1º Barão de Entre Rios


Decreto Registrado no Livro VII, Pag. 137, Seção Histórica do Arquivo Nacional.



         


Brasão do 1º Barão de Entre Rios


Esquartelado: no 1º e 3º quartel as armas dos Barrosos: de góles, com cinco leões de prata cada um com 2 faixas xadrezadas de ouro e vermelho, postos em santor; no 2º e 4º quartel as armas dos Pereiras: de góles, com uma cruz de prata, florida vazia do campo.


O filho, o 2º Barão e Visconde de Entre Rios, usou o mesmo brasão do pai.


Anibal de Almeida Fernandes, Junho, 2010, atualizado Outubro, 2015.


Antonio Barroso Pereira, (*1792 +12/02/1862), 1º Barão de Entre Rios a 15/12/1852. O 1º Barão de Entre Rios era Oficial da Ordem da Rosa, e foi sepultado no jazigo da Capela de Nossa Senhora da Piedade, situada na fazenda, Cantagalo.


Origem do nome: O título do Barão de Entre Rios não foi “tomado do município de Entre Rios”. Foi justamente ao contrário. Existia no local, hoje Três Rios, a fazenda do Cantagalo de propriedade de Antônio Barroso Pereira. Quando Mariano Procópio Ferreira Lage construiu a Estrada União e Indústria, precisa passar com ela pelo meio da fazenda, e Antônio deu a ele todas as facilidades para isso. Em reconhecimento, D. Pedro II concedeu a ele o título de Barão de Entre Rios, justamente porque aqui três rios se encontram. Mariano também como agradecimento mandou construir na fazenda do Cantagalo, no caminho da estrada, a maior das estações de muda e deu a ela o nome de Barão de Entre Rios. Então o lugar passou a ser conhecido como Entre Rios, povoado que em 1890 passou a distrito e em 1938, município emancipado.


O 1º Barão de Entre Rios é filho de *Marianna Jacinta de Macedo em seu 1º c.c. Capitão Antonio Barroso Pereira, que vieram para Sebolas, Paraíba, RJ.


“Aos vinte e cinco dias do mês de Março de mil setecentos e setenta na capella da Senhora Santa Ana do Garambéo filial da Matriz de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo o padre Matheus Pinto de Andrada de licença do Reverendo parocho desta de Nossa Senhora do Pillar de S.João Del Rey baptizou e pos os sanctos óleos a *Marianna filha legítima de Joseph Rabello de Macedo e de Maria de Carvalho a qual nasceu aos seis dias deste mes de Março. Foi padrinho Antonio Gonçalves Penha “.


O 1º Barão de Entre Rios é neto de Maria de Carvalho Duarte, c.c. José Rabelo de Macedo (+5/1/1803), que viveram na fazenda Ribeirão dos Cavalos em Nossa Senhora da Piedade do Rio Grande, próximo a Andrelandia, MG, pais de 11 filhos:


José, Antonio, Manoel, Francisco, Mariana Jacinta, Rosa Maria, Ana Francisca, Domingos, Joana Maria e Tereza Maria


O 1º Barão de Entre Rios c.c. Claudina Venância de Jesus, 1ª Baronesa de Entre Rios, falecida em 1876 na Fazenda de Cantagalo onde foi sepultada no jazigo da Capela de Nossa Senhora da Piedade, situada na fazenda Cantagalo, era filha de Manuel Jesus Cerqueira e de Maria Eufrásia de Paiva.


Antonio Barroso Pereira aos 03-06-1811 casou com Claudina Vicencia de Jesus, filha do Capitão Manoel de Jesus Serqueira - Família “Joaquim Pinto de Magalhães” § 2º, 10-2. B7: SJDRei, aos 03-06-1811 matriz, Antonio Barrozo Pereira, f.l. Cap. Antonio Barrozo Pereira e Mariana Jacinta de Mace--; = cc. D. Claudina Vicencia de Jesus, f.l. Cap. Manoel de Jesus Serqueira. Nts/bts nesta freguesia.


Nota: o pedido da sesmaria feito em nome dela, registra Claudina Venância de Jesus, para o nome da 1ª Baronesa de Entre Rios, com assinatura da própria.


O 1º Barão de Entre Rios é bisneto de Caetano de Carvalho Duarte, Patriarca da Família Carvalho Duarte-Cajurú, MG, 6º avô de Anibal, bat 1702, que se estabeleceu em São Miguel de Cajurú, MG. Caetano de Carvalho Duarte casou com Catarina de São José, filha de Antonia da Graça (3 Ilhôas) c.c. Manoel Gonçalves da Fonseca, 3ºs avós do 1º Barão de Entre Rios e 7ºs avós de Anibal.



21.02.1687 – Antónia, filha de Manuel Gonçalves e de sua mulher Maria Nunes; foram padrinhos o Capitão António Machado e Maria Roiz (Rodrigues) (Açores, Faial, Horta, Angústias, Batizados, 1666-1694, fl 64v); In http://culturacores.azores.gov.pt/biblioteca_digital/FAL-HT-ANGUSTIAS-B-1666-1694/FAL-HT-ANGUSTIAS-B-1666-1694_item1/P64.html



Casamento Manuel Gonçalves e Antonia (da Graça) Aguiar, 6ºs avós de Anibal. Transcrição fornecida: Vinicius da Mata Oliveira que descende das 3 Ilhoas: Mar-2015


O Barão de Entre Rios ao morrer deixou uma enorme fortuna constituída por várias fazendas e inúmeros imóveis em Paraíba do Sul, 3 Rios, Rio de Janeiro e São João d’El Rey e um belo palacete em Petrópolis, tudo avaliado em 1:569:303$468.


Em 1862 quando 1:000$000 (1 conto de réis) comprava 1 kg de ouro, este patrimônio equivale 1.569,304 kg. de ouro e hoje em dia, considerando a gr. de ouro a R$ 145,80 (20/10/15), teríamos  um patrimônio atual equivalente a R$ 228,80 milhões em 2015.


O 1º Barão de Entre Rios e Claudina Vicência, foram pais de 2 filhos que são trinetos de Caetano de Carvalho Duarte, Patriarca da Família Carvalho Duarte-Cajurú, MG, 6º avô de Anibal:


1)  Antônio Barroso Pereira, 2º Barão de Entre Rios (28/8/1877); Visconde de Entre Rios (17/2/1883). Homônimo do avô e do pai nasceu cerca de 1820, em Sebolas, município de Paraíba do sul e faleceu em sua Fazenda de São Lourenço, hoje situada no município de Três Rios, em 27/1/ 1905, sendo sepultado na Capela de Nossa Senhora da Piedade, no mesmo município. Casou com Maria Cândida Pereira Belo, prima-irmã do Duque de Caxias, pelo lado paterno, e sobrinha do Barão do Piabanha pelo lado materno. Maria Cândida era filha do coronel José Ricardo de Oliveira Belo e de Mariana de Andrade Belo, tendo falecido em 1876, antes do marido ser titular, sendo sepultada no jazigo da Capela de Nossa Senhora da Piedade, situada na fazenda Cantagalo.




Brasão do Visconde de Entre Rios


2) Mariana Claudina Barroso Pereira de Carvalho, c.c. com seu primo-irmão José Antonio Barroso de Carvalho, 1º Barão de Rio Novo a 9/6/1856, Visconde do Rio Novo a 23/7/1867, que era filho do casal: Magdalena Maria e Damaso José de Carvalho. O Visconde era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Comendador da Imperial Ordem de Cristo. Mariana Claudina Viscondessa do Rio Novo recebe o título de Condessa do Rio Novo a 16/10/1880, depois de ficar viúva do visconde do Rio Novo. Os Viscondes de Rio Novo não tiveram filhos e a Condessa, ao morrer, deixou a fortuna para casa de caridade Ordem da Piedade na fazenda Cantagalo, em Paraíba do Sul e Três Rios, RJ, (ver trecho do testamento no fim do texto).




Nobreza Titular:


1) Antônio Barroso Pereira, Visconde de Entre Rios: Decreto Registrado no Livro V, Pag. 123, Seção Histórica do Arquivo Nacional.


2) José Antonio Barroso de Carvalho, Visconde do Rio Novo: Decreto Registrado no Livro V, Pag. 38, Seção Histórica do Arquivo Nacional.


3) *Mariana Claudina Barroso Pereira de Carvalho, 2ª Condessa do Rio Novo: Decreto Registrado no Livro III, Pag. 81, Seção Histórica do Arquivo Nacional.


Fontes consultadas para estruturar esse trabalho:


*Titulares do Império Carlos Rheingantz, Rio de Janeiro, 1960, pgs: 49.


 


*Adendos de Pedro Vianna Born, 8º neto de Antonia da Graça (3 Ilhôas), 7º neto de


Caetano de Carvalho Duarte, sobrinho-4º neto do 1º Barão de Entre Rios, sobrinho-3º neto do Visconde do Rio Novo, primo do Visconde de Entre Rios e da Condessa de Rio Novo, ativo pesquisador de seu ramo familiar; forneceu completas informações sobre os 4 titulares da família e sobre a ascendência e descendentes do casal: Magdalena Maria e Damaso José de Carvalho seus 4ºs avós.


*Adendos de Cinara Maria Bastos Jorge Andrade do Nascimento, autora do livro: Pioneiros dos três rios - A Condessa do Rio Novo e sua gente.


*http://br.geocities.com/projetocompartilhar/estudooscarvalhoduartenosuldeminas.htm




 


*José Roberto de Vasconcellos Nunes, lista Gen=Minas de genealogia: Barão e Visconde Entre Rios.


*Anuário Genealógico Brasileiro, Ano II, pg: 32: Brasão Barão e Visconde Entre Rios.


*Anuário Genealógico Brasileiro, Ano IV, pg: 87: Visconde e Condessa Rio Novo.


Wikipedia.


*Archivo nobiliarchico brasileiro, Lausanne Imprimerie La Concorde [1918], pg: 399.



*2ª Condessa do Rio Novo e seu testamento, fornecido por Pedro Vianna Born, primo da Condessa Rio Novo, 2011:


Síntese do testamento da Condessa do Rio Novo, do qual tenho uma cópia, assim como, da obra "Petrópolis Antigamente" de Charles J. Dunlop editada em 1985 pela ERCA, Editora e Gráfica Ltda, RJ.


A condessa ao morrer deixou sua imensa fortuna em testamento. Dentre as destinações de seu patrimônio territorial, ha destaque para as terras das fazendas do "Cantagalo" e "Rua Direita", ambas herdadas de seu finado pai, o 1º barão de Entre Rios. A fazenda do Cantagalo teve as terras aforadas em beneficio da "Ordem de N.S. da Piedade", onde surgiria o "Educandário Condessa do Rio Novo" (em Paraíba do Sul) por desejo do finado marido, o visconde do Rio Novo. As terras da fazenda Rua Direita, foram destinadas à criação da "Colônia Agrícola", onde a condessa beneficiou a todos os seus escravos, que passaram a ter terras para subsistência, sem direito à venda do patrimônio pertencente à colônia. As fazendas "Boa União" e "Piracema", que a condessa herdou do marido visconde e que pertenceram anteriormente à sogra (e também tia Magdalena Maria), tiveram destinações diferentes. A fazenda Boa União também teve todas as terras aforadas em beneficio da "Ordem de N.S. da Piedade", e como a fazenda do Cantagalo, ambas atualmente constituem os bairros com essas respectivas denominações no município de Três Rios. A condessa legou ainda grande soma em dinheiro dividida entre seus escravos serviçais próximos e a suas sobrinhas, filhas de seu irmão o visconde de Entre Rios. Vários imóveis ao redor da estação ferroviária de Entre Rios, assim como, prédios em Petrópolis, Rio de Janeiro e São João del Rey eram patrimônio da condessa ao falecer em Londres. O fabuloso palacete do barão de Entre Rios em Petrópolis, a condessa antes de falecer, já havia destinado ao orfanato que ali surgiu por obra de Monsenhor Bacelar. A obra humanitária a qual foi destinada a residência que fora vendida simbolicamente, recebeu depois da condessa, volumosas contribuições. O fato possibilitou então ali, a criação do famoso colégio Santa Isabel (homenagem à princesa Isabel), para onde convergia as filhas dos abastados fazendeiros do vale do Paraíba. Tal empreendimento transformou Petrópolis no maior centro educacional do país, o que proporcionou a chegada à cidade, do famoso "Colégio  Notre Dame de Sion", que abrigaria as internas netas dos fazendeiros, filhas de diplomatas estrangeiros e empresários expoentes do primeiro quartel do período republicano. Certamente a condessa do Rio Novo ao falecer em 1881, legou uma fortuna maior que aquela legada pelo 1º barão de Entre Rios. Obs. A ala do antigo orfanato, que foi extinta com o advento do Colégio Santa Isabel, passou a funcionar nas dependências da instituição "Escola N.S. do Amparo", que atualmente ainda cumpre o seu destacado papel humanitário na cidade de Petrópolis. O mesmo fica situado à rua Roberto Silveira, ao lado da antiga garagem dos bondes de Petrópolis, e defronte da sede da cervejaria "Bohemia", totalmente reestruturada e renaugurada na cidade durante os festejos da festa do colono alemão em 2011. O Colégio N.S. do Amparo teve entre seus colaboradores materiais principais, o visconde do Rio Novo e o 1º barão de Entre Rios.


 


 

 
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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes