellar e Almeida (*20/5/1998)


7.2) Pedro Cezar Freitas de Avellar e Almeida (*1/8/2013)


5º) José; 6º) Maria da Glória; 7º) Alice.



Foto da Baronesa Maria Ursulina Peçanha da Silva (3ª esposa do Barão)

Fonte: Anuário Genealógico Brasileiro, vol.VII, 1945, pág. 183


BRASÃO do Barão de AVELLAR e ALMEIDA


Carta de Brasão concedida a 22/11/1881 e registrada no Livro II, fls 9/11, do Cartório de Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil.

Brasão de Armas: Em campo de ouro, uma banda de góles, carregada de três estrelas de prata de cinco raios, postas em pala, entre um cafeeiro de sua cor e frutos de góles, à sinistra, e uma abelha de sua cor à destra.

Divisa: Virtute et Honore.

INTERPRETAÇÃO

A banda diagonal vermelha com 3 estrelas de prata, postas em pala, representa trabalho árduo, que se confirma na abelha, à direita, simbolizando operosidade.

O cafeeiro mostra a atividade do Barão: fazendeiro de café, como toda a família Avellar e Almeida, que tem mais 6 titulares: Barão do Ribeirão, Barão de Massambará, Barão e Visconde de Cananéia, 2º Barão do Rio das Flores e a 1ª Baronesa do Rio das Flores e a Baronesa de Werneck.O casal tronco da Família Avellar e Almeida é Manoel de Avelar e Almeida e Susana Maria de Jesus radicados em Vassouras, RJ,  4ºs avós de Anibal.

A divisa em latim significa: Virtude e Honra que é a afirmação dos valores sociais da família Avellar e Almeida.

ENFOQUE HISTÓRICO

Barão de Avellar e Almeida foi um título concedido pelo Imperador ad personam sul cognome isto é, dado a uma pessoa específica e apoiado sobre o nome da família do titulado. Esta forma é usada quando o Imperador deseja prestar homenagem também à família, dignificando-lhe o nome. 



BRASÃO da FAMÍLIA AVELLAR e ALMEIDA


Este Brasão foi concedido por Carta de Brasão em 1881, e está registrado no Cartório da Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil, Livro II, folhas 9/11, ao Barão de Avellar e Almeida, Decreto de 7/1/1881, cujo título está registrado no Livro X pág. 70 Seção Histórica do Arquivo Nacional. É um título concedido ad personam sul cognome, isto é, dado a uma pessoa específica e apoiado sobre o nome da família do titulado. Esta forma de título só é usada quando o Imperador deseja prestar homenagem também à família, dignificando-lhe o nome. O Brasão tem um pé de café e uma abelha como arma heráldica e pode ser usado pela Família Avellar e Almeida sem o Coronel (coroa) e a comenda, que são exclusivos do Barão e não são hereditários, conforme as leis de heráldica e do Direito Nobiliárquico: Fonte Documental: Mário de Méroe, Estudos sobre o Direito Nobiliário, Centauro Editora, São Paulo, 2000, pgs: 25/26.



Nota: nos 67 anos do Império, (1º Reinado: 1822-7/4/1831 e o 2º Reinado: 1840-15/11/1889), foram concedidos 1.211 títulos nobiliárquicos, para 986 Titulares (0,0070% da população) e só houve registro de 239 Brasões (0,0017% da população) dos quais, apenas 5 Brasões contém o cafeeiro em suas armas como é o caso do Brasão da Família Avellar e Almeida e de Bemposta, Vargem Alegre, Silveiras e Visconde de Aguiar Toledo.

Outros 18 brasões apenas contêm o ramo de cafeeiro: Boa Vista, Castelo, Goiânia, Guaribú, Parayba, Ipojuca, Lorena, Santa Justa, São Luiz, Almeida Ramos, Serro Formoso, Vila Flor, Santa Fé, Japaratuba, Barra Mansa, Ariró, Santa Clara, Tymbohy.

 Fontes, pesquisadas para documentar esse trabalho:

*Anuário Genealógico Brasileiro Ano: I, II, III, IV, VI, VII e IX, publicações do Instituto Genealógico Brasileiro.

*Werneck, Francisco Klörs, Primeiros Povoadores de Vassouras, artigo não publicado.

*Rheingantz, Carlos, G., Titulares do Império, Arquivo Nacional, RJ, 1960.

*Silva, Rudy Mattos, Galeria Vassourense, Editora Valença, RJ, 1999.

*Machado, Lielza Lemos, Imagens de Vassouras, Gráfica Palmeiras, RJ, 1994.

*Raul Lima de Avellar e Almeida, bisneto do Barão de Avellar e Almeida, fonte primária, 2011.


A Abelha como arma heráldica:


The Bee: Symbol of immortality and resurrection, the bee was chosen so as to link the new dynasty to the very origins of France. Golden bees (in fact, cicadas) were discovered in 1653 in Tournai in the tomb of Childeric I, founder in 457 of the Merovingian dynasty and father of Clovis. They were considered as the oldest emblem of the sovereigns of France.



 
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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes