CONCEDIDO AO BARÃO DE AVELLAR E ALMEIDA - 1881

BRASÃO da FAMÍLIA AVELLAR e ALMEIDA


Este Brasão foi concedido por Carta de Brasão em 1881, e está registrado no Cartório da Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil, Livro II, folhas 9/11, ao Barão de Avellar e Almeida, Decreto de 7/1/1881, cujo título está registrado no Livro X pág. 70 Seção Histórica do Arquivo Nacional. É um título concedido ad personam sul cognome, isto é, dado a uma pessoa específica e apoiado sobre o nome da família do titulado. Esta forma de título só é usada quando o Imperador deseja prestar homenagem também à família, dignificando-lhe o nome. O Brasão tem um pé de café e uma abelha como arma heráldica e pode ser usado pela Família Avellar e Almeida sem o Coronel (coroa) e a comenda, que são exclusivos do Barão e não são hereditários, conforme as leis de heráldica e do Direito Nobiliárquico: Fonte Documental: Mário de Méroe, Estudos sobre o Direito Nobiliário, Centauro Editora, São Paulo, 2000, pgs: 25/26.


Anibal de Almeida Fernandes, atualizado, Novembro, 2016.


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INTERPRETAÇÃO HERÁLDICA


Este Escudo de Armas deriva diretamente do Brasão da família AVELAR nas cores: vermelho e ouro e estrelas em prata e do Brasão da família ALMEIDA nas cores vermelho e ouro.


A legenda Virtude e Honra resume a ética e os princípios da Família Avellar e Almeida.



A Banda diagonal vermelha com 3 estrelas de prata, postas em pala, representa trabalho árduo


A Abelha, à direita, simboliza a operosidade, confirmando o trabalho árduo.



O Cafeeiro, à esquerda, mostra a atividade do Barão de Avellar e Almeida, Laurindo de Avellar e Almeida, que era fazendeiro de café como toda a família AVELLAR e ALMEIDA que, além do Barão de Avellar e Almeida, tem mais outros 6 titulares, todos esses 7 titulares eram ligados à cultura cafeeira iniciada em 1780 na região fluminense:


1) Barão do Ribeirão, tio 3ºavô de Anibal: também tem brasão



2) Barão de Massambará,


3) Barão e Visconde de Cananéia,


4) 2º Barão do Rio das Flores,


5) 1ª Baronesa do Rio das Flores, tia 2ªavó de Anibal,


6) a 1ª mulher do Barão de Werneck,


O casal Manoel e Susana de Avellar e Almeida, 4ºs avós de Anibal, era dono da Fazenda Boa Vista do Mato Dentro. O casal era proprietário de 152 escravos conforme o Inventário nº 435 da Caixa nº 90 do Centro de Documentação Histórica da Universidade Severino Sombra, de Vassouras, informado nas pgs 280, 281, 282 e 305 do livro E o Vale era o escravo, onde o autor Ricardo Salles também informa, à pg. 155, que eram considerados mega proprietários os fazendeiros com mais de 100 escravos.




Nota: O scholar de Princeton, Stanley J. Stein, em seu livro Vassouras, a Brazilian Coffee County, 1850-1900, editado pela Harvard Historical Studies, na pg. 16, informa que os grandes clãs familiares de Vassouras eram: Correa e Castro, Werneck, Ribeiro de Avellar, Paes Leme, Teixeira Leite e Avellar e Almeida.



A Abelha como arma heráldica:


The Bee: Symbol of immortality and resurrection, the bee was chosen so as to link the new dynasty to the very origins of France. Golden bees (in fact, cicadas) were discovered in 1653 in Tournai in the tomb of Childeric I, founder in 457 of the Merovingian dynasty and father of Clovis. They were considered as the oldest emblem of the sovereigns of France.



Túmulo de Childerico, Sec. V



Flor de lis dos Bourbon



Abelha Merovíngea de Napoleão 1º


Segundo Sergio Bisaggio as abelhas decorrem das abelhas em ouro encontradas em 1653, no túmulo do Rei Franco Childerico. Diz ainda que, no túmulo havia muitas jóias de ouro, moedas de ouro, uma espada esplendidamente ornamentada e cerca de 300 abelhas de ouro. O tesouro foi ofertado aos Habsburgo que enviaram como presente a Luis XIV, que não se interessou e mandou para a Biblioteca Real. Na Revolução Francesa essa Biblioteca virou a Biblioteca Nacional da França. Quando Napoleão prepara sua transformação em Imperador dos Franceses teve conhecimento do tesouro e, nas abelhas, viu a inspiração para a substituição da flor de lis dos Bourbon. Dessa idéia surgiram as abelhas como arma heráldica do Brasão do Império de Napoleão 1º, e foram motivo de inspiração para outros brasões inclusive no Brasil Imperial.


ENFOQUE HISTÓRICO


Foram concedidos 1.211 títulos a 986 titulares (apenas 0,0070% da população) a diferença é porque alguns titulares tiveram mais que 1 título, nos 67 anos do Império do Brasil, (1o Reinado de 1822 a 1831 e o 2o Reinado de 1840 a 15/11/1889), prioritariamente aos fazendeiros (a maior parte cafeicultores), depois aos ocupantes de cargos públicos, aos comerciantes, aos negociantes e, por fim, aos intelectuais e capitalistas.


No Cartório de Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil foram registrados apenas 239 brasões, (apenas 0,0017% da população), que eram pagos á parte.


NOTAS:


1ª) 5 Brasões contem o pé de café, os Brasões:


dos Barões de Avelar e Almeida, Bemposta, Vargem Alegre e Silveiras


do Visconde de Aguiar Toledo.


2ª) 18 Brasões contém um único ramo de cafeeiro.


3ª) 38 Brasões têm divisa.


O título de nobreza no Brasil é intransmissível, o que invalida a pretensão à hereditariedade da Nobreza Brasileira de maneira definitiva, pois nas cartas nobilitantes ad personam concedidas pelo Imperador, a relação jurídica limita-se à concessão e ao recebimento da honraria pelo agraciado e, com sua morte, o título reverte à Coroa, passando a integrar o patrimônio heráldico do Império onde permanecerá in potentia até que seja reabilitado por nova concessão do Imperador, que pode conceder este título, a quem escolher, mesmo que seja de outra família sem nenhuma consanguinidade com a anterior, como o Imperador faz quase sempre.


Fontes pesquisadas para estruturar esse trabalho:


- Estudos sobre o Direito Nobiliário, Mário de Méroe, Centauro Editora, São Paulo, 2000, em especial as pgs: 14, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 38, 43.


-Titulares do Império, Carlos Rheingantz, 1960.


-As Barbas do Imperador, Lilian Schwarcz, 1996.


-Anuário Genealógico Brasileiro (AGB): anos: I, II, III, IV,V,VII e IX.


-# WIKIPEDIA


# http://en.wikipedia.org/wiki/Bee_%28mythology%29


# http://www.napoleon.org/en/essential_napoleon/symbols/index.asp


# Jean-Jacques Chifflet: On May 27, 1653 a mason, Adrien Quinquin, working on the reconstruction of the church of Saint-Brice in Tournai, discovered a Merovingian tomb containing various articles, including a leather purse containing gold coins, a gold bracelet, some pieces of iron, and numerous pieces of gold cloisonnéed with garnets, among these the 300 bees. One of the pieces was a ring with the inscription CHILDERIC REGIS, identifying the tomb as that of Childeric I, father of Clovis. The discovery excited great interest in Tournai and Brussels. Archduke Leopold William, Spanish governor of the Netherlands, put his personal physician, Jean-Jacques Chifflet, in charge of studying and publishing the finds. In 1655 he published his work, Anastasis Childerici I Francorum regis, sive thesaurus sepulchralis Tornaci Neviorum effossus et commentario illustratus. Leopold William took the treasure to Vienna when he left the Netherlands in 1656. On his death, the treasure became the property of the Emperor of Austria, Leopold I. In 1665 Leopold gave the treasure to Louis XIV as a gift in recognition of the help of the French against the Turks and against a revolt of Austrian subjects in Hungary.


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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes