Barão do RIBEIRÃO


Decreto Registrado no Livro VIII, Pag. 145, Seção Histórica do Arquivo Nacional.




BRASÃO DE ARMAS: Escudo partido em pala: na primeira de prata, três faixas de vermelho, carregada cada uma de três besantes de ouro e na segunda uma cruz de góles, florida.


 Anibal de Almeida Fernandes, sobrinho-trineto do Barão do Ribeirão, Julho, 2012, atualizado Novembro, 2017.


A filiação da família Avellar e Almeida segue Francisco Klors Werneck, com vários trabalhos publicados, pesquisador de Paróquias fluminenses em seu trabalho: 1ºs Povoadores de Vassouras e seus descendentes, trabalho do Autor, não publicado.



Nota: O scholar de Princeton, Stanley J. Stein, em seu livro Vassouras, a Brazilian Coffee County, 1850-1900, editado pela Harvard Historical Studies, na pg. 121, informa que os grandes clãs familiares de Vassouras eram: Correa e Castro, Werneck, Ribeiro de Avellar, Paes Leme, Teixeira Leite e Avellar e Almeida.




José de Avellar e Almeida, Barão do Ribeirão, a 22/6/1867, é tio 3ºavô de Anibal. Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional e Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa. Nasceu em 1800, em Vassouras, RJ, onde faleceu a 26/3/1873.


O Barão do Ribeirão é filho de Manoel de Avellar e Almeida, Patriarca da Família Avellar e Almeida, 4º avô de Aníbal, e de sua mulher Susana Maria de Jesus, radicados em Sacra Família do Tingá, Vassouras, RJ, no fim do século XVIII.


O casal Manoel e Susana de Avellar e Almeida, 4ºs avós de Anibal, era dono da Fazenda Boa Vista do Mato Dentro. O casal tem o inventário nº 435 da Caixa nº 90 do Centro de Documentação Histórica da Universidade Severino Sombra, de Vassouras, informado nas pgs 280, 281, 282 e 305 do livro E o Vale era o escravo, do autor Ricardo Salles.



O Barão do Ribeirão é neto paterno de Manoel Coelho de Avellar e Maria Rosa de Almeida 5ºs avós de Anibal, naturais e batizados na Freguesia de São Pedro da Ponta Delgada da Ilha das Flores, Angra do Heroísmo, Açores.


Palacete Barão do Ribeirão na Praça da Matriz, Vassouras





Aníbal de Almeida Fernandes, (na porta na foto 1999), Setembro, 2015.


Situado à rua Barão de Vassouras, Vassouras, RJ: Sua elegante arquitetura neoclássica resulta de várias reformas e acréscimos, feitas no local onde estava a casa do início do séc. XIX, de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Anibal, Patriarca da Família Avellar e Almeida, 4ºavô de Anibal, proprietário da fazenda Boa Vista do Mato Dentro, pai do Barão do Ribeirão, e avô do Barão de Avellar e Almeida, do Barão de Massambará, do Visconde de Cananéia, da 1ª Baronesa do Rio das Flores, da 1ª mulher do Barão de Werneck e bisavô do 2º Barão do Rio das Flores. O inventário de Manoel de Avellar e Almeida, (Centro de Documentação Histórica Severino Sombra, inventário nº 435, caixa 90), mostra que a casa original era simples e não tinha nada do aspecto neoclássico do Palacete reformado. Com a morte de Manoel de Avellar e Almeida, a 27/4/1848, a propriedade passou para o seu filho, o Barão do Ribeirão, (Decr. 22/6/1867), tio-trisavô de Anibal, que foi quem deu o aspecto atual ao Palacete, considerado o mais requintado exemplo de arquitetura neoclássica de Vassouras. Depois da morte do Barão do Ribeirão, o palacete passou para seu filho, o Visconde de Cananéia, (Decr. 18/9/1886), vulto de prestígio em Vassouras e na Corte Imperial. Em 1876, a Princesa Isabel e o Conde d’Eu vieram especialmente a Vassouras, a convite do então Barão de Cananéia  hospedando-se no belíssimo palacete neoclássico. A cama onde dormiu o casal imperial tem a inscrição do fato na madeira da trave do leito, com a respectiva data, e hoje pertence a Alberto Avellar de Mello Affonso (+2010), ultimo neto vivo do Barão de Avellar e Almeida e sobrinho-neto do Visconde de Cananéia. O Palacete foi transformado em Fórum, a 11/12/1895, quando já deixara de ser do Visconde de Cananéia. Em 1958, o palacete foi tombado pelo Patrimônio Cultural. Quando Aníbal esteve em Vassouras, (foto 1999), o palacete ameaçava ruir por conta de chuvas e cupins. No séc. XXI pertence à Prefeitura de Vassouras e é o Paço Municipal. A porcelana de festa na casa de meus avós Joaquim e Bernardina em Araraquara, SP, era Limòges = francesa. Nota: eu tenho um dos aparelhos de chá, que a tradição oral familiar diz que foi usado pela Princesa Izabel, na sua estada com o Conde d’Eu, no palacete do nosso primo o Visconde Cananéia, em 1876, para confirmar essa tradição, e evitar bazofia irreal, analisei as 37 marcas Limòges, desde o sec. XVIII, e encontrei a marca J. Pouyat, a partir de 1842, que é a única, entre as 37 marcas com o L na cor verde da marca, como está na minha louça, o que corrobora a tradição oral familiar)




O Barão do Ribeirão era fazendeiro de café e dono das fazendas: Cachoeira com 350 alqueires, Cachoeira do Mato Dentro, Ribeirão Alegre e Retiro.



