7 TITULARES AVELLAR E ALMEIDA NO IMPÉRIO DO BRASIL e o avô comum com Anibal


 



BRASÃO da FAMÍLIA AVELLAR e ALMEIDA


  Este Brasão foi concedido por Carta de Brasão em 1881, e está registrado no Cartório da Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil, Livro II, folhas 9/11, ao Barão de Avellar e Almeida, Decreto de 7/1/1881, cujo título está registrado no Livro X pág. 70 Seção Histórica do Arquivo Nacional. É um título concedido ad personam sul cognome, isto é, dado a uma pessoa específica e apoiado sobre o nome da família do titulado. Esta forma de título só é usada quando o Imperador deseja prestar homenagem também à família, dignificando-lhe o nome. O Brasão tem um pé de café e uma abelha como arma heráldica e pode ser usado pela Família Avellar e Almeida sem o Coronel (coroa) e a comenda, que são exclusivos do Barão e não são hereditários, conforme as leis de heráldica e do Direito Nobiliárquico: Fonte Documental: Mário de Méroe, Estudos sobre o Direito Nobiliário, Centauro Editora, São Paulo, 2000, pgs: 25/26.


 



Aníbal de Almeida Fernandes 4º neto de Manoel de Avellar e Almeida,

 


  Patriarca da Família Avellar e Almeida, Maio, 2013, atualizado, Setembro, 2017.

 



Nota: O scholar de Princeton, Stanley J. Stein, em seu livro Vassouras, a Brazilian Coffee County, 1850-1900, editado pela Harvard Historical Studies, nas pgs. 16, 41  e 121, informa que os grandes clãs familiares de Vassouras eram:

 



Correa e Castro, Werneck, Ribeiro de Avellar, Paes Leme, Teixeira Leite 


e Avellar e Almeida.

 




 


 

 


Casarões Vassouras, 1859: Barão Avellar Almeida e Visconde Cananéia

 


  O casal Manoel e Susana de Avellar e Almeida, 4ºs avós de Anibal, era dono da Fazenda Boa Vista do Mato Dentro. O casal tem o inventário nº 435 da Caixa nº 90 do Centro de Documentação Histórica da Universidade Severino Sombra, de Vassouras, informado nas pgs 280, 281, 282 e 305 do livro E o Vale era o escravo, do autor Ricardo Salles.

 



1º) Barão do Ribeirão, tio 3º avô de Aníbal, a 22/6/1867: José de Avellar e Almeida. O Barão do Ribeirão é filho de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Aníbal. Decreto Registrado no Livro VIII, Pag. 145, Seção Histórica do Arquivo Nacional. 

 


Seu palacete, na praça central de Vassouras, é a mais bela construção neoclássica da cidade, sua escadaria é grandiosa e imponente. Foi transformado em Fórum em 1895, quando já deixara de ser do Barão e do seu filho, o Visconde de Cananéia. Em 1958, o palacete foi tombado pelo Patrimônio Cultural no séc, XXI voltou a ser a Câmara Municipal, após uma completa reforma feita pelo eng. Antonio Carlos Ramos de Mello Affonso trineto do Barão do Ribeirão. O Barão foi tenente-coronel da Guarda Nacional e Cavaleiro da Ordem da Rosa e era dono das fazendas: Cachoeira (350 alqueires), Mato Dentro, Ribeirão Alegre, Retiro. Faleceu em Vassouras a 26/3/1874. 


O Brasão do Barão do Ribeirão está registrado no Cartório de Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil.

 


 

 


 

 


  Brasão de Armas: Escudo partido em pala: na primeira de prata, três faixas de vermelho, carregada cada uma de três besantes de ouro e na segunda uma cruz de góles, florida.

 



2º) Barão de Massambará a 4/9/1867: Marcelino de Avellar e Almeida era comissário de café no Rio de Janeiro e foi Comendador da Ordem da Rosa e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Foi, também, Presidente do Conselho de Intendência, (nome da Câmara Municipal no início da República). O Barão de Massambará é neto de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Aníbal. Decreto Registrado no Livro VIII, Pag. 155, Seção Histórica do Arquivo Nacional.

 


  O Barão de Massambará é nome de Rua em Vassouras e seu palacete pertence, hoje em dia, à Fundação Severino Sombra.

 



3º) Barão (1868) e Visconde de Cananéia a 18/9/1886: Bernardino Rodrigues de Avellar. 


O Visconde de Cananéia foi um dos mais destacados membros da nobreza de Vassouras, onde era vulto de prestígio e, também tinha prestígio na Corte Imperial tanto que, em 1876, a Princesa Isabel e o Conde d’Eu vieram especialmente a Vassouras, a convite do Visconde hospedando-se no belíssimo palacete Cananéia, que o Visconde herdara do pai, o Barão do Ribeirão.  


Palacete Ribeirão/Cananéia na Praça da Matriz, Vassouras

 


 

 


Depois da morte do Barão do Ribeirão, o prédio passou para seu filho, o Visconde de Cananéia, (a 18/9/1886), vulto de prestígio em Vassouras e na Corte Imperial. Em 1876, a Princesa Isabel e o Conde d’Eu vieram especialmente a Vassouras, a convite do Visconde, hospedando-se no palacete do Visconde de Cananéia. A cama onde dormiu o casal imperial tem a inscrição do fato na madeira da trave do leito, com a respectiva data, e pertence a Alberto Avellar de Mello Affonso, primo de Anibal que é sobrinho-neto do Visconde de Cananéia. O Visconde era um benemérito, gastou para auxiliar a cidade, mais de 22 contos de réis em dinheiro e 120 contos em gêneros alimentícios, roupas e remédios, na época da epidemia de febre amarela, em 1880. Tal gasto, numa época que o café já entrara em decadência, arruinou o Visconde. A 3/6/1882, a cidade assistiu uma festa em homenagem ao Visconde, feita pelos pobres, que passou à história do município como a Festa da Pobreza. Foi tenente-coronel da Guarda Nacional e Comendador da Ordem da Rosa. Faleceu em Vassouras a 12/4/1896. O Visconde de Cananéia é neto de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Aníbal. Decreto Registrado no Livro VI, Pag. 7, Seção Histórica do Arquivo Nacional.


Até 1925 as filhas vestiam-se para as festas com roupas que vinham de Paris e os saraus eram com champagne e bons tintos franceses, com boas conversas e música, os rapazes tocavam violino e as moças tocavam piano, num arremedo de corte no sertão. A porcelana para uso diário era Vista Alegre branca (eu tenho a sopeira e a molheira), que vinha de Portugal às dúzias, uma vez que havia um contrato de fornecimento direto para vovô, sempre com o monograma R. Almeida da Família gravado, pois eram 12 filhos e a quebradeira da louça era enorme. A porcelana de festa era Limòges = francesa (eu tenho o aparelho de chá que a tradição oral familiar diz que foi usado pela Princesa Izabel, na sua estada com o Conde d’Eu, no palacete do nosso primo o Visconde Cananéia, em 1876, para confirmar essa tradição analisei as 37 marcas Limòges, desde o sec. XVIII, e encontrei a marca J. Poyat, a partir de 1842, que é a única entre as 37 com o L na cor verde da marca como está na minha louça, o que corrobora a tradição oral familiar) e Maestricht = holandesa (eu tenho a sopeira). Os cristais eram Saint Louis, franceses, (eu tenho várias peças).


 



 


 


Fazenda do Visconde Cananéia



4º) Barão de Avellar e Almeida a 07/1/1881: Laurindo de Avellar e Almeida, Comendador da Ordem de Cristo. Faleceu no Rio de Janeiro a 25/11/1902.



  Brasão Avellar e Almeida

 


 

 


A “Banda” diagonal vermelha com 3 estrelas de prata, postas em pala, representa trabalho árduo. A “Abelha”, à direita, simboliza a operosidade, confirmando o trabalho árduo. O “Cafeeiro”, à esquerda, mostra a atividade do Barão de Avellar e Almeida que era fazendeiro de café.A divisa em latim Virtute et Honore significa Virtude e Honra, que é uma confirmação dos valores éticos e sociais da família Avellar e Almeida.

 O Barão de Avellar e Almeida é neto de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Aníbal. 

 



 Stanley J. Stein, em seu livro Vassouras, a Brazilian Coffee County, 1850-1900, editado pela Harvard Historical Studies, 1957





5º) Maria de Avellar, 1ª mulher de José Quirino da Rocha Werneck, Barão de Werneck a 24/8/1882. Maria é neta de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Aníbal. Decreto Registrado no Livro X, Pag. 125, Seção Histórica do Arquivo Nacional.

 


  Brasão Barão Werneck

 





 




6º) Maria Salomé de Avellar e Almeida e Silva, 1ª Baronesa do Rio das Flores, (é irmã do bisavô de Anibal), por seu marido, José Vieira Machado da Cunha, 1º Barão do Rio das Flores, a 3/4/1867, são tios bisavós de Anibal.


 









Eles estão enterrados no cemitério de Rio das Flores em túmulo restaurado por Marcos Vieira da Cunha, também sobrinho-bisneto dos 1ºs Barões do Rio das Flores que foi proprietário e restaurador das fazendas, Guaritá, Campos Elíseos, Santo Antonio, todas de sua família e, hoje em dia, estão nas mãos de terceiros. Maria Salomé teve 12 filhos, entre eles o 2º Barão do Rio das Flores. Maria Salomé morreu na Fazenda Monte Alverne e o 1º Barão do Rio das Flores não mais se casou. O 1º Barão do Rio das Flores casou-se com Maria Salomé, nasc. 1831, fal. 19/7/1864, filha de Antonio José da Silva (conforme a transcrição dos batismos do Livro 5 de Batismos da Catedral de Vassouras: de Luisa 1ª filha do casal e dos filhos Mizael, futuro 2º Barão do Rio das Flores, Manoel e Antonio) e filha de Luisa Maria de Avellar e Almeida.



 
RJ - Igreja Nossa Senhora da Gloria em16-05-1853 Manoel, f.l. Jose Vieira Machado da Cunha e D. Maria Salome da Silva Vieira, NP Cap. Manoel Vieira Machado e D. Escolastica Agueda de Souza, NM [dobra] Jose da Silva e D. Luiza de Avelar (3ºs avós de Aníbal) Fe[dobra]gueira, Nasceu a 03-12-1852 PP Major Antonio Vieira Machado da Cunha e D. Maria Leopoldina Vieira [dobra]



 



7º) 2º Barão do Rio das Flores a 14/8/1886 (é primo-irmão de Bernardina, avó de Anibal): Mizael Vieira Machado da Cunha (n. 23/3/1851, f. 3/7/1913), é filho do 1º Barão do Rio das Flores e Maria Salomé,eracasado com Aurora Esteves Ottoni (n. 1858, f. 1922, filha de Manuel Esteves Ottoni c.c. Ana Amália de Araújo Maia, np. de Honório Esteves Ottoni c.c. Mariana Pereira Guedes, bisneta paterna de José Eloy Ottoni, [n. 1/12/1764, f. 2/10/1851] c.c Maria do Nascimento Esteves), estão enterrados em Rio das Flores, pais de vários filhos. O 2º Barão do Rio das Flores é bisneto de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Aníbal. Decreto Registrado no Livro XI, Pag. 96, Seção Histórica do Arquivo Nacional.

 





 


Primos e Fontes PESQUISADAS:





1] José Guimarães relaciona identifica na Genealogia Paulistana, de Luiz Gonzaga da Silva Leme, (*1852 - †1919):




Título Moraes: Volume VII

 Pág. 03, Pg. 25 e 56: Título Moraes > Accenço de Moraes, 10ºavô de Aníbal.

 Volume VII pg 3 > Moraes: Esta família teve princípio em Balthazar de Moraes de Antas, 12º avô de Anibal, que de Portugal passou a S. Paulo onde casou com Brites Rodrigues Annes f.ª de Joanne Annes Sobrinho, que de Portugal tinha vindo a esta capitania trazendo solteiras três filhas, que todas casaram com pessoas de conhecida nobreza.

 Pedro Taques, de quem copiamos esta notícia sobre os Antas Moraes e que por sua vez copiou-a do título dos Braganções na livraria de José Freire Monte Arroio Mascarenhas em 1757.


2] Francisco Klors Werneck é Cidadão Vassourense, (1984), Membro do Instituto Genealógico do Rio de Janeiro e de São Paulo. Instituto Histórico de Niterói e Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais é autor do livro História e Genealogia Fluminense (1947), tem vários artigos publicados sobre suas pesquisas genealógicas pelo Instituto Genealógico Brasileiro (IGB): Anuário Genealógico Latino, Vol. 4, 1952: pgs 415 a 469, Revista Genealógica Brasileira, Ano VII, 1946: pgs 59 a 78.


 




 




3] José de Avellar Fernandes (n. 1892, f. 1981) conceituado genealogista (com biografia publicada na Revista Genealógica Brasileira, nº 14), que, num artigo publicado no Anuário Genealógico Latino, Vol. 4, 1952, página 76, item 47, informa que o pai de Manoel, o Alferes Manoel Coelho de Avellar, 5º avô de Aníbal, descende de Diogo Gonçalves, c.c. Urraca Mendes de Bragança, irmã de Fernando Mendes de Bragança, o Bravo, ambos filhos de Mendo Fernandes de Bragança, Rico Homem e Alferes Mor de seu primo-irmão Afonso Henriques, (1109-1185), 1º Rei de Portugal, (Dinastia de Borgonha, 1139 a 1383) ambos netos de Afonso VI, 14º Rei de Leão e 3º Rei de Castela


4] VASSOURAS a Brazilian Coffee County, 1850-1900 StanleyStein, Harvard University, 1957, pgs: 16, 41, 80, 92, 110, 121, 129, 141, 161, 213-232



 


 
  

 



 

 
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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes