BARÃO DE PIRAÍ com Grandeza



Decreto Registrado no Livro VII, Pag. 100, Seção Histórica do Arquivo Nacional.


Não há Brasão registrado no Cartório da Nobreza e Fidalguia do Império do Brasil.



 

Retrato a óleo do Barão e da Baronesa do Piraí

Autor: Claude J. Barandier (Coleção, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, IHGB, Rio de Janeiro)

 Aníbal de Almeida Fernandes, Outubro, 2010.


Barão de Piraí a 18/7/1841 e, com grandeza, a 15/11/1846, José Gonçalves de Morais, é filho de Antonio Gonçalves de Morais e Rita Clara de Sousa.

O Barão de Piraí nascido em 1776, em São João Marcos, Rio de Janeiro, faleceu em 10/10/1859 em sua Fazenda dos Três Saltos em Piraí.

O Barão de Piraí era irmão do Padre Joaquim Gonçalves de Moraes, filhos de Antônio Gonçalves de Morais, nascido em 1750, português de Miranda d'Oiro, e de Rita Clara de Souza, filha de Antônio Paula de Souza, fazendeiro paulista de Itu.

O Barão de Piraí foi um dos mais ricos proprietários de terras e escravos no Império. Casou com Cecília Pimenta de Almeida Frazão de Souza Breves (*1782 +6/7/1866), Baronesa de Piraí, falecida em sua Fazenda dos Três Saltos, filha do Capitão-mor José de Souza Breves, nascido nos Açores, e de Maria Pimenta de Almeida Frazão.

A Baronesa de Piraí, Cecília Pimenta de Almeida Frazão de Souza Breves é irmã e sogra do Comendador Joaquim José de Souza Breves, o Rei do Café no Império, que plantou 5 milhões de pés em suas várias fazendas e tinha 6.000 escravos:

O Inventário do Comendador José Joaquim, Rei do Café, feito em 1891, pela avaliação de 24/2/1890, registrava 1.434.200 kg de café em estoque nas tulhas de 18 fazendas com 8.389 alqueires geométricos. Antes, em 1860, na época do apogeu do café fluminense (1835-1870), o Comendador colhia 205.000 arrobas de café, ou seja, 1,45% da safra total do país, que fora de 14.125.785 arrobas, (Agrippino Griecco, 1927). Faço uma conversão para os valores do Brasil de hoje: 205.000 arrobas de café equivalem a 51.250 sacas de café de 60 kg. que vendidas a R$ 230,00 a saca, daria ao Comendador a renda anual de R$ 11.787.500,00, ou seja, considerando o US$ a R$ 1,90 daria US$ 6.203.394,00 de dólares, uma formidável renda anual considerando que, na época, uma pessoa para ser Senador do Império tinha que comprovar uma renda anual de 800$000 (oitocentos mil réis=R$ 40.000,00 > 1 gr de ouro=R$ 50,00) que era elevadíssima na época, (em 1860 um conto de réis comprava 1 kg. de ouro).

Armando de Morais Breves, biógrafo da família, conta que uma vez, estando o Barão do Piraí no Paço Imperial, sentou-se numa cadeira e foi advertido pelo cerimonial. O interlocutor disse-lhe que só poderiam estar nela barões e mais graduados. Mal-humorado perguntou o que tinha que fazer para ser barão: Quatrocentos mil réis! Informou-lhe o mestre de cerimônias. Eu pago, mas é muito caro para sentar a bunda numa cadeira.

O Barão de Piraí, José Gonçalves de Morais e Cecília Pimenta de Almeida Frazão de Souza Breves (*1782 +1866) tiveram 9 filhos:

1) Antonio, Comendador da Ordem de Cristo e Oficial da Ordem da Rosa, ficou conhecido como Capitão "Mata-Gente". Nascido em 1803, em Piraí, e falecido a 6/7/1876, no Rio de Janeiro. Casado com Rosa Luisa Gomes (Luisinha), falecida a 28/10/1879, no Rio de Janeiro, filha dos Barões de Mambucaba.

2) Maria Isabel, c.c. seu tio o Comendador Joaquim José de Souza Breves, o Rei do Café, pais de 8 filhos:

Cecília, Saturnina, Leôncia, Maria Isabel, José, Joaquim José, Rita, Mariquinhas

3) Rita Clara, c.c. seu tio o Comendador José de Souza Breves, sem descendência,

4) Joaquim José (bisavô de Clarinha que segue), c.c. Cecília Pimenta de Almeida Breves (*1824 +1893), filha de Luiz de Souza Breves nascido nos Açores e de Maria Pimenta de Almeida. Tiveram 11 filhos:

1)Maria Clara, 2)Emiliana, 3)Leopoldo, 4)Luiza Clara, 5)Cecília, 6)José, 7)Joaquim José, 8)Francisco (c.c. Hermínia Monteiro de Barros, bisneta do Barão de Paraopebas), 9)Eugenia, 10)Rita e 11)Clara (que segue).

Clara c.c. João Conrado de Niemeyer pais de 4 filhos: Joaquim, Cecília, João e Luiz (que segue):

# Luiz, 1º c.c. Augusta de Almeida, pais de 2 filhas: Maria de Lourdes e Judith.

# Luiz, 2º c.c. Maria Warmondes, (Mimi) pais de 3 filhos: Murilo, Clóvis e Clara (que segue):

*Clara, (Clarinha), c.c. Marcos Vieira da Cunha, (primo de Anibal, por ser 5º neto do casal Antonio da Cunha Carvalho e Bernarda Dutra da Silveira, 6ºs avós de Anibal), pais de 3 filhos:

Christina, Miriam e Peregrino

*Nota: Clara (Clarinha) Souza Breves de Moraes, (*1915 +2007), é afilhada de batismo de Luisa Arantes de Almeida, (*1891 +1936), tia de Anibal, pois o pai de Clarinha, Luiz de Morais Niemeyer, (nasc. 2/5/1883), bisneto do Barão do Piraí, quando migrou de Vassouras devastada pela decadência do café, foi recebido por Joaquim Rodrigues d'Almeida, avô de Anibal,  em Araraquara, SP, tendo trabalhado como advogado para vovô, que também viera de Vassouras em 1890, e já estava bem financeiramente sendo proprietário de uma fazenda de café (Baguary), uma loja para venda de material agrário e um hotel. Em agradecimento a vovô Joaquim pela acolhida em Araraquara a filha dele, Clarinha, foi batizada pela filha mais velha de vovô, minha tia Luisa.

5) Joaquina, Baronesa de Vargem Alegre, nascida a 15/10/1815, na Fazenda Manga Larga em São João Marcos, Rio de Janeiro, falecida em 1865, casou-se com Matias Gonçalves de Oliveira Roxo, Barão de Vargem Alegre, (com Grandeza em 19/12/1866), nascido a 22/9/1804, em Trás-os-Montes, Portugal, falecido a 16/9/1879, em Vargem Alegre, Estado do Rio de Janeiro.

6) Emiliana, Condessa de Tocantins, faleceu ao nascimento de seu único filho. Casada com José Joaquim de Lima de Silva Sobrinho, Conde de Tocantins a 30/3/1889, nascido em 7/10/1809 no Rio de Janeiro e falecido a 21/8/1894. Irmão do Duque de Caxias, Luiz Alves de Lima e Silva e da Baronesa do Suruí. Filho do Brigadeiro Francisco de Lima e Silva e de Mariana Cândida de Oliveira Belo.

7) José, c.c. Francisca de Souza Breves.

8) Cecília nascida a 2/11/1820, na Fazenda Manga Larga, Rio de Janeiro, e falecida a 27/6/1918, casou-se com o Comendador Lucas Antônio Monteiro de Barros (segundo), nascido a 8/2/1812, em Corrêas, Estado do Rio, falecido em 1861 em sua Fazenda de Três Poços em Barra Mansa, filho dos Viscondes de Congonhas do Campo.

9) Ana Clara, nascida em 1813, falecida a 27/11/1876 no Rio de Janeiro. Casada com o Coronel de Polícia Silvino José da Costa, nascido em 1788 e falecido a 21/1/1865, na Fazenda Bela Aliança, em Piraí. Pais de:

José Feliciano de Morais Costa, Visconde de Benevente a 25/3/1888.

 

Fontes pesquisadas para estruturar esse trabalho:

Titulares do Império Carlos Rheingantz, 1960, pgs: 52 e 70.

Anuário Genealógico Brasileiro, Ano III, 1941, pgs 270/273.

Site da família Freitas www.sfreinobreza.com/nobaz.htm

Inventário do Comendador Joaquim José de Souza Breves (1891)


Fonte primária:

Clara (Clarinha) Niemeyer Vieira da Cunha,

Marcos Vieira da Cunha (primo),

Mário Arantes de Almeida (tio),

Esther Arantes de Almeida (tia).

 
 
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Genealogia e Historia = Autor Anibal de Almeida Fernandes