Casa da Fazenda Cachoeira do Mato Dentro





O Barão do Ribeirão casou-se com Ana Barbosa de Sá.


O casal teve 13 filhos que são netos de Manoel de Avellar e Almeida, 4ºavô de Anibal, Patriarca da Família Avellar e Almeida:


1º) Marcelino, Barão de Massambará (1867),


2º) Bernardino, Visconde de Cananéia (1886),


3º) Hilário (Ilídio), 4º) Inácio,


5º) Laurindo, Barão de Avellar e Almeida (1881),


6º) Bernardina, 7º) Maria José, 8º) Porcina, 9º) Ana, 10º) José,


11º) Laurinda, c.c. Antonio José Barbosa de Andrade, filho do Barão de Piabanha, cuja irmã Mariana de Andrade é c.c. Jose Ricardo de Oliveira Belo que é irmão de Mariana Candido de Oliveira Belo c.c. o brigadeiro Francisco de Lima e Silva, pais do Duque de Caxias.


12º) Maria do Nascimento 1ª mulher de José Quirino da Rocha Werneck, Barão de Werneck (1882),


13º) Carolina.




BRASÃO da FAMÍLIA AVELLAR e ALMEIDA


Este Brasão foi concedido por Carta de Brasão em 1881, e está registrado no Cartório da Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil, Livro II, folhas 9/11, ao Barão de Avellar e Almeida, Decreto de 7/1/1881, cujo título está registrado no Livro X pág. 70 Seção Histórica do Arquivo Nacional. É um título concedido ad personam sul cognome, isto é, dado a uma pessoa específica e apoiado sobre o nome da família do titulado. Esta forma de título só é usada quando o Imperador deseja prestar homenagem também à família, dignificando-lhe o nome. O Brasão tem um pé de café e uma abelha como arma heráldica e pode ser usado pela Família Avellar e Almeida sem o Coronel (coroa) e a comenda, que são exclusivos do Barão e não são hereditários, conforme as leis de heráldica e do Direito Nobiliárquico: Fonte Documental: Mário de Méroe, Estudos sobre o Direito Nobiliário, Centauro Editora, São Paulo, 2000, pgs: 25/26.


Fontes pesquisadas para estruturar este trabalho:


Anuário Genealógico Brasileiro (AGB). Ano: I, II, III=pág. 309, IV, VI, VII e IX, publicações do Instituto Genealógico Brasileiro (IGB).


#Werneck, Francisco Klörs, Primeiros Povoadores de Vassouras, artigo não publicado, resultante de sua pesquisa da genealogia fluminense nas paróquias da região.


#Rheingantz, Carlos, G., Titulares do Império, Arquivo Nacional, RJ, 1960.


#Silva, Rudy Mattos da, Galeria Vassourense, Editora Valença, RJ, 1999.


#Machado, Lielza Lemos, Imagens de Vassouras, Gráfica Palmeiras, RJ, 1994.


#Souza, Adriana Barreto de, Duque de Caxias Civilização Brasileira, 2008, RJ.


#Guia Cultural Vale do Café: foto casa da fazenda Cachoeira do Mato Dentro


# The Bee: Symbol of immortality and resurrection, the bee was chosen so as to link the new dynasty to the very origins of France. Golden bees (in fact, cicadas) were discovered in 1653 in Tournai in the tomb of Childeric I, founder in 457 of the Merovingian dynasty and father of Clovis. They were considered as the oldest emblem of the sovereigns of France.



# Marcas Limòges pesquisadas para confirmar a veracidade da tradição oral sobre o aparelho de chá herdado por Anibal. 


#Progênie de Ana Barbosa de Sá: há uma divergência sobre a filiação de Ana Barbosa de Sá conforme as pesquisas feitas por pesquisadores da região fluminense:




1) Francisco Klors Werneck: pesquisador das paróquias fluminenses que resultou no trabalho 1ºs Povoadores de Vassouras e seus descendentes onde o autor registra Ana Barbosa de Sá como filha de Francisco Rodrigues Alves, a quem foi concedida, a 6/10/1782, a sesmaria de Vassouras e Rio Bonito, que serve de fonte para esse trabalho e mesmo conhecendo, não aceitou como correto o tal documento da progênie da Baronesa do Ribeirão encontrado pelo casal identificado em 2.


Francisco Klors Werneck é Cidadão Vassourense, (1984), Membro do Instituto Genealógico do Rio de Janeiro e de São Paulo. Instituto Histórico de Niterói e Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais é autor do livro História e Genealogia Fluminense (1947), tem vários artigos publicados sobre suas pesquisas genealógicas pelo Instituto Genealógico Brasileiro (IGB): Anuário Genealógico Latino, Vol. 4, 1952: pgs 415 a 469, Revista Genealógica Brasileira, Ano VII, 1946: pgs 59 a 78.


2) Roberto Menezes de Moraes: autor do trabalho Notas para a Correção à Genealogia dos Rodrigues Alves Barbosa (2001) junto com Vilma Dutra Novaes registra Ana Barbosa de Sá, como neta de Francisco Rodrigues Alves é filha de Francisco Rodrigues Barbosa e Mariana Rosa de Jesus. O Genealogista Francisco Klors Werneck conhecia essa versão e não concordava com ela, o estranho é que essa versão só foi publicada depois da morte dele e um dos autores informou ao titular do www.sfreinobreza.com/NobAZ.htm, que Klors Werneck não tinha competência para falar sobre a genealogia de Vassouras por não conhecer a Cidade!!??, apesar das fontes acima relacionadas.


 


 

 
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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes